Sunday, August 27, 2006

Letter to the author of "The Corporation"


Some years ago I have seen a documentary entitled "The Corporation" and found really mindbreaking, so I send a email to the author of the script and book where the movie is based. At that time I was a apprentice in my path of pessimism and i receive a hopeful response. It's transcripted literally below.





QUESTION:
Hi, my name is tárik kaiel from Brazil. I saw your documentary on
CableTV and really find it amazing, it's completely changed my way to
see the world, the capitalism. In my philosophy of life/world, I have
always have a certain grief with capitalism, but I know that comunism,
anarquism or wathever are not that better either. So a really want to
congratulate you for your book, and your script, but a what I really
want to know is what your doing now, whar are your projects for the
future.
My other question is about the future... do you think we can still
save this planet, this sociaty?
Right now, after a lot of things, not your movie/book, I came to
realize that I have a very pessimist aproach of the future. Do you
think still exist hope for humanity? We will not destroy this planet,
end his resources? Won't we destroy ourselves slowly? If you think
it's possible, what can we do? What can I DO???



ANSWER:
Thank you for your note and your kind words. It is easy to understand why you feel pessimistic, but it is crucial to continue to hope, not for utopia, which is impossible, but for greater humanity. We are capable of it as individuals, and in communities; it is always a question of creating social orders that reflect the humanism inherent in us. What we need to do is believe in that, and take action - any action - to try to realize it. We have to see ourselves, and act like, citizens - members of communities with the responsibility and power to create just and humane governance.

Best,
Joel

Verdades (by Kafka) (Provided by Reginaldo)




A verdade é tudo aquilo que o homem precisa para viver,
não pode ganhar nem comprar dos outros.
Todo homem deve produzí-la sempre no seu íntimose não ele se arruína.
Viver sem a verdade é impossível, mas não exagere o culto da verdade.
Não há um único homem no mundo, que não tenha mentido muitas vezes e com razão.

Sunday, August 20, 2006

Terror em Silent Hill


Baseado na série de videogames de horror "Silent Hill".

Rose Da Silva (Radha Mitchel) e Christopher da Silva(Sean Bean) tem uma filha adotiva com problemas de sonambulismo, nesse estado Sharon (Jodelle Ferland) chega ao ponto de quase sofrer acidentes fatais e grita "Silent Hill, Silent Hill". Como toda boa mãe faria ela carrega a filha em uma viagem noturna até uma arrepiante cidade fantasma interditada que tem esse nome, tentando resolver os problemas de sua filha.
Logo ela se separa de sua filha numa ensandecida perseguição policial seguida de acidente em que se vê perdida em uma cidade abandonada que de tempos em tempos soa um alarme ensurdecedor seguida de escuridão total e ataque de uma variedade de monstros de aspectos nojentos. Para encurtar tudo isso tem haver com um tipo de ritual religioso realizado na cidade anos antes, com um incêndio, caça as bruxas, o demônio, meninas assustadoras e monstros do inferno.
Poderia continuar contando a história até o final, inclusive em detalhes, mas não quero martirizá-los duas vezes caso também queira ir ao cinema e se você gosta de filmes de terror não é uma idéia tão ruim.
Com certeza o maior problema de "Terror em Silent Hill" está no roteiro entupido de buracos, ou melhor, rombos. Entendo que é difícil adaptar a história complexa de um videogame de diversas horas e ainda se manter original, mas a impressão que tenho é que o roteirista Roger Avary (Pulp Fiction) nem tentou, desistiu de tentar escrever algo decente e pegou alguns momentos chaves do jogo, entrelaçou de forma artificial e acabou. O que é realmente uma pena, pois ele é geralmente muito bom, mas parece que estava dormindo ao escrever este roteiro. Assim acerta nos pontos em que copia descaradamente o jogo, mas estas são poucas e em todas as outras tramas novas enfiadas para fazer render mais alguns minutos erra miseravelmente.
Achava que o diretor francês Christophe Gans (Pacto dos Lobos) era bom, mas na verdade seus filmes mostram que tem uma obsessão insana pelo visual, fazendo-os serem interessantes esteticamente, mas com histórias beirando ao Trash. As cenas são em geral bem feitas e visualmente impactantes e claustrofóbicas, mas totalmente desconexas, ligadas de um ponto ao outro pior do que fases de um videogame. Funcionam sozinhas, ao juntar é que se vê o problema. Em uma cena ela tira uma peça da boca de um corpo torturado em um banheiro, o motivo pelo qual ela faz isso foge a compreensão, mas não tanto como sua fala depois de constatar que era um pedaço de chaveiro de hotel, “minha filha deve estar no hotel”, de onde ela tirou isso? Irritou-me profundamente o modo como os produtores subestimam a inteligência do espectador, como quando Rose chega a igreja que lhe parece estranhamente familiar e o diretor se sente obrigado em nos mostrar onde vimos a igreja antes como se fossemos ignorantes demais pra lembrar por nós mesmos. Ou em todas as cenas em que aparecem os monstros somos preparados por uma sirene e Rose sempre é salva não por seus méritos, mas pelo simples desaparecimento de seus perseguidores. O diretor nos acha tão idiotas que chega a ponto de repetir falas para nós lembrar de algo dito minutos antes. O filme não tem ritmo e a ótima trilha sonora emprestada do jogo é falha em dar atmosfera, pois é tristemente mal utilizada durante a projeção.
Além dos principais temos Cybil (Laurie Holden), uma policial que pouco chama a atenção além de ter uma morte grotesca e mostrada com detalhes além da conta. Dahlia (Deborah Kara Unger), uma louca que andarilha pela cidade assustando personagens de filme de terror, até que é bem interpretada, mas é difícil dizer mais que isto, pois o roteiro a qual ela é obrigada a proferir é por demais fraco. Christabella (Alice Krige) é a vilã e é tão irritante que torci para que morresse logo, não porque criei raiva pelas ações más da personagem, mas sim porque não agüentava mais ver aquela mulher empacando a trama. Infelizmente qualquer prazer que poderia sentir ao ver seu destino final foi revertido frente ao modo excessivamente chocante em que é mostrado. O policial local Thomas Gucci (Kim Coates) não tem razão de estar no filme e parece não envelhecer, pois aparece em um flashback de 30 anos praticamente inalterado. Na verdade toda a trama em que ele está inserido, a qual segue Chris na procura da filha, poderia facilmente ser descartada, pois não acrescenta absolutamente nada, apenas serve para nos distrair dos perigos da cidade e ainda por cima quebra o andamento da já desgastada trama. Este personagem é tão descartável que desaparece perto do final e nem sentimos sua falta. Isso é tão verdade que todas as cenas foram adicionadas ao roteiro depois, pois o original continha só mulheres. Apenas para contar no registro temos Anna (Tanya Allen), uma sobrevivente da cidade que está lá exclusivamente para morrer de forma inacreditavelmente chocante.
Os personagens são mal construídos sendo unidimensionais e muito mal interpretados por quase todos os atores, que parecem saídos de uma produção como "A Invasão das Aranhas Marcianas". Esse clima de filme "B" não é intencional e muito menos uma homenagem, pois se leva a sério.
Quem sabe ai esteja a minha decepção. Esperava muito mais desse suspense do que de filmes obviamente estúpidos como são quase todas as produções de terror adolescente, onde este não se encaixa. Ao ir ao cinema esperava mais do que meninas demoníacas com longos cabelos pretos sobre a cara, um roteiro raso, atores péssimos, uma direção irregular e um exagero sádico por mostrar cenas sanguinolentamente desnecessárias.
Mas seria injusto condena-lo ao ostracismo e rotula-lo como “Trash” pois não é o caso. Agora que já falei dos defeitos posso me concentrar em suas qualidade. Após ler essa última parte fico ainda mais decepcionado, pois vejo um enorme desperdício de potencial.
Gostaria de dizer que a ambientação é excelente, mas ela é resultado do incrível trabalho de Carol Spier no design. A cidade de Silent Hill é soberba, enevoada, coberta de cinzas e sempre assustadora, ainda mais quando temos sua perspectiva infernal. Apesar das transformações que seguem o toque da sirene serem desnecessárias o visual da Dark Silent Hill é ainda mais arrepiante. Qualquer pessoa presa em um lugar desses enlouqueceria como ocorre com personagens.
Os monstros são espetaculares, assustam não apenas com seu aspecto nauseante, mas também por seus rostos sem face e movimentos erráticos que dão um sentimento de dor e sofrimento, como se todos fossem almas aprisionadas naqueles corpos decadentes. Toda a cena em que somos apresentados a um novo tipo assustador é um show à parte. Temos um zelador com a cabeça e as pernas amarradas com arame farpado, enfermeiras desfiguradas, crianças queimando eternamente, um carrasco com elmo de pirâmide entre outros. Nesse sentido o fascínio do diretor pelo visual e pelo material original ajudou a criar uma ligação que qualquer pessoa que tenha visto o jogo por mais do que quinze minutos reconheceria e que não jogou com certeza se surpreenderá.
Repare como a roupa da Rose vai escurecendo durante a projeção, foram usadas mais de 100 vestimentas diferentes para fazer esse efeito de modo sutil, é esse tipo de cuidado que permeia toda a estética de “Terror em Silent Hill”.
Os efeitos especiais são irregulares, em alguns momentos são geniais funcionando muito bem na escuridão da Dark Silent Hill
Existe mais uma característica que considero um defeito grave, que é a superexposição da platéia ao sadismo do diretor, a fotografia de Dan Laustsen é muito eficaz se esta era a intenção, e ela funciona claustrofóbicamente bem durante toda a projeção. Existe um uso exagerado de sangue por todos os lados, como em Kill Bill, em ambos os casos é possível escutar risos na sala de exibição a diferença era que esta era a intenção do filme do Tarantino. Pensei que o diretor havia aprendido com o seu ótimo Pacto dos Lobos que não mostrar às vezes é mais assustador que mostrar. Veja a cena do corpo no banheiro, ela funciona bem, pois nunca temos uma cena panorâmica ou em detalhes, vemos uma mão, vemos a cabeça, mas nunca o corpo inteiro, assim o impacto de vermos o corpo inteiro mais adiante na projeção é muito maior. Infelizmente esta boa cena é exceção, em todas as outras somos apresentados ao lado mais grotesco que nos elimina qualquer possibilidade de deixar nossa imaginação trabalhar, ela geralmente é muito mais assustadora que qualquer coisa que os cineastas conseguem colocar na tela. Apesar de algumas pessoas poderem gostar do modo ultraviolento em que são apresentadas as mortes com muito sangue e tripas (como em “O Albergue” e “Premonição” e suas continuações), a maioria achará ofensivo no mínimo e possivelmente sairá com uma sensação de repulsa caso tenha um estômago mais fraco.
O destino final sobre o destino de Rose, Sharon e Alessa é muito interessante evitando o tradicional fim bobo que normalmente acontece em Hollywood.
Assim para aprecia-lo se deve esquecer qualquer presunção sobre a trama, pois ela só atrapalha os aspectos técnicos e visuais, que é onde está o melhor da exibição. Infelizmente não posso relevar os aspectos em que a película peca, mas ainda assim se você não se assusta com cenas fortes e quer ver um filme de terror este é infinitamente melhor que a qualquer um do gênero lançado este ano e merece uma conferida, nem que seja só para admirar o visual, mas se tiver uma chance o jogo é bem melhor. Já se você tem um estômago fraco ou procura algo com mais conteúdo deveria ficar longe deste filme, ou de qualquer um do gênero por assim dizer.

5/10

Saturday, August 05, 2006

Malvados Blog




www.malvados.com.br

Thursday, August 03, 2006

Médicos sem fronteiras

Dizer como a guerra é uma coisa absurda no mundo de hoje é um lugar comum. Mas realmente continuo me surpreendendo com as coisas que aceitam como normal.
Crimes de guerra. Isso já é um conceito absurdo, criamos uma categoria de ações que são consideradas crimes num lugar em que dois jovens de dezoito anos se esfaquearem até a morte não é um. Interessante.



Crime de guerra: Atacar uma unidade neutra de ajuda humanitária. Se qualquer lado fizer algo do gênero será punido. Claro que faz todo sentido punir alguém por isto, como também faz todo sentido punir alguém por bombardear um prédio, mas isso é considerado aceitável.
Não posso deixar de notar quão absurda é uma situação em que seja necessária a intervenção de um grupo humanitário como os Médicos Sem Fronteiras. É realmente bizarro um mundo em que ele precise existir.
Imagine uma batalha entre dois traficantes em uma favela, depois de horas de tiros e mortes paira uma certa calmaria. Assim no dia seguinte um grupo de médicos vai a um lado e trata dos feridos, e depois vai ao outro lado cuidar dos outros. No outro dia eles voltam a se matar mais um pouquinho, os médicos vão lá e curam mais um pouquinho, no dia seguinte eles se matam ainda mais e os médicos vão lá de novo e...
Não, devo admitir que isso nunca aconteceria na rocinha, eles matariam os médicos que se atrevessem a ir ajudar o outro lado, afinal, ele está ajudando o inimigo! Isso evidentemente porque os traficantes não vivem num mundo livre, democrático, não são civilizados como nós a ponto de permitir que médicos venham ajudar enquanto nos matamos. Apesar de apoiar fortemente estes grupos, vejo que suas ações serem aceitas pelo mundo sejam uma comprovação de que sancionamos estas guerras. Obviamente a solução não é bani-los, mas pelo contrário, banir as guerras. Se eu dissesse que estamos longe desse objetivo estaria sendo otimista por considerar que a humanidade possa viver num mundo sem guerras.
Claro que sei que nem os israelenses nem os "Hezbollenses" gostam da idéia de ajuda humanitária para o outro, mas devido à pressão internacional não tem muita escolha. Também devo ressaltar que um lado irá requerer muito mais ajuda, pois se o abastado estado de Israel sofreu algumas causalidades tivemos um pequeno massacre no lado libanês. E se o primeiro tem plenos recursos e infraestrutura para cuidar disso, o segundo não tem quase nenhum hospital inteiro no sul. Há apenas três meses atrás o sul do Líbano tinha uma ótima infra-estrutura para um pobre país árabe que ainda está se curando das cicatrizes de uma guerra, mas que hoje sumiu misteriosamente. É uma pena que a parte mais louvavel do trabalho do Hezbollah na região tenha sido reduzida a escombros. Suor de uma década apagado com sangue em um mês.
Como sempre, o lado mais fraco é o que padece mais, e não estou me referindo ao Hezbollah nem ao Líbano. Como vi um angolano falando hoje, "quando dois elefantes lutam, quem mais sofre é a grama". Perfeito não?
Criamos regras para aceitar a matança entre países. Discutir sobre se isso ou aquilo é antiético num ambiente de guerra total, foge a minha compreensão. Mas devemos nos adaptar aos tempos pra fazer o que é necessário neste instante, abandonar o pensamento por demais idealista de parar a guerra e levar nossos médicos, nossos voluntários, nossos diplomatas, quem puder ser de alguma ajuda, até nosso dinheiro, mas isso também já seria idealista demais pra pedir em uma sociedade capitalista como a nossa. O problema que estou falando é outro, devemos fazer o possível para ajudar mais sem esquecer que devemos lutar pelo objetivo maior de parar essas guerras insanas (existe outro tipo?). Lutar para melhorar o sistema que apóia este tipo de atitude, deixando claro que não aceitamos estas lutas, que não sancionamos estas batalhas, ajudamos, mas não apoiamos. Mesmo que aquele acéfalo sentado no trono dos Estado Unidos ache tudo isso normal, as organizações humanitárias como "Médicos Sem Fronteiras" não acham. Mas enquanto não tem escolha, lhes resta apenas tratar dos feridos e por mais vezes que um médico normal sepultar os mortos.
Sei que nossa dita civilização só existe por causa de um uso extremo da hipocrisia, mas esses fatos me levam a temer ela seja fundamentada nisso.




"What do I think about civilization? I think it's a great idea; why doesn't someone start one?"

-Attributed to G. K Chesterton

Friday, July 28, 2006

Pirates of the Caribbean 2: Dead Man's Chest


Continuação de um filme sobre uma atração de um parque temático, o qual tem como tema piratas. Esse gênero capa e espada nunca emplacou um BlockBuster, desde a década de 60 que um filme não dá certo. Sempre que um produtor tenta desenterrar essa ambientação da era de ouro de cinema se depara com um prejuízo incrível, o qual desestimula toda a indústria voltar a ele.
O que me impressiona nisso tudo é que esse gênero de aventura tem todo o romantismo e carisma pra dar certo em Hollywood, mas por incompetência (e as vezes azar também) os filmes acabam por não atingir o público.
Por isso o “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”(o primeiro) foi um feito e tanto, abriu caminho pra esse tema tão próprio da industria do entretenimento e tão mal conduzido. Mas não pense que o filme é revolucionário per si, na realidade ele só acerta nas partes que não podia falhar e assim conseguiu encher uma sala de cinema com risadas e aventuras por duas horas. Conseguiram isso com um roteiro despretensioso, mas interessante, boas reviravoltas, atuações inspiradas (principalmente do... a você sabe, todo mundo fala dele), um bom diretor, ótimos efeitos especiais, uma boa fotografia, um bom design, ou seja, aspectos técnicos impecáveis, claro, o mínimo que se espera de uma superprodução hoje em dia.O que mais pode se esperar de um filme? Muita coisa na verdade, mas o aspecto artístico não faz os olhos dos produtores brilharem como pilhas de notas de dólares.
Mas e quanto ao “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” (o segundo)? Por isso me estendi tanto falando do primeiro, esse filme consegue acertar nos mesmos pontos que seu predecessor. Como já disse este filme faz o básico pra dar certo, o que já é mais que a maioria dos filmes de verão de Hollywood.
A trama gira em torno de uma dívida do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) que acaba envolvendo seus dois parceiros dos filmes anteriores, Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley). Assim eles precisam lutar contra canibais, um pirata mutante mágico lendário (Bill Nighy), um mal intencionado agente da Companhia das Índias Orientais (Jonathan Pryce) entre outros.
As atuações estão no nível das superproduções, o que não é bom, mas temos alguns que se sobressaem magistralmente. Preciso falar sobre aquele cara como todo mundo? Sim ele consegue de novo criar um personagem diferente, que foge ao lugar comum, e são sempre louváveis as raras vezes em que temos um protagonista diferente do mocinho de Hollywood, um pirata amoral então nem se fala. Também gostei muito da Naomi Harris que interpreta uma bruxa dando um ar sombrio e misterioso perfeito nas poucas cenas em que aparece. Outro que se destaca é Bill Nighy, sempre gostei do jeito estranho dele, os quais funcionam perfeitamente para esse papel e fiquei chocado ao descobrir que seu personagem havia sido totalmente criado por computação gráfica. Se os efeitos especiais já haviam me impressionado ao longo da projeção, ao constatar a perfeição sem igual dada ao vilão Davy Jones e o modo como conseguiram mostrar todos os maneirismos da interpretação do ator me da vontade de explodir o Oscar se não os presentearem nessa categoria. Todos os outros atores são burocráticos no máximo, tendo inclusive um casal muito fraco como protagonistas do filme. Com personagens fracos é difícil fazer mágica, ainda mais se comparados ao Sr. Depp e ao Sr. Nighy, mas mesmo assim a atuação desses dois é fraca.
Os efeitos especiais do filme são excelentes como era de se esperar, temos cenas magníficas, animais gigantes, barcos fantásticos e todos impecáveis. Com certeza terá ao menos uma cena que você achará incrível ao vê-lo.
O design do filme também é esplendoroso, desde o visual da cidade dos piratas e suas roupas, a tribo canibal, as vestimentas de época, a maquiagem irreprimível e ao extravagante visual dos barcos. A parte mais impressionante com certeza é a tripulação de Davy Jones, seres mutantes meio animais, todos com detalhes impressionantes e uma inventividade que chama a atenção. Devo apenas ressaltar que apesar de ter gostado bastante do visual destes vilões acho que ficaram por demais asquerosos para um filme de férias que planeja atingir diversas faixas etárias e sexos.
Vamos agora ao que menos importa num filme diversão desses, que é o fiapo de roteiro. Na realidade apesar de ser inexpressível gostei do texto. Normalmente os filmes de ação têm tramas cheias de fatos sem explicação, absurdos lógicos e furos lamentáveis, enquanto este filme consegue ser bem amarrado e estruturado, coisa rara. Mas com certeza não é irreprimível. Antes devo adiantar que a maioria da trama se completa no decorrer das duas horas e pouco de duração, mas os últimos dez minutos do filme servem apenas para preparar pontas soltas para continuação “At World’s End” que foi gravada em conjunto e que fecha a trilogia. Não que isso atrapalhe o andamento, mas deixa com água na boca se você gostou do filme e um nó na garganta se você não gostou.
Na primeira cena temos nosso capitão se salvando por um triz de uma arriscada missão, sua tripulação pergunta qual a causa daquilo e ele lhes responde que foi por causa de um papel com uma chave desenhada. A tripulação de um navio pirata pode não ser muito esperta, mas infelizmente a audiência desse filme não o é (espero). Você fica esperando que aquilo sirva pra alguma coisa, mas logo descobrimos que era para o que aparentemente servia, ou seja, nada. Mas este é apenas um detalhe e não atrapalha em nada o filme, tem problemas maiores.
Lembra da cena com os canibais que comentei? Pois é, ela é bem feita e muito divertida, com certeza você terá boas risadas ao vê-la. O problema é que ela só faz isso, é completamente descartável para a trama principal. Fala-se tanto em versões estendidas em DVD, podiam fazer uma versão reduzida sem toda essa sub-trama com canibais. Seria ao menos trinta minutos mais curta e ninguém notaria que meia hora do filme foi cortada, é quase como fossemos para aquela ilha apenas para nos divertirmos com os nativos enquanto o vilão espera do lado de fora, e voltamos a trama principal.
Espero não estar sendo áspero demais, ambas as cenas são muito boas e mesmo que não ajudem no desenvolver do filme geram situações excelentes para divertir, pena que sejam tão desconexas. Até consigo me colocar no lugar do diretor, imagine que você tem uma idéia genial com canibais, mas isto não tem nada, mas nada mesmo, haver com o filme. Problema? Não! Enfia essa cena em algum lugar, em alguma ilha perdida e pronto, você tem trinta minutos a mais de diversão! Nunca se deve se preocupar com estes detalhes insignificantes que esbarram com nossas idéias maravilhosas, detalhes estes como o roteiro. Se a cena fosse ruim seria o suficiente pra eu execrar o filme, mas é boa, então está perdoado.
O filme sofre diversas vezes com essa falta de nexo entre uma cena e outra, adoraria destruir a produção por isto, mas (in)felizmente todas as cenas são muito boas e atingem seu objetivo principal, que é divertir, pena que as vezes só pareçam fazer parte da mesma película porque aquele ator esta com a mesma roupa que na cena anterior. É quase tão coeso quanto os quadros do Zorra Total, ou da Praça é Nossa, se você tirar umas três cenas seguidas ninguém vai notar.
Num filme com muito mais altos e baixos como este posso me dar ao luxo de escolher algumas cenas magistralmente feitas, e outras mal elaboradas. A fotografia do filme é bem feita, ressaltando os majestosos efeitos especiais com eficiência, em especial a cena em que câmera segue o giro da roda de um moinho de água com três piratas duelando dentro. A ótima cena de uma luta de espadas naquela igreja abandonada (O que essa igreja faz aqui? Porque estão lutando dentro dela? Existe algum motivo pra essa cena estar acontecendo alem de criar um visual legal?). Diversas cenas da asquerosa tripulação de Davy Jones e o próprio. Quando Jack Sparrow mostra que o capitão é o primeiro a abandonar o navio. Existem poucas cenas que me incomodaram por sua idiotice, mas o modo como Will consegue o objeto de perseguição do filme todo é por demais cômico mesmo pra um filme fantástico como este. Também vi uma falta de timing ao revelar a aparência de Davy Jones e sua tripulação. Outro aspecto que me desagradou muito foi o pai de Will, gostei da atuação Stellan Skarsgård , o problema é que os autores tentam vender em alguns momentos um tipo de sofrimento familiar entre a relação pai e filho deles, o que é no mínimo apelativo demais pois eles se conheceram a cinco minutos e não tem qualquer tipo de ligação que não seja a sanguínea. Imagine que não conheça seus pais, e o encontre deformado servindo de grumete em uma tripulação de um pirata demoníaco.
O filme também é superficial em diversos pontos, faltando uma explicação mais aprofundada, mas isso é quase bom e normal nesses filmes recheados de misticismos, se no filme anterior era uma maldição asteca, qual é a razão dos poderes dos personagens deste? A resposta parece ser porque são personagens de um filme.
Mas no geral é um filme de diversão despropositada quase perfeito, tem tudo lá, personagens interessantes, cenas inspiradas, boas risadas, excelente ambientação, visual primoroso e fantásticos aspectos técnicos. Sofre um pouco no roteiro, e nas atuações, mas ambos funcionam a contento, apenas não se destacam. Um ator medíocre ali, mas é compensado pela ótima atuação de um outro. Uma cena sem nexo ali, mas é compensado por sua inventividade e diversão. Um bom filme de ação, feito de forma inspirada, com tudo de bom da produção anterior, ou seja, divertido e nada mais. Mas também, o que mais pode se esperar de um filme?

7/10

Saturday, July 22, 2006

Superman: Returns

É, demorei pra colocar essa crítica aqui, acho que vou começar a escrever uns textos pra um site de cinema então acho que será atualizado com ainda menos freqüência (será possível!?!?!).



Fui ver este filme sábado de manha da semana passada (15/07), e pra quem leu minha crítica anterior viu que eu estava entusiasmado pra ver esse filme, mesmo não sendo um fã do personagem, gosto de quadrinhos e minhas expectativas eram altas.
Geralmente grandes expectativas atrapalham bastante. Gostaria de acreditar que foi esse motivo de minha decepção com o filme, mas sei que estaria apenas tentando perdoar o diretor por suas inúmeras falhas.
A história pra quem não sabe mostra o retorno a Terra depois de alguns anos do Superman, ele havia ido averiguar se havia sobrado algo de Krypton depois que cientistas descobriram sua existência. Assim, Clark Kent ao tentar voltar a sua antiga vida encontra obstáculos como seu relacionamento com Lois Lane mãe e noiva ganhadora do Pulitzer pelo artigo “Porque o mundo não precisa de um Super Homem”. Também temos o retorno do Lex Luthor em mais um plano que envolve a morte de milhões (desculpe, quis dizer BILHÕES!) de pessoas.
O filme começa com mais do que uma homenagem do letreiro original do filme de 78 é uma cópia maquiada usando a mesma trilha sonora inclusive, mas com uma pitada de efeitos especiais novos. Humm, tá ok, já não gostei muito dessa "homenagem", mas no decorrer do filme viria a gostar menos ainda. Se a idéia de fazer uma continuação daqueles filmes já não me atraia sua execução foi ainda pior, a produção ignora diversos aspectos dos dois filmes originais e é recheada de homenagens/cópias-descaradas chegando ao absurdo de repetir diálogos e frases de impacto em momentos chaves!! Ridículo! Existe uma linha muito tênue entre homenagear e copiar e infelizmente Bryan atropela esta diversas vezes. As duas horas passadas no cinema chegam a doer aos ouvidos de quem viu o filme recentemente, o que admito que devem ter sido poucos. Se isso fosse o pior do filme eu ainda iria aplaudir de pé, afinal não é tão grave copiar um filme que deu certo e rechear com algumas coisas novas e interessantes que joguem um ar novo ao filme.
Sim, até estão lá situações interessantes como aquela na qual um fato importante é revelado na cena do piano e a idéia de amor platônico do Superman com está nova Lois com filho, que reforça seu sentimento de excluído como alienígena, o que alem de dramatizar muito bem o personagem ajuda ao público a se identificar com ele.
Uma das cenas mais heróicas do filme já revelada no trailer é a da queda de um avião, claro que isso já foi usado exaustivamente em todas as vezes que o Super Homem aparece, inclusive no filme de Richard Donner, mas aqui não é só um avião, mas um avião que está levando um ônibus espacial! Uau em, que idéia genial desse diretor não? (Como cientista não posso deixar de ressaltar como esta cena é ridiculamente absurda do ponto de vista físico. Os engenheiros da NASA parecem que são mais incompetentes que o roteirista deste filme, mas se aceitei um cara voando usando roupas primárias, uma capa e com a cueca por cima da calça posso fazer vista grossa para detalhes da realidade, esta que sempre atrapalha os produtores de Hollywood ao fazer seus blockbusters). Gostaria de continuar escrachando diversas cenas em que o Superman está sozinho, mas ai faltaria espaço para comentar os outros personagens que também tem uma grande parcela de culpa.
Brandon Routh é um ator muito limitado e isto transparece facilmente durante o filme, Kate Bosworth, a Lois Lane também não funciona muito bem além de criar uma repórter com uma falta incrível de carisma. Apesar do filme se sustentar na relação desses dois personagens a sua química na tela também é fraca fazendo suas atuações medianas que quando somadas a falta de profundidade das outras partes ajuda a fundar o filme.
Alonguei-me para chegar em uma parte na qual minha impressão já não havia sido boa antes de ver o filme e que infelizmente concretizou-se. Mesmo gostando muito do trabalho de Kevin Spacey como no excelente Beleza Americana seu Lex Luthor consegue ser o pior vilão que já vi o Superman enfrentar na tela grande. Como nunca vi aquelas pérolas que são o Superman 3 e Superman 4 posso estar me adiantando mas ainda assim não perdoaria nem o Bryan Singer nem o Kevin Spacey pelo clima desse vilão. Como já havia ressaltado detesto esta versão cientista louco do personagem, mas se bem usada ela pode até ser divertida, o que como já deve ter percebido não foi o caso. A performance do ator é por demais comedida com alguns pontos altos em que temos um vislumbre de como aquele empresário ensandecido poderia ter sido, infelizmente estas cenas são por demais espaçadas fazendo o vilão louco ser louco apenas por continuar com este plano idiota.
Lex Luthor quer causar um desastre na qual milhões (desculpe, quis dizer BILHÕES!) morreriam afundando milhares de acres de terra fazendo o magnata louco enriquecer devido à especulação imobiliária. Grandioso, vilanesco, louco! Genial não? Bryan Singer também achou, na verdade ele gostou tanto que usou essa mesma idéia do Richard Donner no filme dele. Não tão genialmente devo ressaltar. No filme original Lex iria afundar com poderosíssimas bombas atômicas (coqueluche dos vilões da época) uma enorme falha sísmica, que realmente existe na Califórnia, causando um terremoto que inundaria a costa, transformando as terras desérticas do interior numa nova costa. Convenientemente todas estas terras pertenciam ao nosso vilão. Se isso fazia algum sentido, nesse novo filme o plano é totalmente idiota, nem um magnata louco acharia que esta idéia estapafúrdia poderia funcionar. O Lex Luthor interpretado por Gene Hackman nunca toparia uma coisa dessas. Sem querer estragar muito para os que não viram o filme tem uma parte em que a assistente idiota e peituda do Lex Luthor pergunta como se ele não faz nenhuma tentativa de esconder sua culpa, obrigaria o mundo a simplesmente aceitar que ele matou bilhões de pessoas e ainda deixar ele negociar as novas terras. A resposta dele mostra um outro fator absurdo do filme, ele fala que todos irão se curvar ao poder dos cristais kryptonianos que ele possui (no filme original ele também tinha uma assistente idiota e peituda, a qual também tinha um fraco pelo Superman, que coincidência!). Estes cristais que ele roubou da fortaleza da solidão possuem o incrível poder de aumentar absurdamente de tamanho em contato com a água, assim como alguns brinquedos infantis paraguaios em forma de animais. Mas ao contrário desses brinquedinhos inofensivos estes cristais crescem MUITO MESMO de tamanho. Apesar de contrariar diversas leia básicas do universo e do bom senso essa idéia esotérica ridícula de cristais mágicos tem um poder realmente destruidor. Mas o espectador deve ter muita imaginação e boa vontade para pressupor que os outros cristais devem ter poderes muito mais assustadores porque isso apenas não impediria o mundo de se voltar contra esse idiota, muito menos o Super Homem. Mesmo que estes cristais tivessem tais poderes eles não aparecem em nenhum momento e o vilão nunca usa estes contra o herói.
Os outros atores funcionam sem brilho em seus papéis secundários com destaque para Sam Huntington como um divertido Jimmy Olsen e para o Ciclope dos X-Men e amigo do diretor James Marsden como o namorado simpático da Lois Lane.
Numa produção de centenas de milhares de dólares os aspectos técnicos do filme costumam ser impecáveis e aqui isto é quase verdade. Todas as cenas de vôo, a do avião, a fortaleza da solidão, o ataque final do Lex Luthor, todas são primorosas e irreprimíveis. Mas infelizmente mudanças de última hora atrapalharam o resultado final, estas são as mudanças computadorizadas feitas ao próprio corpo do Superman em seu rosto, assim como em outras partes, mas admito que não reparei muito nelas quando vi pela primeira vez, assim devo apenas acreditar no que escutei falar de diversas fontes.
Existem ainda outros aspectos que achei fracos, como a enésima vez que usam Kryptonita contra o Super Homem. As diversas vezes que temos a sensação desagradável em que nosso herói neste filme o Superman, símbolo da verdade, justiça, American-Way-of-Life está ajudando Lois Lane em sua traição velada ao pai do filho dela. A simbologia religiosa excessiva do personagem título. Toda a trama ridícula e dispensável que se passa no hospital. O fato de Lois Lane ser conhecida mundialmente como “a ex-namorada do Superman”. A juventude do casal principal, afinal ela tem um filho de alguns anos e já ganhou um Pulitzer e ele ficou anos fora da Terra e ambos parecem ter apenas uns 20 anos! Com certeza uma manobra ridícula apenas para atrair mais jovens a sala do cinema. Aquela revelação interessante mais mal aproveitada da cena do piano.
Mesmo assim, existem alguns aspectos e algumas cenas que achei muito interessantes, como o visual de Metrópolis, principalmente o Planeta Diário retrô. A cena do Superman voando com lágrimas nos olhos (todo mundo parece ter gostado dessa cena porque todos a comentam, isso também mostra como o filme é fraco, pois uma das cenas mais marcantes é rápida e oferece apenas um vislumbre do que o filme poderia ter sido). A cena do Clark brincando com o cachorro no começo. O visual da fortaleza da solidão. A cena em que o Lex Luthor pede a para Lois repetir uma frase, a qual ela geralmente fala quando é a moça em perigo em milhares de histórias do Superman. Quando o Super Homem responde a Lois sobre o mundo não precisar de um salvador. A bala acertando o olho. A cena que remete a capa da Action Comics 1 em que ele aparece pela primeira vez (ok, essa apenas um fã do Super iria reparar).

Ufa! Se você chegou até aqui deve ser algum amigo meu ou um fã revoltado do Superman. Para concluir “Superman: O Retorno” de Bryan Singer é um drama romântico fraco e piegas, um filme de ação medíocre, oferecendo atuações igualmente sem brilho e efeitos especiais primorosos.


3/10

Friday, July 14, 2006

PREVIEW: Superman Returns

Quero fazer aqui algo que sempre tive vontade, documentar minhas impressões sobre um filme antes de ir ve-lo e comparar minhas impressões após.
Pra começar eu não curto o personagem Superman, já não curtia antes na época que eu lia quadrinhos, as histórias com ele são em geral de péssimas pra pior-coisa-que-vc-já-leu-na-vida então dá pra imaginar o resto. Mas felizmente existem algumas histórias escritas em edições especiais e fora da cronologia que conseguem salvar a imagem, as únicas decentes:
Quatro Estações (For All Seasons) Jeph Loeb & Tim Sale
Identidade Secreta (Secret Identity) Kurt Busiek & Stuart Immonen
Paz Na Terra (Peace on Earth) Paul Dini & Alex Ross
Reino do Amanhã (Kingdom Come) Mark Waid & Alex Ross
Para o Homem Que Tem Tudo (The Man Who Has Everything) Alan Moore & Dave Gibbons
Mas apesar de serem poucas, as histórias não são só boas, são excelentes!
Mas também é só, acabou.
Mas isto não tem nada haver com o filme, quase nada...
Revi os filmes originais essa semana, o primeiro do Richard Donner e o segundo meio Ricahrd Donner meio aquele outro diretor meia boca. E refiz minha opinião sobre esses filmes, efeitos especiais datados a parte o filme é bom, mas não excepcional, entendo que pode ter sido revolucionário na época mas hoje tem muitas partes piegas e muitos erros de coerência o que acho totalmente inaceitável. O que salva esses filmes é o Chris, ele é fantástico como Clark e SuperHomem, a Lois tb é muito boa e a química entre eles é sempre interessante. O roteiro é razoável, com muita pieguisse, mas levada a sério, afinal o filme leva a sério um cara que usa a cueca por cima da calça então dai já da pra ver qual deve ser a atmosfera do filme. Mas estou fugindo novamente do foco. Fiquei um pouco decepcionado, na minha cabeça tinha uma visão melhor destes filmes que nessa revisitada.
Junto com isso soma-se a gigante e pavorosa história da produção de um filme do superman depois de Superman IV. Caso não seja familiarizado pode dar uma olhada aqui: http://www.omelete.com.br/cinema/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=928
http://www.omelete.com.br/cinema/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=927
Triste não? :(
Minha expectativas para o primeiro filme dos X-Mem tb era bem baixa, gosto dos mutantes menos ainda e um filme com eles... humm, me parecia uma péssima idéia. Mas estava errado, adorei o filme e tb gostei da continuação.
Por que estou falando do filme dos X-Men aqui? Porque é neles que reside minha esperança neste filme de um personagem complicadissimo de adaptar para o cinema, cheio de histórias mediocres, com uma pré-produção muito conturbada e com o legado de um filme clássico de 78, o qual pessoalmente nem acho tão excepcional.
O nome de minha esperança é Bryan Singer. Diretor de "Os Suspeitos", "O Aprendiz" e dos dois primeiros "X-Men", todos filmes muito bons, esse cara consegue acertar no alvo em todas as vezes. Passou por generos diversos e conseguiu ser muito bem sucedido, fantástico! Na realidade tinha muita pouca fé que sairia algo de bom daqui, mas agora, após os trailers, notícias, alvoroços dos EUA e a participação do Bryan minha experança nele está renovada. Pode ser apenas ansiedade por ter ouvido falar desse filme o mês todo mas acho que realmente ficou interessante.
Quando escutei a idéia pela primeira vez achei péssima... na realidade ainda acho mas agora já me acostumei a ela.
O super-homem sumiu por uns anos e quando volta encontra a Lois casada. É uma continuação dos dois primeiros filmes cortando alguns detalhes de menor importância. Eu iria preferir uma saga que iniciasse do zero, sem a complicação de ter que desenterrar uns filmes da decada de 70. Outra coisa que não me apetece é esta versão do Luthor do cinema estilo cientista-louco. Acho idiota, prefiro a versão Luthor magnata maligno, o gênio que não foi reconhecido e guarda todo esse ódio, mas já que escolheram essa direção pro personagem o Kevin Spacey é um ator que gosto muito e também confio nele(quem sabe eu confie demais nas pessoas). O visual está caprichado, neo-retrô, os atores parecem bons, o diretor é bom, os efeitos especiais são bons, as idéias em geral acho ruim. Com tudo isso já levado em conta espero no mínimo um filme 3 estrelas, se todos acertarem a mão um filme 4 estrelas e se a história conseguir me surpreender e o Bryan Singer tiver uma mão divina 5 estrelas mas não acho que conseguiria dizer que um filme assim conseguiria ser perfeito. Só amanhã pra saber. Espectativa: #### (4 Estrelas)

É

É verdade, devo reconhecer que meu passado, minha infância foi em grande parte uma infância nerd, recheada de clichês do gênero. Mas também é verdade que isto é passado e que minha falta de direção anterior foram radicalmente mudadas no presente. O ano de 2003 pode ser considerado o momento simbólico de mudança em minha personalidade e filosofia. Viajei para os Estados Unidos, enfrentei minha primeira crise séria no meu longo relacionamento com minha primeira namorada e junto com isso também estava desiludido com minha escolha de universidade. Apesar de não saber o que influenciou o que e qual destes eventos ocorreu primeiro. O fato é que em 2004 todas as sementes para minha mudança total já estavam lá. Parei de acreditar em uma míriade de idéias, passei a ter uma visão menos idealista, mais pessimista, humanista da história, e do mundo. Agora não era tão importante as leis da física mais sim como e por quem elas foram descobertas, foi o fim da crença em Verdades Universais, as quais combato ferozmente nos dias de hoje, também foi o começo de minhas rixas com toda e qualquer forma de crença sem raciocínio e sem provas como as religiões, também marginalmente influenciado por minha Ex. Marcou a nascimento de um homem mais pragmático, que foi passo a passo abandonando aquele universinho de adolescente e embarcando em um mundo adulto. Isso me assusta as vezes, foi minha última mudança significativa e já fazem 3 anos, sinto que não mudarei mais minhas opiniões até a loucura ou senilidade, o que ocorrer primeiro. Mas voltando a frase inicial deste texto, também abandonei a cultura nerd. Nunca fui um entusiasta fánatico dessa cultura, mas mesmo sem pensar fazia parte dela de corpo e alma, era um fã de Star Wars (ai meu deus) e lia mais livros de RPG do que tinha tempo de jogar. Hoje percebi algo que é fundamental para minha formação de ideias, as coisas boas são muito difíceis de achar. Isso pode parecer óbvio mas não é, não basta gostar de um livro pra encontrar outros bons deste mesmo autor, ou ler uma história em quadrinhos que goste e achar outra que vá gostar. Antes, do alto de meu estado juvenil eu acreditava que quanto mais afastado do status quo eu procurasse mas fácil seria encontrar algo decente. Mas a realidade é mais complicada, dentro de outra cultura geralmente encontramos a mesma densidade de qualidade que na sua própria, mesmo que a roupagem seja mais agradável a voçê na qual está mais familiarizado. Isto também diz o quanto minha crença anterior era desumanizada, eu achava que dentro da literatura por exemplo haviam mais obras interessantes que no cinema mas não é o gênero de arte que define sua qualidade e sim o talento das pessoas e este em geral é similar independente do meio. Pode parecer audacioso mas tente ver que prodígios existem em todos os lugares, se por ano são lançados 10.000 livros, 1.000 filmes e 100 peças de teatro, poderiamos ter 973 livros excepcionais, 86 filmes maravilhosos e 17 peças de teatro excepcionais, eses números são apenas demonstrativos mas quero monstrar que mesmo tendo mais livros bons que filmes a porcentagem é parecida. Pra mim se deve olhar para o mundo com foco nas pessoas que o fazem assim. Me estendi em tudo isso apenas para dizer que percebi que por mais que gostasse muito de quadrinhos, apenas 1 em cada 50 me atraiam, que por mais que gostasse de cinema e achasse uns 5 filmes bons isso era depois de ver uns 200 filmes. Assim aprendi a selecionar muito mais o que vejo, mas também reafirmei minha vontade de conhecer novas formas de arte. Assim abandonei a minha cultura juvenil e embarquei numa viagem mais audaciosas por temas mais complexos, mais reais, pragmáticos, filosóficos. Isso também ajudou a me transformar numa pessoa com menos sonhos, mais pessimista, penso se tem que ser assim. Não conseguiria ter uma conversa coerente com o meu EU de alguns anos atrás. E meu EU passado nem reconheceria a pessoa que me tornei, penso se não envelheci rápido demais. Após muitos anos de separação estou tendo um reencontro com meu passado, agora com um senso crítico muito mais apurado posso voltar nas obras que tanto gostava anteriormente e lançar uma nova luz e ver se sobrevivem a esse novo olhar. Alan Moore passou no teste, Star Wars, não.

Sunday, July 02, 2006

A união entre o Sagrado e o Profano

Inicialmente podemos analisar a arte separando em duas categorias, a popular e a underground, esta última apreciada pelos conhecedores enquanto a outra sempre destruída pelos críticos mas aclamada popularmente,atingindo milhares de pessoas e enriquecendo seus criadores.
Pode parecer que estou rebaixando a arte popular a segundo plano quando na verdade coloco um problema a arte erudita, que apesar de apreciada permanece geralmente impopular, assim não atingindo o grande público apesar de influenciar o paradigma de formas mais sutis. Acho que existe espaço para ambas formas de expressão, ambas tem seu nicho no mundo artístico, entreter ou influenciar pensamentos.

Entrem os que tem pretensões puramente artísticas poucos são notados. Ao fazer algo mirando a grande massa se deve ter em mente as limitações intelectuais e culturais de todos que tentarem ter acesso ao que o autor quer passar. É isso o que a maioria dos artistas não faz, criam para si mesmos, ou para um grupo limitado altamente intelectualizado. Não que isso seja errado, é necessário fazer discussões de alto nível mas atingem diretamente um número reduzido de pessoas. É muito difícil se fazer entender, essa é a questão fundamental da pedagogia e infelizmente é o que mais falta em alguns artistas absolutamente geniais, alguns filósofos influenciaram o mundo sendo lidos por uma porcentagem ínfima da população, mas até hoje intelectuais discutem o que eles quiseram dizer em seus textos. Não importa o quão complicado seja o assunto, se poucas pessoas conseguiram entender, isto é uma falha grave. Existe um valor em uma obra alternativa, profunda e cultural mas ele está fechado para o mundo, escondido num mar de complexidade inacessível ao povo. O objetivo do erudito geralmente envolve uma mensagem, quer passar alguma coisa, deixar algo dentro do espectador. Mesmo que seja para poucos existe um prazer sublime na apreciação da arte, ela entretem sua seleta audiência de outro modo, mas infelizmente, na maioria das vezes não cativa o público.

Os advogados da arte popular (como vários péssimos atores da rede Globo)dizem que o grande benefício é fazer a maioria de seus espectadores mais felizes, entretem suas vidas tristes. De fato existe um valor em cativar o público, essa é uma das funções. Afinal se a televisão, cinema e música fossem uma indústria predominatemente cultural seria chamada de Indústria da Cultura e não Indústria do Entretenimento. Ainda costumam comentar que são esses produtos populares que permitem a existência de uma indústria mais erudita, mesmo que underground, que o fato de existir um Star Wars:Episódio 3: A Vingança dos Siths permite a produção de um Os Sonhadores de Bernardo Bertolucci, não vou discutir esse pobre e infeliz argumento. Discordo amargamente dessa conlusão, mas ainda que isso seja verdadeiro, fazer algo acessível é necessário mas o fazer acessível não pode ser o objetivo final de uma obra. Infelizmente é isso que ocorre, logo temos centenas de obras que nada acrescentam ao mundo além de papel, barulho e filme.

Já é possível enxergar as diferenças entre essas idéias, poderia-se levar a arte ao povo ou elevar o nível das obras populares mas quero algo mais pragmático e imediatista. Apreciada pelos críticos, moldando pensamentos, fazendo pensar e ainda atingindo todas as classes intelectuais sendo populares, algumas obras conseguem ser. Claro que irão lhe faltar a profundidade de um projeto mais complexo mas ainda é perfeitamente aceitável se levarmos em conta o número de pessoas atingidas. Apenas para citar algums exemplos do que considero terem sido bem sucedidos nesse quesito: Matrix, primeiras temporadas dos Simpsons, Seinfeld, Senhor das Armas, Shakespeare e claro que isso também se aplica a música e artes plásticas mas como não sou entendido não vou opinar. Criadores andando na linha entre dois mundos percebem que essas realidades não são tão separadas quanto parecem, pode-se ser relativamente popular e ainda ser marginalmente erudito, resolver dois problemas. Levam uma complexidade aonde não havia e popularizam idéias que possivelmente nunca chegariam a grande massa. Essas preciosidades muitas vezes sofrem por tentarem agradar a todos, recebem críticas mornas e vendas amenas não chamando a muito a atenção de ambos os lados, os quais não percebem isso como uma tentativa de criar um elo de ligação entre dois paradigmas, criando outro.

Ao se fazer uma obra que consiga agradar a críticos acadêmicos e populares, o autor precisa mesclar gostos, colocar complexidade em situaçòes simples, no caso de mesmo que os eruditos não apreciem o ato em si, gostem a idéia por trás, e mesmo que o povo não entenda a idéia por trás, goste do ato em si.

Saturday, June 24, 2006

Site interessante

http://www.usabilidoido.com.br/interface_o_sagrado_toca_o_profano.html
O Sagrado e o Profano

e é sempre bom lembrar: www.malvados.com.br

Tuesday, June 20, 2006

Feelings.., memories...

Todos possuem lembranças de velhos a
Quem nunca carregou consigo memórias de relacionamentos passados, memórias tão aterradoras e presentes na sua vida, como um certo cheiro, uma certa música, um certo lugar, que chegam a assombrar.


I was in the car listening to "Don't Panic" from Coldplay and a warm pleasant feeling came to me, a feeling that has nothing to do with the lyrics or de melody, but with my memories related with that specific song, of another time, another state. Then it hit me, where this came from? I try to go back in time more and more trying to emulate the feelings I have when I was in love listening to old songs, but as sad as this it I could not. I was forgetting "sentimental memories" but what is this anyway? We can thing in our Body(only our "material body" I'm saying) like a machine, the interaction, the filter we use to understand and interact with the Reality, we can be fooled be this machine if the world give us wrong parameters, like in a optical illusion or in the infinite cases we are in some altered state, excited, drugged, fearful, etc. But all this I have said is just outside interference to the machine, we have another part that I will call here "Mind", I will use here to refere to the part of ourselves that tell the Body what to do, maybe the soul, something that don't have a way to interact with the real, needing the material Body to know what is going on, that said, we have three parts in our system, a "Mind", a "Body" and the "Reality". The question I raised here is: From where come the stimulation to our feelings related with a memory of old feelings?
How we forgot this? My Body was stimulated by the song, my ears, then this made my brain "remember" something, but when does this reach my Mind? When the outside stimulation made my Body release the right hormone that recreate that sensation? What is that sensation? What happen in the interface Body-Mind? In my life I have come to believe this is a result of hormones or other Body influence, but in this case where in my brain this happens? Do the brain keep feelings? Does we have any kind of control over it? It's amazing that I can emulate, remember old feelings and revive then for a brief period, but it's even sadder then remember the lost love is not remember, have forgot the sensation, not that I don't remember how it is, but even if I can explain the utterly joy I have felt, I cannot feel it again. This association, the job that we put upon our brains (that for me is the interface between Mind and Body) is extremely hard, the point here is to say that we don't have only stimulation from the Reality, not only tasting, seeing, hearing, touching, smelling but also "feeling", sensations that are not only hormones, that doesn't came from our Body but came from our Mind. In that way I repeat myself saying that the Mind can never touch the world, not the present, or the past, or the future, our Body can only sense and interfere with the "present", but our Mind makes it possible to our Body, not to interfere, but to sense the past.
With our memories of feelings we can touch the past as it if was our present.


"It's a great thing when you realize you still have the to ability to suprise yourself. It makes you wonder what else you can do, that you have forgotten about."

Sin

i miss... "Now I'm imprisioned by my ideas, with thicken walls of thoughts, a slave of my obsessions."

It's a sin to live in pity? Don't change? I feel that adjusting to this society will kill me, but even if a try I also think I won't succeed. I am jailed in my own mind, inside my visions but outside of the world, I live separated from the people, living in a world of mans that I don't belong. This have been said several times already, but that does not make me any better, because the only thing in common with all this pariahs are the fact that we are excluded, there is no bond between the excludes as there is no bond between fanatics with other fanatics.
I'm a sinner for feeling ?

Whem we are outside of the flow, we cannot go back to the flow.

You have to be outside to see.it's the only way to get it.I've seen too much,and now I'm in,where I can't see anything straight

A condição de um excluído social

Working Class Hero


As soon as your born they make you feel small,
By giving you no time instead of it all,
Till the pain is so big you feel nothing at all,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
They hurt you at home and they hit you at school,
They hate you if you're clever and they despise a fool,
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
When they've tortured and scared you for twenty odd years,
Then they expect you to pick a career,
When you can't really function you're so full of fear,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
Keep you doped with religion and sex and TV,
And you think you're so clever and classless and free,
But you're still fucking peasents as far as I can see,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
There's room at the top they are telling you still,
But first you must learn how to smile as you kill,
If you want to be like the folks on the hill,
A working class hero is something to be.
A working class hero is something to be.
If you want to be a hero well just follow me,
If you want to be a hero well just follow me.

Letre por
John Lennon

Friday, June 16, 2006

Listas...

Isso é mais pra mim do que pra voçês pois como já devem ter percebido escrevo mais pra me preocupando com minhas necessidades literárias, então aqui vai uma lista de futurso temas que quero me estender:

Histórias: Kirat

Livros que li recentement:
Antropólogo em Marte
Corações Solítários do Cosmo
Cor que Caiu do Ceu
Os Despossuidos
Admiravel Mundo Novo
O jogo do Exterminador




Games:
METAL GEAR
METAL GEAR 2: Sons of Liberty
METAL GEAR 3: Snake Eater
Chrono Cross
Vagrant Story

Shadow of the Colossus
Max Payne
Max Payne 2:The Fall of Payne
Prince of Persia 3:The Two Thrones
Freelancer


C&C:Generals
Civilization 2
SW:Rebellion
SW:JK3:Jedi Outcast
SW:JK4:Jedi Academy
Prince of Persia 2:Warrior Within
God of War
Indigo Prophecy
Burnout 3
REZ
Zone of the Enders
Zone of the Enders 2:The 2nd Runner


Filmes: UMA LISTA MUUUITO IMCOMPLETA

Etternal Sunshine of a Spotless Mind
Shawsank Redemption
Pulp Fiction
Star Wars
Metropolis
Interstate 60
American Beauty
Before Sunrise
Before Sunset

FIGHT CLUB (Clube da Luta)
THE CONSTANT GARDNER (O Jardineiro Fiel)
LORD OS WAR (O Senhor da Guerra)
WAKING LIFE (Waking Life)
The Road to Perdition (Estrada para a Perdição) do diretor de beleza americana
Sin City (Sin City)
Munich (Munique)
Bowling for Columbine (Tiros em Columbine)
American Splendor(Anti Heroi Americano)
Adaptation (Adaptação)
Confessions of a Dangerous Mind (Confissões de Uma Mente Perigosa )
Eyes wide shut(De Olhos Bem Fechados)
Everyone Says I love You(Todos dizem eu te amo)
Magnolia(Magnolia)

Love Actually (Simplesmente Amor) Trezentas Histórias juntas, impossivel nao se emocionar com uma delas.
Human Nature (Natureza Quase Humana) do kaufman, interessante discussao, um Oliver Sacks que ficou maluco, mas perde muitas piadas e é meio xulo as vezes
King Kong (King kong) bom pipoca
Closer (Closer-perto demais) +- interessante
Kingdon of Heaven (Cruzadas) um filme mais pipoca, mas muito bom, otimo edward norton

Thursday, June 15, 2006

O Mundo definido por suas definições

Acho realmente incrível a internet. Um espaço democradizador de ideías onde podemos dizer o que quisermos, gritar o que quisermos, mesmo que seja pra ninguem ouvir, estará lá disponivel na memória virtual do mundo. Podemos dizer que reflete uma imagem da mente do mundo, com sérias ressalvas, precisamos lembrar que "internautas" é um grupo dominante porem não abrange todos, existe uma grande faixa de pessoas fora. Outro detalhe vem na natureza de que aqui vendemos o nosso produto, seja ele um texto, um filme, um carro ou uma ideía sempre teremos mais sucesso com o que as pessoas mais querem... e isso indica que na realidade o que mais teremos no meio virtual são os desejos, partindo daqui nada mais natural que o tema mais comum seja justamente um que não tem fronteiras culturais, representa o que as pessoas mais querem internacionalmente, influência profundamente a todos independente da religião, cor da pele. Quer um tema mais democrático que sexo?
Mas como já disse a internet representa um corpo de conhecimento que reflete o interesse do homem globalmente, assim me entretenho em descobrir perguntando ao grande pai-deus da internet Google qual é o foco da humanidade hoje, será que existe mais atenção voltada a Deus ou ao Diabo, Sexo ou ao Amor, Dinheiro ou a Felicidade, Jesus ou George Bush? Muitas vezes me surpreendo com a resposta, claro que devemos ser cuidadosos na escolha das palavras e no significado dos resultados, "Todas as Pessoas do Mundo" contra "Eu", ou "My Girlfriend" contra "Angelina Jolie" nem precisam de respostas mas podemos fazer uma analise demográfica das ideias fazendo estes testes repetidamente. Existe inclusive sites que servem a esse propósito mais por curiosidade ou brincadeira, como o http://www.googlefight.com/ .
Mais filosófico ainda é voçê usar a opção "Imagens" do google procurando uma relação visual a aquela palavra. Por exemplo ao procurar "Deus" o que vc encontrará? Ou "amor", "sofrimento", "raiva", "joão"? Isso demonstra a meu ver um modo de
olharmos como as pessoas interpretam aquele sentimento, ou pelo menos que tipo
de imagem relacionada aquela palavra é invocada. Me permitindo ser ainda mais audacioso gostaria de lembra-los de mais um detalhe que apesar de óbvio é o que mais me surpreende ao fazer qualquer analise sociológica sobre nosso mundo livre, principalmente no que toca os meios de comunicação. Tudo que é comprado, visto, lido na internet é escolha apenas das pessoas que o viram! Isso é de fundamental importância pois não houve interferência externa nas escolhas desses temas, quero dizer que o fato da Rede Globo ser a mais assistida não significa imposição de ninguém, simplesmente é fato que ela oferece o que as pessoas mais querem, e isso ocorre na internet de modo ainda mais evidente e democrático com a vantagem de ser totalmente sigiloso e pessoal. É voçê que escolhe o que ler e o que não ler, o que ver e o que não ver, se algo na televisão o irrita é a sua escolha de mudar de canal ou desligar que afetará o único lugar que realmente importa para a rede, o bolso. Mesmo que aqui a busca normalmente não seja por dinheiro e sim por sua contra-parte a fama, ainda assim é a popularidade de um site ou mais importante ainda, de uma idéia que a disseminará na rede mostrando que o simples ato de procurar uma palavra associada a um pensamento nos dá instantaneamente (ou 0,18 segundos no google) uma amostra do que é importante para o mundo hoje pois são esses os sites e imagens que as pessoas decidiram espontaneamente ver, foram suas escolhas que os colocaram lá.
Novamente a Igreja Googleliana nos dá a resposta não apenas para a vida, o universo e tudo o mais como ainda nos mostra o que passa na cabeça dos habitantes desse mundinho hipócrita em que vivemos onde uma idéia que vence "Jesus", "Buda" e "Mohamed" juntos é "Sex" , e apesar de os três primeiros terem tido associado ao seu nome incontáveis guerras que tiraram imensurável número de vidas nenhuma foi realizada em nome da última.


(Não acredita? Então é meu convidado para se converter: http://www.google.com
E pra começar digite "What is the answer to life, the universe and everything?" e receberá única resposta que voçê precisa... ainda que não seja a que voçê queria pois na realidade não existe resposta para essa pergunta nem no Google, nem na Bíblia, nem na na TV e nem no Alcorão é a única resposta que voçê precisa pra viver, pare de procurar e vá viver livre de qualquer que seja a resposta)

Friday, January 06, 2006

Whatever

it's almost 2 AM, and I'm here, writing for no one, on this blog that no one reads. Of course that is not exactly that a problem, because I didn't tell nobody abou this site so... I write for myself.

complicated

My life is becoming more complicated every day. Now my philosofical problems are fallen apart at the emergency of my more groundfooted problems, like a job, make money, find someone to date and stay together. But something in me is fighting on other front. God, I need to do something different!!!! I will never be happy doing something simple, even if it makes lot of money. I have lost faith in a lot of things, like in the future, in mankind, in sciensce, in God, in love... At the edge of depressing I rethink my life, and see that the only think that separate me from my dreams is myself, my will of trying. This seens like youthfull bullshit, but I understand that is not that easy. that I have great chances of failure. But if I never try it will be even worse! The real probleam here it's to find out something I'm good at. Something I like to do. I like writing, I like stories, I like discussion and philosofy. I have a great feeling of sorrow, oblivion, even angst inside that I should use ... someway...
I think I have a lot of great ideas, like a lot of people out there. I should begin to transform this in realities, not ideas. How? Because I need just one good idea to put my in the field. I feel i can't handle the pressure of this world, the weight of the failure, that is why I not even try... This is my most shamed conclusion.

AMERICA

America touts itself as the land of the free, but the number one freedom that you and I have is the freedom to enter into a subservient role in the workplace. Once you exercise this freedom you've lost all control over what you do, what is produced, and how it is produced. And in the end, the product doesn't belong to you. The only way you can avoid bosses and jobs is if you don't care about making a living. Which leads to the second freedom: the freedom to starve.:

Tom Morello

Wednesday, November 30, 2005

Harry Potter 4

Muito se tem falado sobre a iniciação afetiva de Potter e seus companheiros em um baile em Hogwarts. Mas não se deve esperar nada muito profundo do filme, já que ele não quer afastar o público infantil. As inquietações sexuais do casto Potter ainda se resumem a convidar ou não uma garota para o baile. Nesse caso, ele também pensa que está tomando as decisões, quando, na verdade, são as mulheres que fazem as coisas acontecerem. Bem-vindo ao mundo adulto, Harry.