Fight Club (ou "Clube da Luta") .10/10
Perfeito! Inteligente, cruel, direto, surpreendente. Música, câmera, roteiro e atuação funcionando juntas.
無間道 (ou "mou gaan dou", ou "Wú Jiān Dào", ou "Infernal Affairs" ou "Conflitos Internos") .9/10
Cinema asiático mesmo sendo "lento" consegue ser de ação no seu melhor estilo. Suspense como esse nem o scorsese fez igual (nem queria mas vc entendeu a idéia..)
無間道 2(ou "mou gaan dou 2", ou "Wú Jiān Dào 2", ou "Infernal Affairs 2" ou "Conflitos Internos 2") .8/10
Não tão bom quanto o primeiro, mas ainda muito bom. Se vistos juntos tira muito da força do original. Também peca demais por emprestar muito das tramas da trilogia o poderoso chefão de onde se inspira até o ponto de ser plágio. Mas ainda uma cópia bem feita do "The Godfather" ainda tem vários méritos. Mesmo com todas essas minha críticas severas o filme é muito bom, praticamente impecável nos diálogos, câmera e atuação. Roteiro amarrado muito bem apesar das coincidências excessivas. Outra qualidade interessante, é bem diferente do anterior, em estilo e tema, ainda consegue ser muito bom.
What Planet Are You From? ( ou "De Que Planeta Você Veio?") .8/10
Comédia muito interessante com passagens muito inteligentes sobre os complicados relacionamentos humanos. Lembra um pouco o melhor "The Mating Habits of the Earthbound Human". Gosto do Garry Shandling e da Annette Bening. Se tem alguma coisa que me incomodou muito são as piadinhas retardadas que parecem ir e voltar durante a projeção. Quando vc se choca com alguma cretinisse (como o pênis barulhento), os realizadores conseguem te fazer rir com algumas boas sacadas e vc está quase esquecendo aquela bobagem quando inevitavelmente eles retornam ao infame. Vale pelas partes espertas. Deixe a mão no botão "ON/OFF" do seu cérebro o tempo todo, vc vai usar bastante.
A Scanner Darkly (ou "O Homem Duplo") .8/10
Adoro o Linklater, e tb me interesso muito pelo tema superficial deste filme (loucura é claro). Mas a insanidade acaba atrapalhando, não consigo deixar de pensar que algumas ótimas cenas foram retiradas exatamente do livro do K. Dick. O estilo visual é incrível mas gostaria de ver o diretor alçar vôos maiores ao experimentalismo como em Waking Life. Muitas coisas não ficam claras o que diminuem o impacto de certas revelações mais adiante. Mas claro, ainda é infinitamente melhor que quase todos os filme por ai, o autor de Waking Life não ia me deixar na mão. Apenas esperava uma obra-prima. Não veio e o insucesso comercial vai afundar a rotoscopia por um bom tempo. Pena.
Zodiac (ou "Zodíaco") .8/10
Adoro o Fincher. É interessante ver ele voltar ao tema que o consagrou em "Seven", um dos poucos filmes de serial-killer que gosto nesse meio ultra-saturado desde o Silêncio dos inocentes. Também se concentra menos no assassino e mais nos investigadores. Por ser uma história real muitas coisas se perdem em termos simbólicos mas se ganha em um fator-documentário que revela muitas coisas interessantes que imaginação alguma fora a de um Deus louco como o nosso criaria em seu quintal da realidade.
Husbands and Wives (ou "Maridos e Esposas") .7/10
Assisti por causa de ser um dos filmes favoritos de Woody Allen, por ele mesmo. Mesmo não sendo ruim foi o que menos gostei até hoje. Com certeza essas decisões são pessoais. Se trata sobre desonestidade e traição mas ao contrário de mostrar isso como escapatórias ou auto-destruição aqui é simplesmente irritante. Manipuladora e tenebrosamente chata, Mia Farrow cria um personagem (intencionalmente ou não) que mais detestei até hoje em filmes desse diretor, e veja que passou na frente de assassinos, pedófilos, ladrões e vigaristas. Todas as tramas são pura munição para atacar a entidade do casamento. Em certos pontos chega a ser panfletário nesse sentido. Mas... ainda tem um roteiro impecável, personagens interessantes, trama mordaz, ou seja.. Woody.
Ocean's Thirteen (ou "Treze Homens e um Novo Segredo") .6/10
Elenco estelar e produção multimilionário, se somente essas palavras são suficientes para vc ir ver um filme pode parar de ler, é isso que vc vai ter. Mais do mesmo. Ao menos Soderbergh, um diretor inconstante consegue manter a diversão neste filme. Mas é cheio de defeitos, acontecimentos forçados com coincidências ainda mais forçadas e aquela piadinha infame que ocorre com freqüência. Al Pacino totalmente desaproveitado, ainda mais que Vincent Cassel. Diversão de sessão da tarde... uma diversão de sessão da tarde de 110 milhões de dólares claro.
Fantastic Four - Rise of the Silver Surfer (ou "Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado") .5/10
Coitado do surfista, um dos meus personagens favoritos dos quadrinhos relegado a codjuvante de luxo. Diálogos sofríveis, cenas ruins, arghh.. Tirando os efeitos especiais fica difícil falar de algo bom neste filme. Ainda assim o começo, antes de entrar o nosso amigo prateado, é engraçado e divertido. Me deu até esperanças de que o que eu havia ouvido e lido seria preconceito dos críticos. Mas não, colocando milhões de tramas juntas (um problema já visto em Homem-Aranha 3) temos mais um monte de desculpas pra torrar computação gráfica, e ainda que eu goste da interpretação do coisa, todos os outros são atores sofríveis que tornam tudo ainda mais chato e irreal. Chato mesmo. Até o Blasé surfista é irritante com aquela voz de Morpheus. E o Galactus... Preferia um gigante de saia rosa-roxa do que aquilo. Por sua conta e risco.
Dekalog I .?/10
Não consigo dar minha opinião ainda, vi apenas 1 deles e achei interessante, nada demais. Com certeza esperava muito mais. Mas vamos ver.. Não vou criticar um mestre sem ao menos lhe dar várias chances, hehe.
Heroes - ep. 23
Térrivel final pra essa série interessante. Térrivel, térrivel de ruim. Os episódios anteriores eram tão promissores que me deixaram ansioso por este final. Uma pena, nessa séries americanas os dólares sempre falam mais alto que os bons roteiros.
Tuesday, July 10, 2007
Tuesday, May 15, 2007
Filmes no mês de Maio
Amadeus .10/10
Superando as expectativas de qualquer biografia musical consegue ser uma história de apelo universal e cheia de significado. Cenas maravilhosas, atuações esplêndidas, diálogos perfeitos. O melhor filme sobre a vida de um músico que você verá. Ele também nem tenta ser uma adaptação fiel a vida de Mozart mas apenas os mais puritanos iriam reclamar de um detalhe desses em um filme tão bom. Ele é um pouco longo, ainda mais porque vi a versão estendida, mas não chega a ser cansativo. Uma obra-prima, ganhador do Oscar de 84.
Crimes and Misdemeanors (ou "Crimes e Pecados") .10/10
O último filme dramático do Woody Allen. Considero seu melhor trabalho, também por motivos pessoais. Como é comum nos filmes de Allen os roteiros e personagens são inteligentes e realistas. Seguem-se dois protagonistas, em duas tramas que só se encontram através de personagens periféricos. Falando sobre injustiça, pecado, moral, ética e redenção somos entregues a explicitação de um dos fatos mais renegados da humanidade. A vida é injusta. Não há nenhuma forma de merecimento em pessoas serem bem sucedidas. O final consegue ser ainda mais impactante por concluir todas as últimas pontas soltas que se chocam no fim de cada trama. E completa com uma discussão de meta-cinema que torna tudo ainda mais profundo.
Caché (2005) .9/10
Foi uma decisão difícil escolher uma classificação para um filme tão não ortodoxo, e justamente por causa disso resolvi colocar ela no alto. O diretor Michael Haneke, alemão, faz esse filme francês sobre suspense merecer todo o crédito, o roteiro (também dele) é eficiente mas não chama a atenção para si, são as cenas, os silêncios, os olhares, as imagens que criam a tensão necessária. Vou estragar o final aqui, mas não muito. Não há final. Não há respostas e isso sempre me incomoda porque pode ser a solução fácil para escapar de uma trama confusa, mas aqui percebe-se que foi premeditado. Acompanhamos um intelectual casado que tem uma vida confortável em um subúrbio de Paris. Um homem respeitado e admirado que começa a receber estranhos vídeos e cartas. No começo pensa-se que é puro terrorismo, mas ao desenvolver o filme temos que encarar que este prestigiado jornalista pode ter um passado negro, ao qual ele é obrigado a revisitar. Mas como os espectadores não sabem o que foi isso exatamente, somos colocados no papel de investigadores, testemunhas e até cúmplices por não conseguirmos deixar de sentir afeição pela fragilidade do protagonista frente a essa ameaça invisível a sua pacata existência. Ao final algumas coisas ficam esclarecidas e outras excluídas mas o mistério permanece. Assim como a vida não temos respostas. Podemos especular sobre o que aconteceu, mas apenas isso. Somos jogados desde o começo no seio daquela familia francesa aparentemente tão normal, mas no desenrolar vamos nos distanciando ao ponto das cenas finais serem feitas a uma distância que quase não conseguimos ver os personagens, nem os detalhes do que exatamente acontece nelas. Isso nos mostra o quão distante estamos da verdade, vendo-a senão de longe, pela grossa cortina do passado.
東京ゴッドファーザーズ - Tōkyō Goddofāzāzu (ou "Tokyo Godfathers") .9/10
Um anime. Também porque apenas os desenhos mais populares do Japão chegam por aqui e geralmente o que tem de popular perde em qualidade vi poucos destes que merecessem atenção. Mas com a globalização e a popularização desse mercado asiático aqui no ocidente temos acesso a algumas obras mais requintadas.
O Cheiro do Ralo .8/10
Excelente filme nacional. Com um protagonista que vai causar ódio em quase todos os espectadores, esse humor cru, ácido e malvado é um que me identifico. Diálogos inteligentíssimos. Não é completamente sem falhas, mas sua visão direta e ao mesmo tempo simbólica da realidade valem a pena mesmo para os que ficarem ultrajados pelos comentários do Lourenço... A vida é dura
The Squid and the Whale (ou "A Lula e a Baleia") .8/10
O fim do amor. Um dos melhores filmes sobre divórcio e como isso afeta toda família. Roteiro impecável em um filme muito triste, quase deprimente. Ainda assim gostei muito, é raro ver um filme com esse toque de realidade.
Deconstructing Harry (ou "Desconstruindo Harry) .8/10
Woody Allen não perde o jeito, nessa coleção de histórias quase me sinto como se jogado dentro da cabeça do mestre exposto a dezenas de filmes que ele gostaria de fazer. Com um filme sobre um autor como ele vemos ele passear por várias de suas histórias que ao mesmo tempo são suas experiências auto-biográficas, do diretor e do personagem. Some essa comparação entre realidade e ficção com um pouco de surrealismo e temos mais um brilhante filme do Harry Block.
Moartea domnului Lazarescu (ou "A Morte do Sr. Lazarescu") .7/10
Humor negro como se faz do outro lado da antiga cortina de ferro. Não que eu tenha idade pra lembrar de como era feito, mas minha imaginação é muito boa. Meio quieto e lento mas sempre cruel, do começo ao fim vemos a angustiante viaja até morte adiável do sr. Lazarescu. Somos obrigados a apenas ver com olhar de documentário uma realidade triste que é tão próxima de nós brasileiros como de nossos colegas de saúde pública medíocre do leste europeu. Devo admitir que o final misturado ao título da película fizeram esse filme subir no meu conceito.
Mystery Men (ou "Heróis Muito Loucos" (Argghhhhhh que nome horrípilante!!)) .7/10
Apesar do título nacional denegrir ainda mais admito que a própria premissa deve afastar vários possíveis espectadores. Um grupo de super-heróis fracassados (ou "Luzers" como eu prefiro) em uma cidade tomada de super-heróis. Excelente design no mínimo este filme tem estilo, desde dos clichês genéricos do "The Sphinx" até o herói-empresário de Greg Kinnear. Apesar de algumas piadas ridículos espalhadas pelo longa e ainda algumas decisões fracas que exploram mau algumas ótimas idéias consegue ser mais do que sua diversão de fim de semana.
Ghost World (ou "Mundo Cão") .6/10
Esperava mais desse filme que grita pra ser chamado de alternativo. Mesmo com ótimas surpresas, um diálogo espirituoso aqui e acolá e a Scarlett Johansson falta alguma coisa aqui. Cheio de seu próprio estilo me parece que falta o mesmo que a personagem principal, se definir. Ótimos atores.
Spider-Man 3 (ou "Homem-Aranha 3") .5/10
Quer saber porque este filme é tão pior que os outros dois? TOO MANY PLOTS!!! Vou escrever uma crítica indignada mas antes falarei de porque dei um NOTÃO pra esse filme que desprezei tanto. Excelente câmera e efeitos especiais. Essas qualidades são realmente dignas de nota. Agora como que uma equipe que já fez duas ótimas adaptações produz esse película entupida de erros bobos? Não sei... ganância acho. Tramas demais, todas se completam de forma forçada e rápida, um festival de pseudo-personagens passeia pela tela apenas para mostrar o poder dos efeitos especiais e ainda assim o roteiro é uma peneira tentando amarrar tanta coisa junta. Sugestão aos produtores: da próxima vez pensem mais no roteiro e menos em quantos bonequinhos vão conseguir vender pra esse filme.
キャシャーン, Kyashān (ou "Casshern") .5/10
Um festival de imagem. Excelente visual, algumas ótimas cenas espalhadas pelo longa e uma ou outra frase de efeito que funciona. Fora isso o roteiro não só é pior que a história ridícula no qual é baseada. Adoro ficção científica e é justamente por causa disso que desprezo tanto filmes acéfalos como esse que mancham a imagem do gênero. Assim como o do Homem-Aranha, recomendo apenas para o muito fãs.
Brave New World (1998) .4/10
Adorei o livro ergo odiei o filme. Traste, pega algumas coisas direito mais a maioria pega errado. Alguns diálogos interessantes (o mínimo!! afinal tinha uma obra prima pra se basear) mas na maior parte do tempo a qualidade de algo feito pra TV salta aos olhos. Pior do que esperava. Para os muito, muito fãs do livro (como eu) serve como uma curiosidade.
Shaolin Soccer (não terminei)
Não vi até o fim por motivos de força maior, mas até onde vi achei bem parecido em estilo com Kung-Fusão (Kung-Fu Hustle). Ou seja, exagerado, exagerado e exagerado mas engraçado, muito engraçado. Os mestres chineses do humor pastelão. Uma necessidade pra quem é fã de cinema Wuxia.
Samsara (não terminei)
Não vi até o fim, e ao contrário do filme acima sem saber pra onde ia aquela história meu veredicto será muito defeituoso. Parado, muito parado, como é tradicionalmente o cinema asiático.
Superando as expectativas de qualquer biografia musical consegue ser uma história de apelo universal e cheia de significado. Cenas maravilhosas, atuações esplêndidas, diálogos perfeitos. O melhor filme sobre a vida de um músico que você verá. Ele também nem tenta ser uma adaptação fiel a vida de Mozart mas apenas os mais puritanos iriam reclamar de um detalhe desses em um filme tão bom. Ele é um pouco longo, ainda mais porque vi a versão estendida, mas não chega a ser cansativo. Uma obra-prima, ganhador do Oscar de 84.
Crimes and Misdemeanors (ou "Crimes e Pecados") .10/10
O último filme dramático do Woody Allen. Considero seu melhor trabalho, também por motivos pessoais. Como é comum nos filmes de Allen os roteiros e personagens são inteligentes e realistas. Seguem-se dois protagonistas, em duas tramas que só se encontram através de personagens periféricos. Falando sobre injustiça, pecado, moral, ética e redenção somos entregues a explicitação de um dos fatos mais renegados da humanidade. A vida é injusta. Não há nenhuma forma de merecimento em pessoas serem bem sucedidas. O final consegue ser ainda mais impactante por concluir todas as últimas pontas soltas que se chocam no fim de cada trama. E completa com uma discussão de meta-cinema que torna tudo ainda mais profundo.
Caché (2005) .9/10
Foi uma decisão difícil escolher uma classificação para um filme tão não ortodoxo, e justamente por causa disso resolvi colocar ela no alto. O diretor Michael Haneke, alemão, faz esse filme francês sobre suspense merecer todo o crédito, o roteiro (também dele) é eficiente mas não chama a atenção para si, são as cenas, os silêncios, os olhares, as imagens que criam a tensão necessária. Vou estragar o final aqui, mas não muito. Não há final. Não há respostas e isso sempre me incomoda porque pode ser a solução fácil para escapar de uma trama confusa, mas aqui percebe-se que foi premeditado. Acompanhamos um intelectual casado que tem uma vida confortável em um subúrbio de Paris. Um homem respeitado e admirado que começa a receber estranhos vídeos e cartas. No começo pensa-se que é puro terrorismo, mas ao desenvolver o filme temos que encarar que este prestigiado jornalista pode ter um passado negro, ao qual ele é obrigado a revisitar. Mas como os espectadores não sabem o que foi isso exatamente, somos colocados no papel de investigadores, testemunhas e até cúmplices por não conseguirmos deixar de sentir afeição pela fragilidade do protagonista frente a essa ameaça invisível a sua pacata existência. Ao final algumas coisas ficam esclarecidas e outras excluídas mas o mistério permanece. Assim como a vida não temos respostas. Podemos especular sobre o que aconteceu, mas apenas isso. Somos jogados desde o começo no seio daquela familia francesa aparentemente tão normal, mas no desenrolar vamos nos distanciando ao ponto das cenas finais serem feitas a uma distância que quase não conseguimos ver os personagens, nem os detalhes do que exatamente acontece nelas. Isso nos mostra o quão distante estamos da verdade, vendo-a senão de longe, pela grossa cortina do passado.
東京ゴッドファーザーズ - Tōkyō Goddofāzāzu (ou "Tokyo Godfathers") .9/10
Um anime. Também porque apenas os desenhos mais populares do Japão chegam por aqui e geralmente o que tem de popular perde em qualidade vi poucos destes que merecessem atenção. Mas com a globalização e a popularização desse mercado asiático aqui no ocidente temos acesso a algumas obras mais requintadas.
O Cheiro do Ralo .8/10
Excelente filme nacional. Com um protagonista que vai causar ódio em quase todos os espectadores, esse humor cru, ácido e malvado é um que me identifico. Diálogos inteligentíssimos. Não é completamente sem falhas, mas sua visão direta e ao mesmo tempo simbólica da realidade valem a pena mesmo para os que ficarem ultrajados pelos comentários do Lourenço... A vida é dura
The Squid and the Whale (ou "A Lula e a Baleia") .8/10
O fim do amor. Um dos melhores filmes sobre divórcio e como isso afeta toda família. Roteiro impecável em um filme muito triste, quase deprimente. Ainda assim gostei muito, é raro ver um filme com esse toque de realidade.
Deconstructing Harry (ou "Desconstruindo Harry) .8/10
Woody Allen não perde o jeito, nessa coleção de histórias quase me sinto como se jogado dentro da cabeça do mestre exposto a dezenas de filmes que ele gostaria de fazer. Com um filme sobre um autor como ele vemos ele passear por várias de suas histórias que ao mesmo tempo são suas experiências auto-biográficas, do diretor e do personagem. Some essa comparação entre realidade e ficção com um pouco de surrealismo e temos mais um brilhante filme do Harry Block.
Moartea domnului Lazarescu (ou "A Morte do Sr. Lazarescu") .7/10
Humor negro como se faz do outro lado da antiga cortina de ferro. Não que eu tenha idade pra lembrar de como era feito, mas minha imaginação é muito boa. Meio quieto e lento mas sempre cruel, do começo ao fim vemos a angustiante viaja até morte adiável do sr. Lazarescu. Somos obrigados a apenas ver com olhar de documentário uma realidade triste que é tão próxima de nós brasileiros como de nossos colegas de saúde pública medíocre do leste europeu. Devo admitir que o final misturado ao título da película fizeram esse filme subir no meu conceito.
Mystery Men (ou "Heróis Muito Loucos" (Argghhhhhh que nome horrípilante!!)) .7/10
Apesar do título nacional denegrir ainda mais admito que a própria premissa deve afastar vários possíveis espectadores. Um grupo de super-heróis fracassados (ou "Luzers" como eu prefiro) em uma cidade tomada de super-heróis. Excelente design no mínimo este filme tem estilo, desde dos clichês genéricos do "The Sphinx" até o herói-empresário de Greg Kinnear. Apesar de algumas piadas ridículos espalhadas pelo longa e ainda algumas decisões fracas que exploram mau algumas ótimas idéias consegue ser mais do que sua diversão de fim de semana.
Ghost World (ou "Mundo Cão") .6/10
Esperava mais desse filme que grita pra ser chamado de alternativo. Mesmo com ótimas surpresas, um diálogo espirituoso aqui e acolá e a Scarlett Johansson falta alguma coisa aqui. Cheio de seu próprio estilo me parece que falta o mesmo que a personagem principal, se definir. Ótimos atores.
Spider-Man 3 (ou "Homem-Aranha 3") .5/10
Quer saber porque este filme é tão pior que os outros dois? TOO MANY PLOTS!!! Vou escrever uma crítica indignada mas antes falarei de porque dei um NOTÃO pra esse filme que desprezei tanto. Excelente câmera e efeitos especiais. Essas qualidades são realmente dignas de nota. Agora como que uma equipe que já fez duas ótimas adaptações produz esse película entupida de erros bobos? Não sei... ganância acho. Tramas demais, todas se completam de forma forçada e rápida, um festival de pseudo-personagens passeia pela tela apenas para mostrar o poder dos efeitos especiais e ainda assim o roteiro é uma peneira tentando amarrar tanta coisa junta. Sugestão aos produtores: da próxima vez pensem mais no roteiro e menos em quantos bonequinhos vão conseguir vender pra esse filme.
キャシャーン, Kyashān (ou "Casshern") .5/10
Um festival de imagem. Excelente visual, algumas ótimas cenas espalhadas pelo longa e uma ou outra frase de efeito que funciona. Fora isso o roteiro não só é pior que a história ridícula no qual é baseada. Adoro ficção científica e é justamente por causa disso que desprezo tanto filmes acéfalos como esse que mancham a imagem do gênero. Assim como o do Homem-Aranha, recomendo apenas para o muito fãs.
Brave New World (1998) .4/10
Adorei o livro ergo odiei o filme. Traste, pega algumas coisas direito mais a maioria pega errado. Alguns diálogos interessantes (o mínimo!! afinal tinha uma obra prima pra se basear) mas na maior parte do tempo a qualidade de algo feito pra TV salta aos olhos. Pior do que esperava. Para os muito, muito fãs do livro (como eu) serve como uma curiosidade.
Shaolin Soccer (não terminei)
Não vi até o fim por motivos de força maior, mas até onde vi achei bem parecido em estilo com Kung-Fusão (Kung-Fu Hustle). Ou seja, exagerado, exagerado e exagerado mas engraçado, muito engraçado. Os mestres chineses do humor pastelão. Uma necessidade pra quem é fã de cinema Wuxia.
Samsara (não terminei)
Não vi até o fim, e ao contrário do filme acima sem saber pra onde ia aquela história meu veredicto será muito defeituoso. Parado, muito parado, como é tradicionalmente o cinema asiático.
Friday, May 04, 2007
Filmes no mês de Abril
Devo admitir que esse mês foi uma tragédia, quase um filme por semana. Tive minha formatura mas acho que foi realmente a falta de tudo na minha vida.
Abre los Ojos (ou "Preso na Escuridão").8/10
Filme original que foi refilmado em "Vanilla Sky" com Tom Cruise. Impossível não comparar um com o outro e eu sou uma minoria que realmente gostou da segunda versão americana, logo devo dizer que ambos os filmes são bons, mas diferentes. Inclusive é interessante ver os dois, qual ver primeiro já uma pergunta mais difícil mesmo. Acho que o problema com a versão de Cruise é a edição confusa que deixa o filme... bem... confuso, e não misterioso. A versão espanhola também tem uma edição frenética, principalmente no final, mas não é confuso, faz parte da loucura do personagem. Existem diversas semelhanças como essas, mas devo me ater ao original. Bom roteiro, ótimas atuações, boa edição. Mas o filme se perde um pouco no tema, as discussões sobre vida, sonho, realidade são interessantes, mas não se engane, esse é um filme de "filosofia para iniciantes" e apenas raspa nas idéias filosóficas. Se eu estivesse dirigindo daria mais ênfase a loucura do protagonista porque durante a projeção o filme parece mais surreal do que psicológico. Muito bom, uma lição de como fazer um filme de ficção científica com toques filosóficos.
Eleição ("The Election" - 1999) .8/10
Um dos primeiros filmes de Alexander Payne, roteirista/diretor que gosto muito, e coincidentemente também é baseado num livro de Tom Perrotta, autor de outro excelente filme que vi nos últimos tempos, "Pecados Íntimos". Filme que revelou a atriz ganhadora do Oscar, Reese Witherspoon é excelente. Irônico e meio depressivo, eu enxergo como um "Candido" de Voltaire moderno. Com ótimas cenas e um roteiro afiado, personagens sempre interessantes e únicos, mesmo que apareçam apenas de relance. Faz uma crítica leve ao sistema político-eleitoral e uma crítica pesada aqueles anseios paternos de querer que seus filhos se destaquem em tudo para serem bem sucedidos no futuro. Mais fundo poderíamos dizer que fala sobre os anseios humanos que levam a uma filosofia do "sucesso a qualquer preço" que domina não só a nossa sociedade como a raça humana. Mas quem sabe eu esteja filosofando demais sobre um filme de "High-School" estadunidense, hehe. Ainda assim, vale uma conferida, ainda mais por ser tão desconhecido.
Le Planete Blache (ou "O Planeta Branco") .5/10
Filme visualmente belo, mas fundamentalmente chato. Quando fui ver "O Homem Urso" de Werner Herzog uns adolescente cretinos foram embora após 5 minutos porque "não queria ver a p**** de um documentário do Discovery Channel". Não sabe o que perderam, se o Discovery passa-se qualquer coisa que fosse um milésimo tão bom quanto aquele filme eu veria sempre. E virou o meu padrão para documentários, tem (quase) tudo que este filme francês não tem. Este eu daria total razão aos adolescentes cretinos daquela outra sessão de cinema, é um documentário do Discovery Channel de duas horas. Um bom documentário se comparado aquelas porcarias de Big Brother Panda que passam por programas hoje em dia, mas ainda assim, apenas um diário da vida dos animais no ártico, sem nenhuma discussão inteligente... na verdade nenhuma discussão idiota também, o filme é completamente desprovido de propósito e alma. Como um documentário deve ser segundo alguns. Ou como a natureza é, despropositada. Mas daí já estou eu caindo pra filosofia de novo. Escrevi essa crítica de forma bem pessoal, não gostei do filme, não é um assunto que me interessa ou me fascina, mas se a sua idéia de diversão é ver uns animais em belas cenas pode ser que adore.
300 .4/10
Tive sorte de pegar na TV dois filmes muito bons esse mês, mas fui amaldiçoado com duas porcarias em que eu punha grandes esperanças. É a vida, nunca oferece o que esperamos. Devo admitir meu preconceito em relação a esta crítica, mesmo tentando ser imparcial é impossível ao ver uma história que tenho tanto apreço ser transformada em efeitos especiais que jorram sangue. Isso é o filme, cinematografia. Só. Quanto mais eu penso nele menos eu gosto. Vamos começar com a obrigação, falar das coisas boas. O filme é belíssimo, e aí reside toda sua força, tem atuações razoáveis e inconstantes e o roteiro parece variar entre textos geniais e diálogos escritos por um adolescente passando por uma Overdose, de Testosterona ou de burrice mesmo, você escolhe. Claro que as partes de falas decentes são TODAS copias integrais da história em quadrinhos, é uma adaptação e isso não seria ruim, se não fosse por todas as outras cenas "originais" serem um lixo. Esse diretor infeliz havia feito apenas um remake de um filme de zumbi, que mesmo sendo competente dentro das limitações do gênero não é nenhuma obra prima. Não parece promissor não?
Minha nota original havia sido 7, logo vejam como se consegue errar a mão num filme.
Primeiro há toda uma trama original sobre a mulher do Leônidas que é simplesmente desprezível, não só é cheia de diálogos escritos por aquela criança de 13 anos como também é totalmente dispensável, termina de forma fabulosamente ridícula ofendendo até mesmo as crianças de 13 anos que por ventura entraram escondidas para ver esse filme. Mas o pior é que ela enfraquece a força do sacrifício dos heróis na trama principal. Pronto, de 7 para 6.
Depois tem a representação histórica. Não se preocupe, não sou um chato que vai reclamar de um ou outro detalhe, mas mostrar monstros, seres urrando, rinocerontes .... ai... vou parar aqui, sério, me desculpe quem estiver lendo isso mas já perdi tempo demais falando dessa porcaria e não vou reescreve este texto por pior que esteja. Minha sinceras desculpas...
Heroes ep 1 -> 18 (série de TV)
É uma boa série, acima da média. Nada de original, tudo copiado descaradamente de histórias em quadrinhos, as vezes piorado, as vezes melhorado. Tem boas tiradas mas nada excepcional. Só para comentar, a idéia mais interessante que eu vi foi quando o Bennet apaga a própria mente pra salvar filha, essa foi MUITO BOA. Mas no geral é divertido e competente, se fosse colocar uma nota comparando com o cinema seria 6, mas se tratando de uma série poderia puxar para 7, mas como nunca vi uma que merecesse um 10 essa classificação fica meio sem referências.
Abre los Ojos (ou "Preso na Escuridão").8/10
Filme original que foi refilmado em "Vanilla Sky" com Tom Cruise. Impossível não comparar um com o outro e eu sou uma minoria que realmente gostou da segunda versão americana, logo devo dizer que ambos os filmes são bons, mas diferentes. Inclusive é interessante ver os dois, qual ver primeiro já uma pergunta mais difícil mesmo. Acho que o problema com a versão de Cruise é a edição confusa que deixa o filme... bem... confuso, e não misterioso. A versão espanhola também tem uma edição frenética, principalmente no final, mas não é confuso, faz parte da loucura do personagem. Existem diversas semelhanças como essas, mas devo me ater ao original. Bom roteiro, ótimas atuações, boa edição. Mas o filme se perde um pouco no tema, as discussões sobre vida, sonho, realidade são interessantes, mas não se engane, esse é um filme de "filosofia para iniciantes" e apenas raspa nas idéias filosóficas. Se eu estivesse dirigindo daria mais ênfase a loucura do protagonista porque durante a projeção o filme parece mais surreal do que psicológico. Muito bom, uma lição de como fazer um filme de ficção científica com toques filosóficos.
Eleição ("The Election" - 1999) .8/10
Um dos primeiros filmes de Alexander Payne, roteirista/diretor que gosto muito, e coincidentemente também é baseado num livro de Tom Perrotta, autor de outro excelente filme que vi nos últimos tempos, "Pecados Íntimos". Filme que revelou a atriz ganhadora do Oscar, Reese Witherspoon é excelente. Irônico e meio depressivo, eu enxergo como um "Candido" de Voltaire moderno. Com ótimas cenas e um roteiro afiado, personagens sempre interessantes e únicos, mesmo que apareçam apenas de relance. Faz uma crítica leve ao sistema político-eleitoral e uma crítica pesada aqueles anseios paternos de querer que seus filhos se destaquem em tudo para serem bem sucedidos no futuro. Mais fundo poderíamos dizer que fala sobre os anseios humanos que levam a uma filosofia do "sucesso a qualquer preço" que domina não só a nossa sociedade como a raça humana. Mas quem sabe eu esteja filosofando demais sobre um filme de "High-School" estadunidense, hehe. Ainda assim, vale uma conferida, ainda mais por ser tão desconhecido.
Le Planete Blache (ou "O Planeta Branco") .5/10
Filme visualmente belo, mas fundamentalmente chato. Quando fui ver "O Homem Urso" de Werner Herzog uns adolescente cretinos foram embora após 5 minutos porque "não queria ver a p**** de um documentário do Discovery Channel". Não sabe o que perderam, se o Discovery passa-se qualquer coisa que fosse um milésimo tão bom quanto aquele filme eu veria sempre. E virou o meu padrão para documentários, tem (quase) tudo que este filme francês não tem. Este eu daria total razão aos adolescentes cretinos daquela outra sessão de cinema, é um documentário do Discovery Channel de duas horas. Um bom documentário se comparado aquelas porcarias de Big Brother Panda que passam por programas hoje em dia, mas ainda assim, apenas um diário da vida dos animais no ártico, sem nenhuma discussão inteligente... na verdade nenhuma discussão idiota também, o filme é completamente desprovido de propósito e alma. Como um documentário deve ser segundo alguns. Ou como a natureza é, despropositada. Mas daí já estou eu caindo pra filosofia de novo. Escrevi essa crítica de forma bem pessoal, não gostei do filme, não é um assunto que me interessa ou me fascina, mas se a sua idéia de diversão é ver uns animais em belas cenas pode ser que adore.
300 .4/10
Tive sorte de pegar na TV dois filmes muito bons esse mês, mas fui amaldiçoado com duas porcarias em que eu punha grandes esperanças. É a vida, nunca oferece o que esperamos. Devo admitir meu preconceito em relação a esta crítica, mesmo tentando ser imparcial é impossível ao ver uma história que tenho tanto apreço ser transformada em efeitos especiais que jorram sangue. Isso é o filme, cinematografia. Só. Quanto mais eu penso nele menos eu gosto. Vamos começar com a obrigação, falar das coisas boas. O filme é belíssimo, e aí reside toda sua força, tem atuações razoáveis e inconstantes e o roteiro parece variar entre textos geniais e diálogos escritos por um adolescente passando por uma Overdose, de Testosterona ou de burrice mesmo, você escolhe. Claro que as partes de falas decentes são TODAS copias integrais da história em quadrinhos, é uma adaptação e isso não seria ruim, se não fosse por todas as outras cenas "originais" serem um lixo. Esse diretor infeliz havia feito apenas um remake de um filme de zumbi, que mesmo sendo competente dentro das limitações do gênero não é nenhuma obra prima. Não parece promissor não?
Minha nota original havia sido 7, logo vejam como se consegue errar a mão num filme.
Primeiro há toda uma trama original sobre a mulher do Leônidas que é simplesmente desprezível, não só é cheia de diálogos escritos por aquela criança de 13 anos como também é totalmente dispensável, termina de forma fabulosamente ridícula ofendendo até mesmo as crianças de 13 anos que por ventura entraram escondidas para ver esse filme. Mas o pior é que ela enfraquece a força do sacrifício dos heróis na trama principal. Pronto, de 7 para 6.
Depois tem a representação histórica. Não se preocupe, não sou um chato que vai reclamar de um ou outro detalhe, mas mostrar monstros, seres urrando, rinocerontes .... ai... vou parar aqui, sério, me desculpe quem estiver lendo isso mas já perdi tempo demais falando dessa porcaria e não vou reescreve este texto por pior que esteja. Minha sinceras desculpas...
Heroes ep 1 -> 18 (série de TV)
É uma boa série, acima da média. Nada de original, tudo copiado descaradamente de histórias em quadrinhos, as vezes piorado, as vezes melhorado. Tem boas tiradas mas nada excepcional. Só para comentar, a idéia mais interessante que eu vi foi quando o Bennet apaga a própria mente pra salvar filha, essa foi MUITO BOA. Mas no geral é divertido e competente, se fosse colocar uma nota comparando com o cinema seria 6, mas se tratando de uma série poderia puxar para 7, mas como nunca vi uma que merecesse um 10 essa classificação fica meio sem referências.
Wednesday, March 28, 2007
Filmes no mês de Março
Joyeux Noël(ou "Feliz Natal") 9.10
Impossível errar a mão com essa história, o diretor e roteirista aqui são apenas competente mas apenas isso é necessário para fazer um filme com a melhor história de natal de já aconteceu realmente. Durante a primeira guerra mundial os dois lados inimigos travaram uma trégua na noite de natal que se estendeu por vários pontos do campo de batalha até o ano-novo, tudo sem o consentimento dos seus líderes militares. Visualmente competente e com muitas boas atuações.
Crash (ou "Crash - No Limite")(2004) .9/10
Merecido vencedor do Oscar 2005, excelente roteiro envolvendo dezenas de personagens de modo natural e inteligente, com uma idéia mestra amarrando todo o filme. O tema central é racismo mas é fácil extrapolar esta idéia para falar de preconceito e as próprias idiossincrasias da natureza humana. Com belas composições visuais e cenas emocionantes é um filme realmente imperdível.
The Good Shepherd (ou "O Bom Pastor") .9/10
Um filme muito criticado mas incrível. Se você quiser saber uma versão muito mais plausível sobre o que faz a CIA e os agentes secretos de modo geral este filme é perfeito. Excelentes atuações, boas cenas e cinematografia, tudo graças ao talentoso Robert De Niro. Mas a pérola é realmente o roteiro, interessante e inteligente. O filme é um pouco lento mas isso faz parte da atmosfera de tensão. O único defeito é que ele é um pouco longo demais, em um filme lento não posso deixar passar esse detalhe.
1492 - Conquest of Paradise (ou "1492 - A Conquista do Paraíso") .8/10
Bom.
Indigènes (ou "Dias de Glória") .8/10
Excelente filme de guerra, com um roteiro bem concentrado nos relacionamentos pessoais entre os personagens principais e com boas cenas de ação aqui e acóla. Consegue ser genial por conseguir ser uma história de guerra relamente competente por si só e ainda guardar facilmente pra quem quiser ver uma excelente crítica a segregação racial, a frança e a hipocrisia num modo geral.
Scoop (ou "Scoop - O Grande Furo") .8/10
Nunca vi um filme ruim do Woody Allen e apesar das críticas ainda gostei desse filme. É essencialmente uma comédia despretenciosa mas dentro dela temos diálogos acidos e boas cenas. Os personagens são mais fracos do que nos outros filmes do diretor mas ainda interessantes. É engraçado o que na minha opinião é uma raridade entre a maioria das comédias lançadas. Tem algumas cenas um pouco forçadas mas se você já engoliu o modo como o jornalista do começo da história engana a morta em uma ótima cena, podemos relevar esses pequenos detalhes, o único defeito real é o final ser muito fraco mesmo, ruim pra caramba.
The Last King of Scotland (ou "O Último Rei da Escócia") .7/10
Idi Amim é um personagem real incrível. Assim transformá-lo em um bom personagem cinematográfico não deve ser tão difícil. Com um bom ator no papel temos uma boa idéia pra um filme. Mas infelizmente o filme é só isso. Por ser apenas inspirado em fatos reais o filme pode malear um pouco os fatos e nem se esforça para esconder não apenas uma, mas duas rasas histórias de amor adúlteras totalmente artificiais. O filme é competente no máximo em seus aspéctos técnicos e no resto ele é raso mas não em nenhuma parte é ruim. Apenas para citar o óbvio caso alguém não tenha lido em nenhum outro lugar, sim, o ganhados do oscar Forest Whitaker está fantástico como o ditador, impecável.
ドールズ, dōruzu (ou "Dolls ") .7/10
Lento, muito lento, extremamente lento. É como ver Titanic com a tecla do dvd na velocidade 1/4. Caso você não se transporte pra realidade do diretor vai parecer horas de pessoas andando sem nenhum diálogo. Mas como ganhou uma nota tão alta em minha opinião? Primeiro temos em levar em consideração o estilo de cinema oriental, mas lento por natureza, cheio de planos sequência tão na moda ultimamente. Eu tenho um desgosto natural por essa forma subjetiva de contar histórias, que deixa tudo para o espectador esmiuçar ou melhor, interpretar do jeito que quiser. É como arte moderna, desenhe um losango preto sobre fundo branco e coloque numa exposição que irão dizer que é uma analogia moderna sobre nossa dualidade interior. Bobagem. Seguindo esse raciocínio esse filme é um rolo de película de duas horas que mostra duas pessoas andando por bonitas paisagens. Sim, é tão excitante quanto parece. Mas é ai que está, este diretor mais acostumado a filme com edições mais rápidas quis faze um filme sobre o teatro japonês de bonecos, e assim fazer uma analogia interessante sobre os relacionamentos. Mas ele não quis apenas contar uma história de teatro no cinema, ele quis te transportar para aquele universo dos bonecos, sem falas, com roupas elaboradas e personagens cartunescos e sem expressão como um boneco. Vendo deste modo o filme é interessante, difícil e visualmente impressionante. Longe de ser uma obra prima, mas interessante.
Sky High .5/10
Você tem que cair nesse humor absurdo e ridículo de um universo de pessoas que acham que usar a cueca por cima da calça é legal e másculo, dai pra frente o filme consegue ser divertido sem ofender (muito) sua inteligência. O que já é um grande feito pois a maioria das comédias nem isso consegue. Também não gostei da explicação da origem do vilão, poderia pensar que de tão idiota é uma crítica acida as origens sem o menor sentido das histórias em quadrinhos mas não, esse filme só é ruim nas partes que tenta ser mais do que é, um pastiche de super-heróis.
Ghost Rider .1/10
Um lixo total! Um dos piores roteiros que já fui obrigado a escutar. Se tudo fosse apenas prevísivel é uma coisa, agora ser idiota e incoerente o tempo todo é demais. Não posso recomendar nem como diversão leviana, uma porcaria completa. Só não ganha zero porque estou dando uma colher de chá para Nicolas Cage e Eva Mendes que até tentam ser um pouco carismáticos mas ninguém conseguiria com esse roteiro raso e cheio de furos. Chega! já gastei muito do meu tempo falando dos dejetos mentais que esse diretor transformou em película.
(série): Millennium - Luminaire
Um episódio da série Millennium levemente inspirado na mesma história que inspirou o livro "Na Natureza Selvagem" de Jon Krakauer. Gostaria de poder dizer que achei razoável mas isso é apenas pelo quanto gostei do livro. fraco.
Impossível errar a mão com essa história, o diretor e roteirista aqui são apenas competente mas apenas isso é necessário para fazer um filme com a melhor história de natal de já aconteceu realmente. Durante a primeira guerra mundial os dois lados inimigos travaram uma trégua na noite de natal que se estendeu por vários pontos do campo de batalha até o ano-novo, tudo sem o consentimento dos seus líderes militares. Visualmente competente e com muitas boas atuações.
Crash (ou "Crash - No Limite")(2004) .9/10
Merecido vencedor do Oscar 2005, excelente roteiro envolvendo dezenas de personagens de modo natural e inteligente, com uma idéia mestra amarrando todo o filme. O tema central é racismo mas é fácil extrapolar esta idéia para falar de preconceito e as próprias idiossincrasias da natureza humana. Com belas composições visuais e cenas emocionantes é um filme realmente imperdível.
The Good Shepherd (ou "O Bom Pastor") .9/10
Um filme muito criticado mas incrível. Se você quiser saber uma versão muito mais plausível sobre o que faz a CIA e os agentes secretos de modo geral este filme é perfeito. Excelentes atuações, boas cenas e cinematografia, tudo graças ao talentoso Robert De Niro. Mas a pérola é realmente o roteiro, interessante e inteligente. O filme é um pouco lento mas isso faz parte da atmosfera de tensão. O único defeito é que ele é um pouco longo demais, em um filme lento não posso deixar passar esse detalhe.
1492 - Conquest of Paradise (ou "1492 - A Conquista do Paraíso") .8/10
Bom.
Indigènes (ou "Dias de Glória") .8/10
Excelente filme de guerra, com um roteiro bem concentrado nos relacionamentos pessoais entre os personagens principais e com boas cenas de ação aqui e acóla. Consegue ser genial por conseguir ser uma história de guerra relamente competente por si só e ainda guardar facilmente pra quem quiser ver uma excelente crítica a segregação racial, a frança e a hipocrisia num modo geral.
Scoop (ou "Scoop - O Grande Furo") .8/10
Nunca vi um filme ruim do Woody Allen e apesar das críticas ainda gostei desse filme. É essencialmente uma comédia despretenciosa mas dentro dela temos diálogos acidos e boas cenas. Os personagens são mais fracos do que nos outros filmes do diretor mas ainda interessantes. É engraçado o que na minha opinião é uma raridade entre a maioria das comédias lançadas. Tem algumas cenas um pouco forçadas mas se você já engoliu o modo como o jornalista do começo da história engana a morta em uma ótima cena, podemos relevar esses pequenos detalhes, o único defeito real é o final ser muito fraco mesmo, ruim pra caramba.
The Last King of Scotland (ou "O Último Rei da Escócia") .7/10
Idi Amim é um personagem real incrível. Assim transformá-lo em um bom personagem cinematográfico não deve ser tão difícil. Com um bom ator no papel temos uma boa idéia pra um filme. Mas infelizmente o filme é só isso. Por ser apenas inspirado em fatos reais o filme pode malear um pouco os fatos e nem se esforça para esconder não apenas uma, mas duas rasas histórias de amor adúlteras totalmente artificiais. O filme é competente no máximo em seus aspéctos técnicos e no resto ele é raso mas não em nenhuma parte é ruim. Apenas para citar o óbvio caso alguém não tenha lido em nenhum outro lugar, sim, o ganhados do oscar Forest Whitaker está fantástico como o ditador, impecável.
ドールズ, dōruzu (ou "Dolls ") .7/10
Lento, muito lento, extremamente lento. É como ver Titanic com a tecla do dvd na velocidade 1/4. Caso você não se transporte pra realidade do diretor vai parecer horas de pessoas andando sem nenhum diálogo. Mas como ganhou uma nota tão alta em minha opinião? Primeiro temos em levar em consideração o estilo de cinema oriental, mas lento por natureza, cheio de planos sequência tão na moda ultimamente. Eu tenho um desgosto natural por essa forma subjetiva de contar histórias, que deixa tudo para o espectador esmiuçar ou melhor, interpretar do jeito que quiser. É como arte moderna, desenhe um losango preto sobre fundo branco e coloque numa exposição que irão dizer que é uma analogia moderna sobre nossa dualidade interior. Bobagem. Seguindo esse raciocínio esse filme é um rolo de película de duas horas que mostra duas pessoas andando por bonitas paisagens. Sim, é tão excitante quanto parece. Mas é ai que está, este diretor mais acostumado a filme com edições mais rápidas quis faze um filme sobre o teatro japonês de bonecos, e assim fazer uma analogia interessante sobre os relacionamentos. Mas ele não quis apenas contar uma história de teatro no cinema, ele quis te transportar para aquele universo dos bonecos, sem falas, com roupas elaboradas e personagens cartunescos e sem expressão como um boneco. Vendo deste modo o filme é interessante, difícil e visualmente impressionante. Longe de ser uma obra prima, mas interessante.
Sky High .5/10
Você tem que cair nesse humor absurdo e ridículo de um universo de pessoas que acham que usar a cueca por cima da calça é legal e másculo, dai pra frente o filme consegue ser divertido sem ofender (muito) sua inteligência. O que já é um grande feito pois a maioria das comédias nem isso consegue. Também não gostei da explicação da origem do vilão, poderia pensar que de tão idiota é uma crítica acida as origens sem o menor sentido das histórias em quadrinhos mas não, esse filme só é ruim nas partes que tenta ser mais do que é, um pastiche de super-heróis.
Ghost Rider .1/10
Um lixo total! Um dos piores roteiros que já fui obrigado a escutar. Se tudo fosse apenas prevísivel é uma coisa, agora ser idiota e incoerente o tempo todo é demais. Não posso recomendar nem como diversão leviana, uma porcaria completa. Só não ganha zero porque estou dando uma colher de chá para Nicolas Cage e Eva Mendes que até tentam ser um pouco carismáticos mas ninguém conseguiria com esse roteiro raso e cheio de furos. Chega! já gastei muito do meu tempo falando dos dejetos mentais que esse diretor transformou em película.
(série): Millennium - Luminaire
Um episódio da série Millennium levemente inspirado na mesma história que inspirou o livro "Na Natureza Selvagem" de Jon Krakauer. Gostaria de poder dizer que achei razoável mas isso é apenas pelo quanto gostei do livro. fraco.
Wednesday, March 21, 2007
Sunday, February 04, 2007
Filme: Flags of Our Fathers (ou "A Conquista da Honra") .8/10
Clint Eastwood é uma figura. Uma idéia genial como retratar uma guerra como ela sempre deveria ser tratada. Uma história com dois lados. Por mais obvio que pareça a maioria dos filmes de guerra tem um lado só. Com este filme e sua contraparte japonesa Letters From Iwo Jima (ou "Cartas de Iwo Jima") nosso cowboy que virou diretor confirma sua originalidade e atrevimento. E ainda é reconhecido no Oscar e em Hollywood por ser queridinho e "prata da casa", mais um ponto pro senhor de 76 de anos no auge de sua carreira.
Com aspectos técnicos primorosos o filme cria uma pintura cinza e amarga da batalha mais disputada da campanha do Pacífico. A atmosfera visual e sonora é admirável. A conquista americana de uma pequena ilhota japonesa, um cenário realmente dantesco com direito a vulcão, praias de areia negra e cheiro de enxofre.
Contando duas tramas paralelas, uma durante a batalha e a outra lidando com os homens que apenas por hastearem uma bandeira são tratados a contra-gosto como heróis.
A mensagem é que heróis existem apenas para nós, soldados podem até ser levados a guerra pelo seu patriotismo, mas é a necessidade de sobreviver que fala mais alto quando estão lá, atos de heroísmo não passam de atitudes de união entre aqueles soldados.
O filme tem diversas cenas bem construídas e emocionantes e todas as cenas de guerra são primorosas. A metade do filme que se passa nos Estados Unidos é mais lenta, mas ainda assim eficaz em mostrar como o governo usa inescrupulosamente aquela imagem dos heróis para angariar fundos para a guerra, independente da verdade ou dos conflitos morais gerados por essas decisões. A guerra é preto e branco para o povo.
Poderia ter sido melhor senão fosse decisões equivocadas na pós produção. O maior problema é a edição insana que pula e volta a trama toda, entrelaçando a narrativa de forma artificial e cansativa. Essa mania de tramas paralelas e edição recortada é usada ao extremo aqui, quando deveria ter sido utilizada com parcimônia. O desfecho da trama também é extenso demais ao relatar com ajuda de um narrador que se manteve oculto até ali. Isso também quebra a continuidade, mais a edição retardada transformam uma película filmada com tanto cuidado numa concha de retalhos de cenas bem feitas.
Ainda assim, seja por seu visual e som impecáveis, sua interessante história, ou sua profunda mensagem, "A Conquista da Honra" ainda é um trabalho admirável apesar de suas pequenas falhas, mais uma estrela para nosso vovô do cinema.
Com aspectos técnicos primorosos o filme cria uma pintura cinza e amarga da batalha mais disputada da campanha do Pacífico. A atmosfera visual e sonora é admirável. A conquista americana de uma pequena ilhota japonesa, um cenário realmente dantesco com direito a vulcão, praias de areia negra e cheiro de enxofre.
Contando duas tramas paralelas, uma durante a batalha e a outra lidando com os homens que apenas por hastearem uma bandeira são tratados a contra-gosto como heróis.
A mensagem é que heróis existem apenas para nós, soldados podem até ser levados a guerra pelo seu patriotismo, mas é a necessidade de sobreviver que fala mais alto quando estão lá, atos de heroísmo não passam de atitudes de união entre aqueles soldados.
O filme tem diversas cenas bem construídas e emocionantes e todas as cenas de guerra são primorosas. A metade do filme que se passa nos Estados Unidos é mais lenta, mas ainda assim eficaz em mostrar como o governo usa inescrupulosamente aquela imagem dos heróis para angariar fundos para a guerra, independente da verdade ou dos conflitos morais gerados por essas decisões. A guerra é preto e branco para o povo.
Poderia ter sido melhor senão fosse decisões equivocadas na pós produção. O maior problema é a edição insana que pula e volta a trama toda, entrelaçando a narrativa de forma artificial e cansativa. Essa mania de tramas paralelas e edição recortada é usada ao extremo aqui, quando deveria ter sido utilizada com parcimônia. O desfecho da trama também é extenso demais ao relatar com ajuda de um narrador que se manteve oculto até ali. Isso também quebra a continuidade, mais a edição retardada transformam uma película filmada com tanto cuidado numa concha de retalhos de cenas bem feitas.
Ainda assim, seja por seu visual e som impecáveis, sua interessante história, ou sua profunda mensagem, "A Conquista da Honra" ainda é um trabalho admirável apesar de suas pequenas falhas, mais uma estrela para nosso vovô do cinema.
Monday, November 06, 2006
Filme: The Prestige (O Grande Truque) 7,5
CONTÉM SPOILERS
Olha Simone... e agora Maira tb... Desculpe fazer vc vir até aqui, heheh.
O Chris Nolan (diretor) fez "Memento(Amnésia)" que é maravilhoso, um dos filmes mais originais da década. Depois fez "Batman Begins", o qual gostei... mas tem alguns problemas meio sérios. Aqui nesse "The Prestige" tem dois problemas muito graves! Primeiro é essa moda/mania de edição não-linear. pera lá! em "Memento(Amnésia)" fazer uma edição toda louca não só enriquece a história como é fundamental. Aqui qual o motivo de se ter TRÊS!!! mas TRÊS!!! tramas paralelas ao mesmo tempo? Não há nenhuma razão além do diretor querer esconder o jogo, fazer uma seqüência complicada para que o público fique meio perdido e não perceba o final do filme antes dele acabar. Sinto muito seu diretor, mas além disso ser sujo, não funcionou pra mim que desde a parte em que o Borden (Cristian Bale) se teleporta da primeira vez eu já comecei a sacar praticamente tudo, menos... aquela insanidade do final. Achei que ele estava usando sósias, sei que parece forçado, mas é que o absurdo de usar clones nem passou pela minha cabeça. Eu sei que o filme anda no limiar da mágica, mas ele estava fazendo de tudo pra nos indicar que obviamente não existia esse negócio de magia, apenas truques. Então ter um final que lide com magos de verdade me incomodou bastante. Não só isso! Me machucou pessoalmente, afinal sou formado em Física e conheço o trabalho e vida de Nikola Tesla. Tá certo que no final da vida ele já tava doidinho da silva, mas mostrar ele como um cientista doido/mago foi meio demais. E aquela bobagem inacreditável de clonagem/raios elétricos.. ai, isso não só me dói como cientista, me dói como ser pensante!!! Alguém vai engulir isso? Vc pode dizer que eu tenho que "entrar no espírito do filme", mas é justamente por isso que coloquei aquela afirmação acima, ele nunca da a entender que o Harry Potter ou o Flash Gordon vão sair da parede a qualquer instante, ele falha num dos pináculos primordiais de um bom filme, a coerência.
Resumindo
Problema 1: Edição não-linear sem motivo algum!
problema 2: Deus Ex-Machina no final do filme com aquela máquina ridícula que clona pessoas.
Mas fora esses erros graves, o filme é maravilhoso!!
EHheh, deve estar se perguntando o porque de eu ter colocado uma nota alta (7,5) se só malhei o filme até agora. É porque ele tem tantas idéias boas que quase vale a pena.
Adorei a história de obsessão dos irmãos gêmeos, dividindo vidas, comportamentos, esposas, amantes, até ferimentos. Fantástico! Já havia sacado bem antes (Por que o Mr.Fallon aparece sempre de costas, quase nunca fala, apesar de parecer ser um personagem de vital importância pra trama?) mas mesmo assim, muito bom! Que grau de fanatismo por uma causa, por uma arte! O Angier (Hugh jackman) também não fica atrás, ótimo paralelo entre os pássaros na gaiola e os homens nos aquários, ótimo. Até onde vc iria? Sacrificar um pássaro por noite, mas sacrificar um homem? Ou uma esposa? Ou uma vida, muito bom. Repare que ambos morrem como suas esposas, um enforcado e outro afogado. Aquela cena da mulher enforcada no meio dos pássaros é maravilhosa, aquele paralelo ente os pássaros sacrificados e a esposa sacrificada é intenso. Gostei do plano do Angier pra incriminar o Borden (também já havia pegado essa, mas ok) e também gostei da estranha personificação do David Bowie no Tesla. Quanto aos aspectos técnicos o filme é quase impecável, bons efeitos especiais, boas interpretações, boa cinematografia, bons diálogos.
O que me incomoda é que este filme podia ser perfeito se não fosse por um ou outro detalhe, péssimas escolhas.
Mas no geral foi bom, é só vc colocar o cérebro na posição desligado ao chegar perto do fim.
Desculpe a extensão deste texto, ser sucinto nunca foi uma de minhas qualidades.
Olha Simone... e agora Maira tb... Desculpe fazer vc vir até aqui, heheh.
O Chris Nolan (diretor) fez "Memento(Amnésia)" que é maravilhoso, um dos filmes mais originais da década. Depois fez "Batman Begins", o qual gostei... mas tem alguns problemas meio sérios. Aqui nesse "The Prestige" tem dois problemas muito graves! Primeiro é essa moda/mania de edição não-linear. pera lá! em "Memento(Amnésia)" fazer uma edição toda louca não só enriquece a história como é fundamental. Aqui qual o motivo de se ter TRÊS!!! mas TRÊS!!! tramas paralelas ao mesmo tempo? Não há nenhuma razão além do diretor querer esconder o jogo, fazer uma seqüência complicada para que o público fique meio perdido e não perceba o final do filme antes dele acabar. Sinto muito seu diretor, mas além disso ser sujo, não funcionou pra mim que desde a parte em que o Borden (Cristian Bale) se teleporta da primeira vez eu já comecei a sacar praticamente tudo, menos... aquela insanidade do final. Achei que ele estava usando sósias, sei que parece forçado, mas é que o absurdo de usar clones nem passou pela minha cabeça. Eu sei que o filme anda no limiar da mágica, mas ele estava fazendo de tudo pra nos indicar que obviamente não existia esse negócio de magia, apenas truques. Então ter um final que lide com magos de verdade me incomodou bastante. Não só isso! Me machucou pessoalmente, afinal sou formado em Física e conheço o trabalho e vida de Nikola Tesla. Tá certo que no final da vida ele já tava doidinho da silva, mas mostrar ele como um cientista doido/mago foi meio demais. E aquela bobagem inacreditável de clonagem/raios elétricos.. ai, isso não só me dói como cientista, me dói como ser pensante!!! Alguém vai engulir isso? Vc pode dizer que eu tenho que "entrar no espírito do filme", mas é justamente por isso que coloquei aquela afirmação acima, ele nunca da a entender que o Harry Potter ou o Flash Gordon vão sair da parede a qualquer instante, ele falha num dos pináculos primordiais de um bom filme, a coerência.
Resumindo
Problema 1: Edição não-linear sem motivo algum!
problema 2: Deus Ex-Machina no final do filme com aquela máquina ridícula que clona pessoas.
Mas fora esses erros graves, o filme é maravilhoso!!
EHheh, deve estar se perguntando o porque de eu ter colocado uma nota alta (7,5) se só malhei o filme até agora. É porque ele tem tantas idéias boas que quase vale a pena.
Adorei a história de obsessão dos irmãos gêmeos, dividindo vidas, comportamentos, esposas, amantes, até ferimentos. Fantástico! Já havia sacado bem antes (Por que o Mr.Fallon aparece sempre de costas, quase nunca fala, apesar de parecer ser um personagem de vital importância pra trama?) mas mesmo assim, muito bom! Que grau de fanatismo por uma causa, por uma arte! O Angier (Hugh jackman) também não fica atrás, ótimo paralelo entre os pássaros na gaiola e os homens nos aquários, ótimo. Até onde vc iria? Sacrificar um pássaro por noite, mas sacrificar um homem? Ou uma esposa? Ou uma vida, muito bom. Repare que ambos morrem como suas esposas, um enforcado e outro afogado. Aquela cena da mulher enforcada no meio dos pássaros é maravilhosa, aquele paralelo ente os pássaros sacrificados e a esposa sacrificada é intenso. Gostei do plano do Angier pra incriminar o Borden (também já havia pegado essa, mas ok) e também gostei da estranha personificação do David Bowie no Tesla. Quanto aos aspectos técnicos o filme é quase impecável, bons efeitos especiais, boas interpretações, boa cinematografia, bons diálogos.
O que me incomoda é que este filme podia ser perfeito se não fosse por um ou outro detalhe, péssimas escolhas.
Mas no geral foi bom, é só vc colocar o cérebro na posição desligado ao chegar perto do fim.
Desculpe a extensão deste texto, ser sucinto nunca foi uma de minhas qualidades.
Friday, October 20, 2006
GOOGLE Philosophy
Our Philosophy
Never settle for the best
"The perfect search engine," says Google co-founder Larry Page, "would understand exactly what you mean and give back exactly what you want." Given the state of search technology today, that's a far-reaching vision requiring research, development and innovation to realize. Google is committed to blazing that trail. Though acknowledged as the world's leading search technology company, Google's goal is to provide a much higher level of service to all those who seek information, whether they're at a desk in Boston, driving through Bonn, or strolling in Bangkok.
To that end, Google has persistently pursued innovation and pushed the limits of existing technology to provide a fast, accurate and easy-to-use search service that can be accessed from anywhere. To fully understand Google, it's helpful to understand all the ways in which the company has helped to redefine how individuals, businesses and technologists view the Internet.
Ten things Google has found to be true
1. Focus on the user and all else will follow.
From its inception, Google has focused on providing the best user experience possible. While many companies claim to put their customers first, few are able to resist the temptation to make small sacrifices to increase shareholder value. Google has steadfastly refused to make any change that does not offer a benefit to the users who come to the site:
o The interface is clear and simple.
o Pages load instantly.
o Placement in search results is never sold to anyone.
o Advertising on the site must offer relevant content and not be a distraction.
By always placing the interests of the user first, Google has built the most loyal audience on the web. And that growth has come not through TV ad campaigns, but through word of mouth from one satisfied user to another.
2. It's best to do one thing really, really well.
Google does search. With one of the world's largest research groups focused exclusively on solving search problems, we know what we do well, and how we could do it better. Through continued iteration on difficult problems, we've been able to solve complex issues and provide continuous improvements to a service already considered the best on the web at making finding information a fast and seamless experience for millions of users. Our dedication to improving search has also allowed us to apply what we've learned to new products, including Gmail, Google Desktop, and Google Maps. As we continue to build new products* while making search better, our hope is to bring the power of search to previously unexplored areas, and to help users access and use even more of the ever-expanding information in their lives.
3. Fast is better than slow.
Google believes in instant gratification. You want answers and you want them right now. Who are we to argue? Google may be the only company in the world whose stated goal is to have users leave its website as quickly as possible. By fanatically obsessing on shaving every excess bit and byte from our pages and increasing the efficiency of our serving environment, Google has broken its own speed records time and again. Others assumed large servers were the fastest way to handle massive amounts of data. Google found networked PCs to be faster. Where others accepted apparent speed limits imposed by search algorithms, Google wrote new algorithms that proved there were no limits. And Google continues to work on making it all go even faster.
4. Democracy on the web works.
Google works because it relies on the millions of individuals posting websites to determine which other sites offer content of value. Instead of relying on a group of editors or solely on the frequency with which certain terms appear, Google ranks every web page using a breakthrough technique called PageRank™. PageRank evaluates all of the sites linking to a web page and assigns them a value, based in part on the sites linking to them. By analyzing the full structure of the web, Google is able to determine which sites have been "voted" the best sources of information by those most interested in the information they offer. This technique actually improves as the web gets bigger, as each new site is another point of information and another vote to be counted.
5. You don't need to be at your desk to need an answer.
The world is increasingly mobile and unwilling to be constrained to a fixed location. Whether it's through their PDAs, their wireless phones or even their automobiles, people want information to come to them. Google's innovations in this area include Google Number Search, which reduces the number of keypad strokes required to find data from a web-enabled cellular phone and an on-the-fly translation system that converts pages written in HTML to a format that can be read by phone browsers. This system opens up billions of pages for viewing from devices that would otherwise not be able to display them, including Palm PDAs and Japanese i-mode, J-Sky, and EZWeb devices. Wherever search is likely to help users obtain the information they seek, Google is pioneering new technologies and offering new solutions.
6. You can make money without doing evil.
Google is a business. The revenue the company generates is derived from offering its search technology to companies and from the sale of advertising displayed on Google and on other sites across the web. However, you may have never seen an ad on Google. That's because Google does not allow ads to be displayed on our results pages unless they're relevant to the results page on which they're shown. So, only certain searches produce sponsored links above or to the right of the results. Google firmly believes that ads can provide useful information if, and only if, they are relevant to what you wish to find.
Google has also proven that advertising can be effective without being flashy. Google does not accept pop-up advertising, which interferes with your ability to see the content you've requested. We've found that text ads (AdWords) that are relevant to the person reading them draw much higher clickthrough rates than ads appearing randomly. Google's maximization group works with advertisers to improve clickthrough rates over the life of a campaign, because high clickthrough rates are an indication that ads are relevant to a user's interests. Any advertiser, no matter how small or how large, can take advantage of this highly targeted medium, whether through our self-service advertising program that puts ads online within minutes, or with the assistance of a Google advertising representative.
Advertising on Google is always clearly identified as a "Sponsored Link." It is a core value for Google that there be no compromising of the integrity of our results. We never manipulate rankings to put our partners higher in our search results. No one can buy better PageRank. Our users trust Google's objectivity and no short-term gain could ever justify breaching that trust.
Thousands of advertisers use our Google AdWords program to promote their products; we believe AdWords is the largest program of its kind. In addition, thousands of web site managers take advantage of our Google AdSense program to deliver ads relevant to the content on their sites, improving their ability to generate revenue and enhancing the experience for their users.
7. There's always more information out there.
Once Google had indexed more of the HTML pages on the Internet than any other search service, our engineers turned their attention to information that was not as readily accessible. Sometimes it was just a matter of integrating new databases, such as adding a phone number and address lookup and a business directory. Other efforts required a bit more creativity, like adding the ability to search billions of images and a way to view pages that were originally created as PDF files. The popularity of PDF results led us to expand the list of file types searched to include documents produced in a dozen formats such as Microsoft Word, Excel and PowerPoint. For wireless users, Google developed a unique way to translate HTML formatted files into a format that could be read by mobile devices. The list is not likely to end there as Google's researchers continue looking into ways to bring all the world's information to users seeking answers.
8. The need for information crosses all borders.
Though Google is headquartered in California, our mission is to facilitate access to information for the entire world, so we have offices around the globe. To that end we maintain dozens of Internet domains and serve more than half of our results to users living outside the United States. Google search results can be restricted to pages written in more than 35 languages according to a user's preference. We also offer a translation feature to make content available to users regardless of their native tongue and for those who prefer not to search in English, Google's interface can be customized into more than 100 languages. To accelerate the addition of new languages, Google offers volunteers the opportunity to help in the translation through an automated tool available on the Google.com website. This process has greatly improved both the variety and quality of service we're able to offer users in even the most far flung corners of the globe.
9. You can be serious without a suit.
Google's founders have often stated that the company is not serious about anything but search. They built a company around the idea that work should be challenging and the challenge should be fun. To that end, Google's culture is unlike any in corporate America, and it's not because of the ubiquitous lava lamps and large rubber balls, or the fact that the company's chef used to cook for the Grateful Dead. In the same way Google puts users first when it comes to our online service, Google Inc. puts employees first when it comes to daily life in our Googleplex headquarters. There is an emphasis on team achievements and pride in individual accomplishments that contribute to the company's overall success. Ideas are traded, tested and put into practice with an alacrity that can be dizzying. Meetings that would take hours elsewhere are frequently little more than a conversation in line for lunch and few walls separate those who write the code from those who write the checks. This highly communicative environment fosters a productivity and camaraderie fueled by the realization that millions of people rely on Google results. Give the proper tools to a group of people who like to make a difference, and they will.
10. Great just isn't good enough.
Always deliver more than expected. Google does not accept being the best as an endpoint, but a starting point. Through innovation and iteration, Google takes something that works well and improves upon it in unexpected ways. Search works well for properly spelled words, but what about typos? One engineer saw a need and created a spell checker that seems to read a user's mind. It takes too long to search from a WAP phone? Our wireless group developed Google Number Search to reduce entries from three keystrokes per letter to one. With a user base in the millions, Google is able to identify points of friction quickly and smooth them out. Google's point of distinction however, is anticipating needs not yet articulated by our global audience, then meeting them with products and services that set new standards. This constant dissatisfaction with the way things are is ultimately the driving force behind the world's best search engine.
* Full-disclosure update: When we first wrote these "10 things" four years ago, we included the phrase "Google does not do horoscopes, financial advice or chat." Over time we've expanded our view of the range of services we can offer –- web search, for instance, isn't the only way for people to access or use information -– and products that then seemed unlikely are now key aspects of our portfolio. This doesn't mean we've changed our core mission; just that the farther we travel toward achieving it, the more those blurry objects on the horizon come into sharper focus (to be replaced, of course, by more blurry objects).
source: http://www.google.com/corporate/tenthings.html
Never settle for the best
"The perfect search engine," says Google co-founder Larry Page, "would understand exactly what you mean and give back exactly what you want." Given the state of search technology today, that's a far-reaching vision requiring research, development and innovation to realize. Google is committed to blazing that trail. Though acknowledged as the world's leading search technology company, Google's goal is to provide a much higher level of service to all those who seek information, whether they're at a desk in Boston, driving through Bonn, or strolling in Bangkok.
To that end, Google has persistently pursued innovation and pushed the limits of existing technology to provide a fast, accurate and easy-to-use search service that can be accessed from anywhere. To fully understand Google, it's helpful to understand all the ways in which the company has helped to redefine how individuals, businesses and technologists view the Internet.
Ten things Google has found to be true
1. Focus on the user and all else will follow.
From its inception, Google has focused on providing the best user experience possible. While many companies claim to put their customers first, few are able to resist the temptation to make small sacrifices to increase shareholder value. Google has steadfastly refused to make any change that does not offer a benefit to the users who come to the site:
o The interface is clear and simple.
o Pages load instantly.
o Placement in search results is never sold to anyone.
o Advertising on the site must offer relevant content and not be a distraction.
By always placing the interests of the user first, Google has built the most loyal audience on the web. And that growth has come not through TV ad campaigns, but through word of mouth from one satisfied user to another.
2. It's best to do one thing really, really well.
Google does search. With one of the world's largest research groups focused exclusively on solving search problems, we know what we do well, and how we could do it better. Through continued iteration on difficult problems, we've been able to solve complex issues and provide continuous improvements to a service already considered the best on the web at making finding information a fast and seamless experience for millions of users. Our dedication to improving search has also allowed us to apply what we've learned to new products, including Gmail, Google Desktop, and Google Maps. As we continue to build new products* while making search better, our hope is to bring the power of search to previously unexplored areas, and to help users access and use even more of the ever-expanding information in their lives.
3. Fast is better than slow.
Google believes in instant gratification. You want answers and you want them right now. Who are we to argue? Google may be the only company in the world whose stated goal is to have users leave its website as quickly as possible. By fanatically obsessing on shaving every excess bit and byte from our pages and increasing the efficiency of our serving environment, Google has broken its own speed records time and again. Others assumed large servers were the fastest way to handle massive amounts of data. Google found networked PCs to be faster. Where others accepted apparent speed limits imposed by search algorithms, Google wrote new algorithms that proved there were no limits. And Google continues to work on making it all go even faster.
4. Democracy on the web works.
Google works because it relies on the millions of individuals posting websites to determine which other sites offer content of value. Instead of relying on a group of editors or solely on the frequency with which certain terms appear, Google ranks every web page using a breakthrough technique called PageRank™. PageRank evaluates all of the sites linking to a web page and assigns them a value, based in part on the sites linking to them. By analyzing the full structure of the web, Google is able to determine which sites have been "voted" the best sources of information by those most interested in the information they offer. This technique actually improves as the web gets bigger, as each new site is another point of information and another vote to be counted.
5. You don't need to be at your desk to need an answer.
The world is increasingly mobile and unwilling to be constrained to a fixed location. Whether it's through their PDAs, their wireless phones or even their automobiles, people want information to come to them. Google's innovations in this area include Google Number Search, which reduces the number of keypad strokes required to find data from a web-enabled cellular phone and an on-the-fly translation system that converts pages written in HTML to a format that can be read by phone browsers. This system opens up billions of pages for viewing from devices that would otherwise not be able to display them, including Palm PDAs and Japanese i-mode, J-Sky, and EZWeb devices. Wherever search is likely to help users obtain the information they seek, Google is pioneering new technologies and offering new solutions.
6. You can make money without doing evil.
Google is a business. The revenue the company generates is derived from offering its search technology to companies and from the sale of advertising displayed on Google and on other sites across the web. However, you may have never seen an ad on Google. That's because Google does not allow ads to be displayed on our results pages unless they're relevant to the results page on which they're shown. So, only certain searches produce sponsored links above or to the right of the results. Google firmly believes that ads can provide useful information if, and only if, they are relevant to what you wish to find.
Google has also proven that advertising can be effective without being flashy. Google does not accept pop-up advertising, which interferes with your ability to see the content you've requested. We've found that text ads (AdWords) that are relevant to the person reading them draw much higher clickthrough rates than ads appearing randomly. Google's maximization group works with advertisers to improve clickthrough rates over the life of a campaign, because high clickthrough rates are an indication that ads are relevant to a user's interests. Any advertiser, no matter how small or how large, can take advantage of this highly targeted medium, whether through our self-service advertising program that puts ads online within minutes, or with the assistance of a Google advertising representative.
Advertising on Google is always clearly identified as a "Sponsored Link." It is a core value for Google that there be no compromising of the integrity of our results. We never manipulate rankings to put our partners higher in our search results. No one can buy better PageRank. Our users trust Google's objectivity and no short-term gain could ever justify breaching that trust.
Thousands of advertisers use our Google AdWords program to promote their products; we believe AdWords is the largest program of its kind. In addition, thousands of web site managers take advantage of our Google AdSense program to deliver ads relevant to the content on their sites, improving their ability to generate revenue and enhancing the experience for their users.
7. There's always more information out there.
Once Google had indexed more of the HTML pages on the Internet than any other search service, our engineers turned their attention to information that was not as readily accessible. Sometimes it was just a matter of integrating new databases, such as adding a phone number and address lookup and a business directory. Other efforts required a bit more creativity, like adding the ability to search billions of images and a way to view pages that were originally created as PDF files. The popularity of PDF results led us to expand the list of file types searched to include documents produced in a dozen formats such as Microsoft Word, Excel and PowerPoint. For wireless users, Google developed a unique way to translate HTML formatted files into a format that could be read by mobile devices. The list is not likely to end there as Google's researchers continue looking into ways to bring all the world's information to users seeking answers.
8. The need for information crosses all borders.
Though Google is headquartered in California, our mission is to facilitate access to information for the entire world, so we have offices around the globe. To that end we maintain dozens of Internet domains and serve more than half of our results to users living outside the United States. Google search results can be restricted to pages written in more than 35 languages according to a user's preference. We also offer a translation feature to make content available to users regardless of their native tongue and for those who prefer not to search in English, Google's interface can be customized into more than 100 languages. To accelerate the addition of new languages, Google offers volunteers the opportunity to help in the translation through an automated tool available on the Google.com website. This process has greatly improved both the variety and quality of service we're able to offer users in even the most far flung corners of the globe.
9. You can be serious without a suit.
Google's founders have often stated that the company is not serious about anything but search. They built a company around the idea that work should be challenging and the challenge should be fun. To that end, Google's culture is unlike any in corporate America, and it's not because of the ubiquitous lava lamps and large rubber balls, or the fact that the company's chef used to cook for the Grateful Dead. In the same way Google puts users first when it comes to our online service, Google Inc. puts employees first when it comes to daily life in our Googleplex headquarters. There is an emphasis on team achievements and pride in individual accomplishments that contribute to the company's overall success. Ideas are traded, tested and put into practice with an alacrity that can be dizzying. Meetings that would take hours elsewhere are frequently little more than a conversation in line for lunch and few walls separate those who write the code from those who write the checks. This highly communicative environment fosters a productivity and camaraderie fueled by the realization that millions of people rely on Google results. Give the proper tools to a group of people who like to make a difference, and they will.
10. Great just isn't good enough.
Always deliver more than expected. Google does not accept being the best as an endpoint, but a starting point. Through innovation and iteration, Google takes something that works well and improves upon it in unexpected ways. Search works well for properly spelled words, but what about typos? One engineer saw a need and created a spell checker that seems to read a user's mind. It takes too long to search from a WAP phone? Our wireless group developed Google Number Search to reduce entries from three keystrokes per letter to one. With a user base in the millions, Google is able to identify points of friction quickly and smooth them out. Google's point of distinction however, is anticipating needs not yet articulated by our global audience, then meeting them with products and services that set new standards. This constant dissatisfaction with the way things are is ultimately the driving force behind the world's best search engine.
* Full-disclosure update: When we first wrote these "10 things" four years ago, we included the phrase "Google does not do horoscopes, financial advice or chat." Over time we've expanded our view of the range of services we can offer –- web search, for instance, isn't the only way for people to access or use information -– and products that then seemed unlikely are now key aspects of our portfolio. This doesn't mean we've changed our core mission; just that the farther we travel toward achieving it, the more those blurry objects on the horizon come into sharper focus (to be replaced, of course, by more blurry objects).
source: http://www.google.com/corporate/tenthings.html
Monday, October 16, 2006
Não da pra entender mesmo...
Valor de privatização da Vale do Rio Doce: U$ 3,3 bilhões.
Para arredondar, uns 2 YouTubes (vendido ontem por U$ 1,68 bilhões).
É a época que vivemos... Reservas gigantescas de minério sendo comparadas com uma reserva gigantesca de vídeos com adolescentes de sunga amarela fazendo dancinhas bizarras.
Se o Youtube saísse do ar amanhã, alguém ia sentir falta por mais de uma semana até qualquer uma das outras 500 alternativas se estabelecer?
Mas como foi o Google que comprou, é pra levar a sério?
Sou um grande entusiasta da Web. Mas sei não, já vi esse filme antes. E nem faz muito tempo.
source: Cocadaboa ( http://www.cocadaboa.com/arquivos/009287.php )
Para arredondar, uns 2 YouTubes (vendido ontem por U$ 1,68 bilhões).
É a época que vivemos... Reservas gigantescas de minério sendo comparadas com uma reserva gigantesca de vídeos com adolescentes de sunga amarela fazendo dancinhas bizarras.
Se o Youtube saísse do ar amanhã, alguém ia sentir falta por mais de uma semana até qualquer uma das outras 500 alternativas se estabelecer?
Mas como foi o Google que comprou, é pra levar a sério?
Sou um grande entusiasta da Web. Mas sei não, já vi esse filme antes. E nem faz muito tempo.
source: Cocadaboa ( http://www.cocadaboa.com/arquivos/009287.php )
Thursday, August 31, 2006
Wednesday, August 30, 2006
“What is this?”
“What is this?”
“Doesn’t you know?” He stands there waiting for an answer; the traveling eye of the listener told him that would never came. “It’s reality”
Came an instant of waiting the weight of the words fall in his head.
“You are looking to something that you never have, the world. But not your feeble world of before, a new world full of meaning and purpose”
“What?” His eyes were still half-open, his mouth was dry, and his perception was drug-like.
“You were not prepared, anyone of us was. But what can we do? There is no kind of training for this situation, for life.” A look of tired sorrow cross his eyes, but vanished once more to his mask of enthusiasm. “You can look at it like a blessing or like a curse, I see it like a burden. We can’t escape from it, we have to live with that, and there are no other options available. Some say this bring a purpose, a meaning to their lives, but this is just another escape of the inevitable truth.”
Half-listening the other man stand up in the barely lightened room. The situation was outrageous, he doesn’t remember how he gets there, he only remembers the light. He sits in a layer of dust that was above what one day was a comfortable armchair. The memories begun to come back, but his “high” state didn’t help.
“… this is utterly important and extremely necessary!” He stop the speech under a suspicious idea. “Are you even listening? This is your life now. Don’t take your responsibilities so lightly.”
The pain, no… the extreme sensitivity of his new state trouble his concentration, but that guy talking was even worse. Normally he would never stand against such guy, but he thinks that it was like when he was drunk, his fears have disappeared.
“Doesn’t you know?” He stands there waiting for an answer; the traveling eye of the listener told him that would never came. “It’s reality”
Came an instant of waiting the weight of the words fall in his head.
“You are looking to something that you never have, the world. But not your feeble world of before, a new world full of meaning and purpose”
“What?” His eyes were still half-open, his mouth was dry, and his perception was drug-like.
“You were not prepared, anyone of us was. But what can we do? There is no kind of training for this situation, for life.” A look of tired sorrow cross his eyes, but vanished once more to his mask of enthusiasm. “You can look at it like a blessing or like a curse, I see it like a burden. We can’t escape from it, we have to live with that, and there are no other options available. Some say this bring a purpose, a meaning to their lives, but this is just another escape of the inevitable truth.”
Half-listening the other man stand up in the barely lightened room. The situation was outrageous, he doesn’t remember how he gets there, he only remembers the light. He sits in a layer of dust that was above what one day was a comfortable armchair. The memories begun to come back, but his “high” state didn’t help.
“… this is utterly important and extremely necessary!” He stop the speech under a suspicious idea. “Are you even listening? This is your life now. Don’t take your responsibilities so lightly.”
The pain, no… the extreme sensitivity of his new state trouble his concentration, but that guy talking was even worse. Normally he would never stand against such guy, but he thinks that it was like when he was drunk, his fears have disappeared.
Awakened
And he touched, at the first touch he could feel the world screaming in agony, as if was a human. This was the first contact with the unknown, the unbearable, the unspeakable, and at the same time it was disturbing and depressing was a orgy of joy feel that emotions so intensively in his skin.
The world will never be the same, the change is forever, when we are outside of the flow, we can’t go back to the flow. But even in the glimpse/initial principle of this new state of conscience one question cross his mind: How anyone will ever believe me. The only thing he has is his experience, no proof. But the possibilities are endless, the world is his personal garden and he want to be a good gardener.
Going back to the reality, he stomps on the floor, with “back” that in some way sound different then any other “back” he have ever listened. In front of him, the exquisite man was standing with a melancholic expression.
“You should not be desperate, the world need people like us, they like or not”.
“What are people like us? “ he said kind of mumbling.
“We are the ones that change”
Of course this doesn’t mean anything to him, what he knows?
And the thoughts was still floating above his heads like they wasn’t part of his mind. “Could I be crazy, finally mine repeatedly disturbs of personality have take control?” “The reality wasn’t always like that? Before I have a different imaging of things?”
“Could I just die and avoid this decision, the decision of what is real or not?”
Suddenly the air explodes in light, a undesirable light, something that look like all the colors in the rainbow and at same time separated from what was bearable to see in this existence. The light surround the man, and he sleeps…
The world will never be the same, the change is forever, when we are outside of the flow, we can’t go back to the flow. But even in the glimpse/initial principle of this new state of conscience one question cross his mind: How anyone will ever believe me. The only thing he has is his experience, no proof. But the possibilities are endless, the world is his personal garden and he want to be a good gardener.
Going back to the reality, he stomps on the floor, with “back” that in some way sound different then any other “back” he have ever listened. In front of him, the exquisite man was standing with a melancholic expression.
“You should not be desperate, the world need people like us, they like or not”.
“What are people like us? “ he said kind of mumbling.
“We are the ones that change”
Of course this doesn’t mean anything to him, what he knows?
And the thoughts was still floating above his heads like they wasn’t part of his mind. “Could I be crazy, finally mine repeatedly disturbs of personality have take control?” “The reality wasn’t always like that? Before I have a different imaging of things?”
“Could I just die and avoid this decision, the decision of what is real or not?”
Suddenly the air explodes in light, a undesirable light, something that look like all the colors in the rainbow and at same time separated from what was bearable to see in this existence. The light surround the man, and he sleeps…
A Sala

Uma sala. Sombria. Circular. Doente. Uma caixa. Inútil. Uma porta. Sempre destrancada, entretanto nunca aberta. As paredes lhe causam dor mesmo quando se está vendado. Existe a caixa, onde a dor não lhe alcança, mas é passageira. É ingrata, é inútil. É negar. E há a escapatória. Uma realidade, uma ilusão, uma morte.
Voltar a caixa. O que há pra mim aqui? Esperar a porta se abrir por si mesma.
Sobre a dor
Sobre a dor: Porque discutir a dor? Discutir parte fundamental de minha existência. Será único? Às vezes acho que sim. Quem sofre por nada? A dor chega desacompanhada, caso contrário até aceitaria. Primeiro o vazio, depois começa como uma visitante e antes que percebamos, antes que posso me preparar, ao se tomar razão da dor ela se espalha. Como se a própria consciência da existência a fizesse definitiva e vitoriosa. A dor cansa, e também vai embora sem pedir licença. Como aquele tão falado mas tão pouco presente.
Apenas me afogando no mundano, no imediato é que escapo dela. O que torna a volta muito mais sofrida pois sei que apenas ilusões conseguem me retirar dessa realidade fria. Crua. Como se estivesse vendo sobre um filtro que tira todas aquelas coisas incríveis que as pessoas conseguem ver para viver suas vidas. Mas eu não as vejo. Claro, só consigo ver minhas próprias ilusões e meu maior passatempo e caça-las. Dói-me ser bem sucedido, mas vou em frente, cada vez mais fraco. Não posso ser único, mas outros já têm suas próprias caças para se preocupar.
Só palavras, fluxo de pensamento.

Sinto-me como um personagem kafkaniano, preso num mundo sem lógica ou sentido. Com tudo parecendo tão evidente tenho que me dar ao trabalho de explicar o simples, o claro, o importante. Para onde todos olham? Para o nada, para o mundano, para o trivial e nada de novo tiram dali. Quando tento convence-las do maravilhoso, do extraordinário minhas palavras caem em orelhas surdas ou cabeças vazias, poderia continuar mas qual a razão? Por que deveria? Não consigo, me canso antes de convencer qualquer pessoa. Acharia que estou errado senão fosse pelas parcas almas que concordam. O único pensamento que acalenta minhas noites é o de que existirá um fim. Que não há nada além desse sofrimento, que a morte está a minha espera quando eu for fraco demais e finalmente não puder mais suportar estas angustias. Sinto-me cansado todos os dias que tenho contato com pessoas, não posso estar certo. Não posso. Porque eu estaria? Porque esta massa ambulante e virial estaria errada? Se sozinho se sentir solitário, é porque esta em ma companhia. Sartre. É verdade. Estou cansando desse mundo, e ele já está cansado de mim.Sou fraco, não consigo mentir em todos os lugares, fingir o tempo todo, o que me sufoca é a hipocrisia, a inação das pessoas. Então sou empurrado pra fora. Estranho que não sou o único, mas ainda assim, sozinho. Nada torna os excluídos parte de um grupo além de serem excluídos e isso não é o suficiente pra mim. Provavelmente este corpo de intrusos do mundo tenham defeitos os quais eu também não suportaria. Existem outros como eu, claro. Existe uma ilusão da individualidade, que obriga os subconsciente das pessoas, faze-las se sentir especial. Bahh. Bobagem. Mentiras. O que mais se fala e se discute é como criar mais mentiras pra que nos sintamos melhor com nos mesmos. Patética esta necessidade humana. Assim como todas os outras, mas enfim, esta em particular. Não somos obrigados a aceitar estas mentiras, mas todos o fazem. Será o inferno pior que isso? Se acreditasse nisso provavelmente seria, e minha imaginação não consegue me levar mais longe do que isso. Um mundo regido por um Deus louco.
Sunday, August 27, 2006
Letter to the author of "The Corporation"

Some years ago I have seen a documentary entitled "The Corporation" and found really mindbreaking, so I send a email to the author of the script and book where the movie is based. At that time I was a apprentice in my path of pessimism and i receive a hopeful response. It's transcripted literally below.
QUESTION:
Hi, my name is tárik kaiel from Brazil. I saw your documentary on
CableTV and really find it amazing, it's completely changed my way to
see the world, the capitalism. In my philosophy of life/world, I have
always have a certain grief with capitalism, but I know that comunism,
anarquism or wathever are not that better either. So a really want to
congratulate you for your book, and your script, but a what I really
want to know is what your doing now, whar are your projects for the
future.
My other question is about the future... do you think we can still
save this planet, this sociaty?
Right now, after a lot of things, not your movie/book, I came to
realize that I have a very pessimist aproach of the future. Do you
think still exist hope for humanity? We will not destroy this planet,
end his resources? Won't we destroy ourselves slowly? If you think
it's possible, what can we do? What can I DO???
ANSWER:
Thank you for your note and your kind words. It is easy to understand why you feel pessimistic, but it is crucial to continue to hope, not for utopia, which is impossible, but for greater humanity. We are capable of it as individuals, and in communities; it is always a question of creating social orders that reflect the humanism inherent in us. What we need to do is believe in that, and take action - any action - to try to realize it. We have to see ourselves, and act like, citizens - members of communities with the responsibility and power to create just and humane governance.
Best,
Joel
Verdades (by Kafka) (Provided by Reginaldo)

A verdade é tudo aquilo que o homem precisa para viver,
não pode ganhar nem comprar dos outros.
Todo homem deve produzí-la sempre no seu íntimose não ele se arruína.
Viver sem a verdade é impossível, mas não exagere o culto da verdade.
Não há um único homem no mundo, que não tenha mentido muitas vezes e com razão.
Sunday, August 20, 2006
Terror em Silent Hill

Baseado na série de videogames de horror "Silent Hill".
Rose Da Silva (Radha Mitchel) e Christopher da Silva(Sean Bean) tem uma filha adotiva com problemas de sonambulismo, nesse estado Sharon (Jodelle Ferland) chega ao ponto de quase sofrer acidentes fatais e grita "Silent Hill, Silent Hill". Como toda boa mãe faria ela carrega a filha em uma viagem noturna até uma arrepiante cidade fantasma interditada que tem esse nome, tentando resolver os problemas de sua filha.
Logo ela se separa de sua filha numa ensandecida perseguição policial seguida de acidente em que se vê perdida em uma cidade abandonada que de tempos em tempos soa um alarme ensurdecedor seguida de escuridão total e ataque de uma variedade de monstros de aspectos nojentos. Para encurtar tudo isso tem haver com um tipo de ritual religioso realizado na cidade anos antes, com um incêndio, caça as bruxas, o demônio, meninas assustadoras e monstros do inferno.
Poderia continuar contando a história até o final, inclusive em detalhes, mas não quero martirizá-los duas vezes caso também queira ir ao cinema e se você gosta de filmes de terror não é uma idéia tão ruim.
Com certeza o maior problema de "Terror em Silent Hill" está no roteiro entupido de buracos, ou melhor, rombos. Entendo que é difícil adaptar a história complexa de um videogame de diversas horas e ainda se manter original, mas a impressão que tenho é que o roteirista Roger Avary (Pulp Fiction) nem tentou, desistiu de tentar escrever algo decente e pegou alguns momentos chaves do jogo, entrelaçou de forma artificial e acabou. O que é realmente uma pena, pois ele é geralmente muito bom, mas parece que estava dormindo ao escrever este roteiro. Assim acerta nos pontos em que copia descaradamente o jogo, mas estas são poucas e em todas as outras tramas novas enfiadas para fazer render mais alguns minutos erra miseravelmente.
Achava que o diretor francês Christophe Gans (Pacto dos Lobos) era bom, mas na verdade seus filmes mostram que tem uma obsessão insana pelo visual, fazendo-os serem interessantes esteticamente, mas com histórias beirando ao Trash. As cenas são em geral bem feitas e visualmente impactantes e claustrofóbicas, mas totalmente desconexas, ligadas de um ponto ao outro pior do que fases de um videogame. Funcionam sozinhas, ao juntar é que se vê o problema. Em uma cena ela tira uma peça da boca de um corpo torturado em um banheiro, o motivo pelo qual ela faz isso foge a compreensão, mas não tanto como sua fala depois de constatar que era um pedaço de chaveiro de hotel, “minha filha deve estar no hotel”, de onde ela tirou isso? Irritou-me profundamente o modo como os produtores subestimam a inteligência do espectador, como quando Rose chega a igreja que lhe parece estranhamente familiar e o diretor se sente obrigado em nos mostrar onde vimos a igreja antes como se fossemos ignorantes demais pra lembrar por nós mesmos. Ou em todas as cenas em que aparecem os monstros somos preparados por uma sirene e Rose sempre é salva não por seus méritos, mas pelo simples desaparecimento de seus perseguidores. O diretor nos acha tão idiotas que chega a ponto de repetir falas para nós lembrar de algo dito minutos antes. O filme não tem ritmo e a ótima trilha sonora emprestada do jogo é falha em dar atmosfera, pois é tristemente mal utilizada durante a projeção.
Além dos principais temos Cybil (Laurie Holden), uma policial que pouco chama a atenção além de ter uma morte grotesca e mostrada com detalhes além da conta. Dahlia (Deborah Kara Unger), uma louca que andarilha pela cidade assustando personagens de filme de terror, até que é bem interpretada, mas é difícil dizer mais que isto, pois o roteiro a qual ela é obrigada a proferir é por demais fraco. Christabella (Alice Krige) é a vilã e é tão irritante que torci para que morresse logo, não porque criei raiva pelas ações más da personagem, mas sim porque não agüentava mais ver aquela mulher empacando a trama. Infelizmente qualquer prazer que poderia sentir ao ver seu destino final foi revertido frente ao modo excessivamente chocante em que é mostrado. O policial local Thomas Gucci (Kim Coates) não tem razão de estar no filme e parece não envelhecer, pois aparece em um flashback de 30 anos praticamente inalterado. Na verdade toda a trama em que ele está inserido, a qual segue Chris na procura da filha, poderia facilmente ser descartada, pois não acrescenta absolutamente nada, apenas serve para nos distrair dos perigos da cidade e ainda por cima quebra o andamento da já desgastada trama. Este personagem é tão descartável que desaparece perto do final e nem sentimos sua falta. Isso é tão verdade que todas as cenas foram adicionadas ao roteiro depois, pois o original continha só mulheres. Apenas para contar no registro temos Anna (Tanya Allen), uma sobrevivente da cidade que está lá exclusivamente para morrer de forma inacreditavelmente chocante.
Os personagens são mal construídos sendo unidimensionais e muito mal interpretados por quase todos os atores, que parecem saídos de uma produção como "A Invasão das Aranhas Marcianas". Esse clima de filme "B" não é intencional e muito menos uma homenagem, pois se leva a sério.
Quem sabe ai esteja a minha decepção. Esperava muito mais desse suspense do que de filmes obviamente estúpidos como são quase todas as produções de terror adolescente, onde este não se encaixa. Ao ir ao cinema esperava mais do que meninas demoníacas com longos cabelos pretos sobre a cara, um roteiro raso, atores péssimos, uma direção irregular e um exagero sádico por mostrar cenas sanguinolentamente desnecessárias.
Mas seria injusto condena-lo ao ostracismo e rotula-lo como “Trash” pois não é o caso. Agora que já falei dos defeitos posso me concentrar em suas qualidade. Após ler essa última parte fico ainda mais decepcionado, pois vejo um enorme desperdício de potencial.
Gostaria de dizer que a ambientação é excelente, mas ela é resultado do incrível trabalho de Carol Spier no design. A cidade de Silent Hill é soberba, enevoada, coberta de cinzas e sempre assustadora, ainda mais quando temos sua perspectiva infernal. Apesar das transformações que seguem o toque da sirene serem desnecessárias o visual da Dark Silent Hill é ainda mais arrepiante. Qualquer pessoa presa em um lugar desses enlouqueceria como ocorre com personagens.
Os monstros são espetaculares, assustam não apenas com seu aspecto nauseante, mas também por seus rostos sem face e movimentos erráticos que dão um sentimento de dor e sofrimento, como se todos fossem almas aprisionadas naqueles corpos decadentes. Toda a cena em que somos apresentados a um novo tipo assustador é um show à parte. Temos um zelador com a cabeça e as pernas amarradas com arame farpado, enfermeiras desfiguradas, crianças queimando eternamente, um carrasco com elmo de pirâmide entre outros. Nesse sentido o fascínio do diretor pelo visual e pelo material original ajudou a criar uma ligação que qualquer pessoa que tenha visto o jogo por mais do que quinze minutos reconheceria e que não jogou com certeza se surpreenderá.
Repare como a roupa da Rose vai escurecendo durante a projeção, foram usadas mais de 100 vestimentas diferentes para fazer esse efeito de modo sutil, é esse tipo de cuidado que permeia toda a estética de “Terror em Silent Hill”.
Os efeitos especiais são irregulares, em alguns momentos são geniais funcionando muito bem na escuridão da Dark Silent Hill
Existe mais uma característica que considero um defeito grave, que é a superexposição da platéia ao sadismo do diretor, a fotografia de Dan Laustsen é muito eficaz se esta era a intenção, e ela funciona claustrofóbicamente bem durante toda a projeção. Existe um uso exagerado de sangue por todos os lados, como em Kill Bill, em ambos os casos é possível escutar risos na sala de exibição a diferença era que esta era a intenção do filme do Tarantino. Pensei que o diretor havia aprendido com o seu ótimo Pacto dos Lobos que não mostrar às vezes é mais assustador que mostrar. Veja a cena do corpo no banheiro, ela funciona bem, pois nunca temos uma cena panorâmica ou em detalhes, vemos uma mão, vemos a cabeça, mas nunca o corpo inteiro, assim o impacto de vermos o corpo inteiro mais adiante na projeção é muito maior. Infelizmente esta boa cena é exceção, em todas as outras somos apresentados ao lado mais grotesco que nos elimina qualquer possibilidade de deixar nossa imaginação trabalhar, ela geralmente é muito mais assustadora que qualquer coisa que os cineastas conseguem colocar na tela. Apesar de algumas pessoas poderem gostar do modo ultraviolento em que são apresentadas as mortes com muito sangue e tripas (como em “O Albergue” e “Premonição” e suas continuações), a maioria achará ofensivo no mínimo e possivelmente sairá com uma sensação de repulsa caso tenha um estômago mais fraco.
O destino final sobre o destino de Rose, Sharon e Alessa é muito interessante evitando o tradicional fim bobo que normalmente acontece em Hollywood.
Assim para aprecia-lo se deve esquecer qualquer presunção sobre a trama, pois ela só atrapalha os aspectos técnicos e visuais, que é onde está o melhor da exibição. Infelizmente não posso relevar os aspectos em que a película peca, mas ainda assim se você não se assusta com cenas fortes e quer ver um filme de terror este é infinitamente melhor que a qualquer um do gênero lançado este ano e merece uma conferida, nem que seja só para admirar o visual, mas se tiver uma chance o jogo é bem melhor. Já se você tem um estômago fraco ou procura algo com mais conteúdo deveria ficar longe deste filme, ou de qualquer um do gênero por assim dizer.
5/10
Saturday, August 05, 2006
Thursday, August 03, 2006
Médicos sem fronteiras
Dizer como a guerra é uma coisa absurda no mundo de hoje é um lugar comum. Mas realmente continuo me surpreendendo com as coisas que aceitam como normal.
Crimes de guerra. Isso já é um conceito absurdo, criamos uma categoria de ações que são consideradas crimes num lugar em que dois jovens de dezoito anos se esfaquearem até a morte não é um. Interessante.

Crime de guerra: Atacar uma unidade neutra de ajuda humanitária. Se qualquer lado fizer algo do gênero será punido. Claro que faz todo sentido punir alguém por isto, como também faz todo sentido punir alguém por bombardear um prédio, mas isso é considerado aceitável.
Não posso deixar de notar quão absurda é uma situação em que seja necessária a intervenção de um grupo humanitário como os Médicos Sem Fronteiras. É realmente bizarro um mundo em que ele precise existir.
Imagine uma batalha entre dois traficantes em uma favela, depois de horas de tiros e mortes paira uma certa calmaria. Assim no dia seguinte um grupo de médicos vai a um lado e trata dos feridos, e depois vai ao outro lado cuidar dos outros. No outro dia eles voltam a se matar mais um pouquinho, os médicos vão lá e curam mais um pouquinho, no dia seguinte eles se matam ainda mais e os médicos vão lá de novo e...
Não, devo admitir que isso nunca aconteceria na rocinha, eles matariam os médicos que se atrevessem a ir ajudar o outro lado, afinal, ele está ajudando o inimigo! Isso evidentemente porque os traficantes não vivem num mundo livre, democrático, não são civilizados como nós a ponto de permitir que médicos venham ajudar enquanto nos matamos. Apesar de apoiar fortemente estes grupos, vejo que suas ações serem aceitas pelo mundo sejam uma comprovação de que sancionamos estas guerras. Obviamente a solução não é bani-los, mas pelo contrário, banir as guerras. Se eu dissesse que estamos longe desse objetivo estaria sendo otimista por considerar que a humanidade possa viver num mundo sem guerras.
Claro que sei que nem os israelenses nem os "Hezbollenses" gostam da idéia de ajuda humanitária para o outro, mas devido à pressão internacional não tem muita escolha. Também devo ressaltar que um lado irá requerer muito mais ajuda, pois se o abastado estado de Israel sofreu algumas causalidades tivemos um pequeno massacre no lado libanês. E se o primeiro tem plenos recursos e infraestrutura para cuidar disso, o segundo não tem quase nenhum hospital inteiro no sul. Há apenas três meses atrás o sul do Líbano tinha uma ótima infra-estrutura para um pobre país árabe que ainda está se curando das cicatrizes de uma guerra, mas que hoje sumiu misteriosamente. É uma pena que a parte mais louvavel do trabalho do Hezbollah na região tenha sido reduzida a escombros. Suor de uma década apagado com sangue em um mês.
Como sempre, o lado mais fraco é o que padece mais, e não estou me referindo ao Hezbollah nem ao Líbano. Como vi um angolano falando hoje, "quando dois elefantes lutam, quem mais sofre é a grama". Perfeito não?
Criamos regras para aceitar a matança entre países. Discutir sobre se isso ou aquilo é antiético num ambiente de guerra total, foge a minha compreensão. Mas devemos nos adaptar aos tempos pra fazer o que é necessário neste instante, abandonar o pensamento por demais idealista de parar a guerra e levar nossos médicos, nossos voluntários, nossos diplomatas, quem puder ser de alguma ajuda, até nosso dinheiro, mas isso também já seria idealista demais pra pedir em uma sociedade capitalista como a nossa. O problema que estou falando é outro, devemos fazer o possível para ajudar mais sem esquecer que devemos lutar pelo objetivo maior de parar essas guerras insanas (existe outro tipo?). Lutar para melhorar o sistema que apóia este tipo de atitude, deixando claro que não aceitamos estas lutas, que não sancionamos estas batalhas, ajudamos, mas não apoiamos. Mesmo que aquele acéfalo sentado no trono dos Estado Unidos ache tudo isso normal, as organizações humanitárias como "Médicos Sem Fronteiras" não acham. Mas enquanto não tem escolha, lhes resta apenas tratar dos feridos e por mais vezes que um médico normal sepultar os mortos.
Sei que nossa dita civilização só existe por causa de um uso extremo da hipocrisia, mas esses fatos me levam a temer ela seja fundamentada nisso.
"What do I think about civilization? I think it's a great idea; why doesn't someone start one?"
-Attributed to G. K Chesterton
Crimes de guerra. Isso já é um conceito absurdo, criamos uma categoria de ações que são consideradas crimes num lugar em que dois jovens de dezoito anos se esfaquearem até a morte não é um. Interessante.

Crime de guerra: Atacar uma unidade neutra de ajuda humanitária. Se qualquer lado fizer algo do gênero será punido. Claro que faz todo sentido punir alguém por isto, como também faz todo sentido punir alguém por bombardear um prédio, mas isso é considerado aceitável.
Não posso deixar de notar quão absurda é uma situação em que seja necessária a intervenção de um grupo humanitário como os Médicos Sem Fronteiras. É realmente bizarro um mundo em que ele precise existir.
Imagine uma batalha entre dois traficantes em uma favela, depois de horas de tiros e mortes paira uma certa calmaria. Assim no dia seguinte um grupo de médicos vai a um lado e trata dos feridos, e depois vai ao outro lado cuidar dos outros. No outro dia eles voltam a se matar mais um pouquinho, os médicos vão lá e curam mais um pouquinho, no dia seguinte eles se matam ainda mais e os médicos vão lá de novo e...
Não, devo admitir que isso nunca aconteceria na rocinha, eles matariam os médicos que se atrevessem a ir ajudar o outro lado, afinal, ele está ajudando o inimigo! Isso evidentemente porque os traficantes não vivem num mundo livre, democrático, não são civilizados como nós a ponto de permitir que médicos venham ajudar enquanto nos matamos. Apesar de apoiar fortemente estes grupos, vejo que suas ações serem aceitas pelo mundo sejam uma comprovação de que sancionamos estas guerras. Obviamente a solução não é bani-los, mas pelo contrário, banir as guerras. Se eu dissesse que estamos longe desse objetivo estaria sendo otimista por considerar que a humanidade possa viver num mundo sem guerras.
Claro que sei que nem os israelenses nem os "Hezbollenses" gostam da idéia de ajuda humanitária para o outro, mas devido à pressão internacional não tem muita escolha. Também devo ressaltar que um lado irá requerer muito mais ajuda, pois se o abastado estado de Israel sofreu algumas causalidades tivemos um pequeno massacre no lado libanês. E se o primeiro tem plenos recursos e infraestrutura para cuidar disso, o segundo não tem quase nenhum hospital inteiro no sul. Há apenas três meses atrás o sul do Líbano tinha uma ótima infra-estrutura para um pobre país árabe que ainda está se curando das cicatrizes de uma guerra, mas que hoje sumiu misteriosamente. É uma pena que a parte mais louvavel do trabalho do Hezbollah na região tenha sido reduzida a escombros. Suor de uma década apagado com sangue em um mês.
Como sempre, o lado mais fraco é o que padece mais, e não estou me referindo ao Hezbollah nem ao Líbano. Como vi um angolano falando hoje, "quando dois elefantes lutam, quem mais sofre é a grama". Perfeito não?
Criamos regras para aceitar a matança entre países. Discutir sobre se isso ou aquilo é antiético num ambiente de guerra total, foge a minha compreensão. Mas devemos nos adaptar aos tempos pra fazer o que é necessário neste instante, abandonar o pensamento por demais idealista de parar a guerra e levar nossos médicos, nossos voluntários, nossos diplomatas, quem puder ser de alguma ajuda, até nosso dinheiro, mas isso também já seria idealista demais pra pedir em uma sociedade capitalista como a nossa. O problema que estou falando é outro, devemos fazer o possível para ajudar mais sem esquecer que devemos lutar pelo objetivo maior de parar essas guerras insanas (existe outro tipo?). Lutar para melhorar o sistema que apóia este tipo de atitude, deixando claro que não aceitamos estas lutas, que não sancionamos estas batalhas, ajudamos, mas não apoiamos. Mesmo que aquele acéfalo sentado no trono dos Estado Unidos ache tudo isso normal, as organizações humanitárias como "Médicos Sem Fronteiras" não acham. Mas enquanto não tem escolha, lhes resta apenas tratar dos feridos e por mais vezes que um médico normal sepultar os mortos.
Sei que nossa dita civilização só existe por causa de um uso extremo da hipocrisia, mas esses fatos me levam a temer ela seja fundamentada nisso.
"What do I think about civilization? I think it's a great idea; why doesn't someone start one?"
-Attributed to G. K Chesterton
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