Tuesday, February 15, 2011
Dá vontade de votar nesse cara pra qualquer coisa
http://mais.uol.com.br/view/eluo61g323xq/barack-obama-0402366CC8811366?types=A
Monday, January 24, 2011
Locked
In the midst of reckless speeches, jailed ideas which never saw the light of the sun escape from the prison of manners we build around ourselves. The key to unpronounceable words, the latin river who enter my body and ensnare my soul, obliterated the lock that should not be...
A simple exchange, a small joke. Is that how far my liquorish empowered mind can take me?
How could you misinterpreted this words?
How?
A tiny clue to the vastness that lie hidden.
How long will I endure this farce?
A simple exchange, a small joke. Is that how far my liquorish empowered mind can take me?
How could you misinterpreted this words?
How?
A tiny clue to the vastness that lie hidden.
How long will I endure this farce?
Saturday, March 14, 2009
Crítica a Watchmen
Existem duas críticas do filme, uma para os que apreciam a história original e outra para os que não a leram.
Aos não iniciados faço-lhes um pedido, filme exige um certo comprometimento. Não estou pedindo para serem condescendentes e perdoarem seus defeitos, que sem dúvida existem, mas para embarcarem nessa visão simplesmente pelo fato de que se não o fizeram não conseguirão aproveitar o filme, nem vale a pena ir vê-lo, perda de tempo. Existem tantos filmes melhores em cartaz que passar três horas assistindo apenas para execra-lo na saída me parece masoquista.
É um símbolo, todo ele. É um filme de super-heróis, não vou negar, mas ao contrário de “Homem-Aranha 3”, “Superman Returns” e outros este não é um exemplar do gênero e sim uma critica do gênero. Cada cena é um tapa no que vc esperaria de um filme de quadrinhos. Quando se vê a fortaleza do vilão você pode até pensar “bah, já vi isso antes”, é essa a idéia, a cena provoca a sua memória a relembrar de todos os clichês do gênero, mas debaixo desse clichê não está seu vilão usual, por trás daquele uniforme não está o que se espera e sim uma afronta ao que se espera. Moore escreveu essa história em função do desgosto que sentia por histórias em quadrinhos em que aqueles personagens idealizados e símbolo se tornavam cada vez mais reais. O problema é que personagens reais como o Batman de “Dark Knight”, seu mais recente filme, ainda são super-heróis e isso para Moore era idiota. Então se você ri ao ver o uniforme do Coruja ou até ao escutar esse nome, parabéns, está no caminho certo. A idéia é que essas pessoas não deveriam ser reais, heróis pertencem ao mundo das idéias, se existissem seriam como no filme, falhos, problemáticos e fundamentalmente anti-heróicos. Ao acreditarmos e esperarmos heróis desse filme recebemos a fala do mais heróico herói do filme como resposta, “Ora Daniel, cresça!”. E essa é a resposta a todos os fãs, sejam do Super-Homem, sejam de Barack Obama. O mundo não será salvo por heróis. Triste a nação que precisa de heróis e aparentemente os Estados Unidos o são, isso é simbolizado pelo comediante, um patriota niilista que nesse paradoxo escancara o paradoxo do próprio sonho americano.
Poderia continuar a divagar em detalhes mas parte do prazer de assistir ao filme vem de você pegar cada um deles por si mesmo. Como disse, ele longe de ser perfeito, muitas passagens soam simplistas, superficiais e perderam o significado que possuem no original mas não peço para ignorar essas partes e sim para ver além de uma história de heróis de colante e enxergar o simbolismo que permeia toda esta história.
Agora, a crítica aos que gostaram da original de Alan Moore. Aos xiitas não vou perder meu tempo explicando porque o final está perfeito, porque tal trama não cabia no filme e porque as microscópicas mudanças nos personagens foram todas feitas com tato (fora as que eu criticarei adiante obviamente). Ao analisar o filme como uma adaptação muda-se totalmente a perspectiva. “Manteve-se a idéia original?” “O clima é o mesmo?” “O passo o mesmo?” “O estilo?”.
Adaptar esse monstro de doze edições com mil detalhes e símbolos gráficos é quase impossível, quando ouvi pela primeira vez fui cético ao extremo, ao ver que Snyder era o diretor fiquei ainda mais abismado, se ele não havia conseguido transformar a obviamente cinematográfica obra de Frank Miller com precisão e fidelidade como iria conseguir com a infinitamente superior e complexa obra de Moore? Fui surpreendido é claro, nos mínimos detalhes foi feita a transposição, dos ângulos de câmera aos diálogos, do design as cores, do clima ao final. Tudo feito com uma fidelidade exagerada até em certas cenas em que poderia ter se aproveitado o potencial da mídia mais dinâmica como o cinema e manteve-se o passo lento da HQ.
A reverência do diretor ao original fez bem ao filme que ao meu ver apresenta uma tendência similar a 300 , suas melhores partes são quando não se distancia de sua fonte de inspiração, quando o faz, tragédia! Aqui nem tanto, algumas mudanças (como o já comentado final, o design de certos personagens, etc.) não passam de detalhes que se encaixam como uma luva e em sua tentativa de se manter fiel segue o caminho seguro (e arriscado como cineasta) de não mexer em time que está ganhando. Não tentar colocar braços na Vênus de Milo. E assim mais acerta do que erra conseguindo em muitas cenas manter a qualidade do livro.
Já mostrei minha admiração pelo modo como foi tratada a adaptação, agora, as críticas. A história se passa de maneira rápida, rápida demais, não há tempo ao espectador médio de se acostumar ao volume de informações jogadas na tela sem ter lido a história. Claro que feito de outra forma seria uma novela da globo ou apenas uma edição da revista.
Transformar as cenas de ação crua em cenas de ação “cinematográficas!!” machucou ao filme, as acho bem executadas e divertidas, até dão uma acelerada ao filme e nunca são colocadas gratuitamente em pontos em que elas não existiam. Infelizmente em sua tentativa de agradar vários públicos o diretor desumaniza os personagens transformando-os na caricatura de super-herói que Moore tanto evita. Isso se revela apoteoticamente na cena em que Adrian recebe um tiro e para com a mão, no quadrinho fica claro o quanto isso foi impressionante, quase absurdo, o próprio Veidt admite. No filme parece natural, qualquer espectador não iniciado não irá duvidar que Rorschach e o Coruja possam fazer o mesmo facilmente. De fato o filme todo perde seu contato com a humanidade com as cenas do cotidiano retiradas, elas tão importantes a ambientação da história também foram vítimas da sala de edição.
Outra falha perigosa, a origem de Adrian que corresponde a edição 11 inteira aparece totalmente picotada, a origem de todos os outros estão lá misturadas ao enredo. Vários detalhes foram cortados mas este em particular causa um rombo no filme pois Adrian é revelado a força motriz por trás de tudo e sem conhecermos suas motivações não compreendemos seu plano e por conseqüência a trama inteira. Até a loucura do Comediante parece estranha em retrospecto. Admito, não sei como Snyder deveria colocar essa parte em suas quase três horas de filme. Não se pode colocar no começo pois estragaria a surpresa do final e colocar junto a revelação iria matar o passo já lento do filme. Difícil essa, mas mesmo sem ter uma solução eu anoto o defeito.
De resto posso reclamar de uma ou outra música mal utilizada (Hallelujah salta a mente) mas o filme está ótimo. Mesmo que Scorsese ou Spielberg aceitassem o abacaxi de dirigir essa adaptação ela não seria tão fiel e orgânica. Quem sabe fosse melhor mas daí seria diferente. Um bom diretor não se sentaria amarrado ao original em detrimento de seu próprio trabalho. É este é o filme, herói e vítima de sua própria fidelidade ao original.
Aos não iniciados faço-lhes um pedido, filme exige um certo comprometimento. Não estou pedindo para serem condescendentes e perdoarem seus defeitos, que sem dúvida existem, mas para embarcarem nessa visão simplesmente pelo fato de que se não o fizeram não conseguirão aproveitar o filme, nem vale a pena ir vê-lo, perda de tempo. Existem tantos filmes melhores em cartaz que passar três horas assistindo apenas para execra-lo na saída me parece masoquista.
É um símbolo, todo ele. É um filme de super-heróis, não vou negar, mas ao contrário de “Homem-Aranha 3”, “Superman Returns” e outros este não é um exemplar do gênero e sim uma critica do gênero. Cada cena é um tapa no que vc esperaria de um filme de quadrinhos. Quando se vê a fortaleza do vilão você pode até pensar “bah, já vi isso antes”, é essa a idéia, a cena provoca a sua memória a relembrar de todos os clichês do gênero, mas debaixo desse clichê não está seu vilão usual, por trás daquele uniforme não está o que se espera e sim uma afronta ao que se espera. Moore escreveu essa história em função do desgosto que sentia por histórias em quadrinhos em que aqueles personagens idealizados e símbolo se tornavam cada vez mais reais. O problema é que personagens reais como o Batman de “Dark Knight”, seu mais recente filme, ainda são super-heróis e isso para Moore era idiota. Então se você ri ao ver o uniforme do Coruja ou até ao escutar esse nome, parabéns, está no caminho certo. A idéia é que essas pessoas não deveriam ser reais, heróis pertencem ao mundo das idéias, se existissem seriam como no filme, falhos, problemáticos e fundamentalmente anti-heróicos. Ao acreditarmos e esperarmos heróis desse filme recebemos a fala do mais heróico herói do filme como resposta, “Ora Daniel, cresça!”. E essa é a resposta a todos os fãs, sejam do Super-Homem, sejam de Barack Obama. O mundo não será salvo por heróis. Triste a nação que precisa de heróis e aparentemente os Estados Unidos o são, isso é simbolizado pelo comediante, um patriota niilista que nesse paradoxo escancara o paradoxo do próprio sonho americano.
Poderia continuar a divagar em detalhes mas parte do prazer de assistir ao filme vem de você pegar cada um deles por si mesmo. Como disse, ele longe de ser perfeito, muitas passagens soam simplistas, superficiais e perderam o significado que possuem no original mas não peço para ignorar essas partes e sim para ver além de uma história de heróis de colante e enxergar o simbolismo que permeia toda esta história.
Agora, a crítica aos que gostaram da original de Alan Moore. Aos xiitas não vou perder meu tempo explicando porque o final está perfeito, porque tal trama não cabia no filme e porque as microscópicas mudanças nos personagens foram todas feitas com tato (fora as que eu criticarei adiante obviamente). Ao analisar o filme como uma adaptação muda-se totalmente a perspectiva. “Manteve-se a idéia original?” “O clima é o mesmo?” “O passo o mesmo?” “O estilo?”.
Adaptar esse monstro de doze edições com mil detalhes e símbolos gráficos é quase impossível, quando ouvi pela primeira vez fui cético ao extremo, ao ver que Snyder era o diretor fiquei ainda mais abismado, se ele não havia conseguido transformar a obviamente cinematográfica obra de Frank Miller com precisão e fidelidade como iria conseguir com a infinitamente superior e complexa obra de Moore? Fui surpreendido é claro, nos mínimos detalhes foi feita a transposição, dos ângulos de câmera aos diálogos, do design as cores, do clima ao final. Tudo feito com uma fidelidade exagerada até em certas cenas em que poderia ter se aproveitado o potencial da mídia mais dinâmica como o cinema e manteve-se o passo lento da HQ.
A reverência do diretor ao original fez bem ao filme que ao meu ver apresenta uma tendência similar a 300 , suas melhores partes são quando não se distancia de sua fonte de inspiração, quando o faz, tragédia! Aqui nem tanto, algumas mudanças (como o já comentado final, o design de certos personagens, etc.) não passam de detalhes que se encaixam como uma luva e em sua tentativa de se manter fiel segue o caminho seguro (e arriscado como cineasta) de não mexer em time que está ganhando. Não tentar colocar braços na Vênus de Milo. E assim mais acerta do que erra conseguindo em muitas cenas manter a qualidade do livro.
Já mostrei minha admiração pelo modo como foi tratada a adaptação, agora, as críticas. A história se passa de maneira rápida, rápida demais, não há tempo ao espectador médio de se acostumar ao volume de informações jogadas na tela sem ter lido a história. Claro que feito de outra forma seria uma novela da globo ou apenas uma edição da revista.
Transformar as cenas de ação crua em cenas de ação “cinematográficas!!” machucou ao filme, as acho bem executadas e divertidas, até dão uma acelerada ao filme e nunca são colocadas gratuitamente em pontos em que elas não existiam. Infelizmente em sua tentativa de agradar vários públicos o diretor desumaniza os personagens transformando-os na caricatura de super-herói que Moore tanto evita. Isso se revela apoteoticamente na cena em que Adrian recebe um tiro e para com a mão, no quadrinho fica claro o quanto isso foi impressionante, quase absurdo, o próprio Veidt admite. No filme parece natural, qualquer espectador não iniciado não irá duvidar que Rorschach e o Coruja possam fazer o mesmo facilmente. De fato o filme todo perde seu contato com a humanidade com as cenas do cotidiano retiradas, elas tão importantes a ambientação da história também foram vítimas da sala de edição.
Outra falha perigosa, a origem de Adrian que corresponde a edição 11 inteira aparece totalmente picotada, a origem de todos os outros estão lá misturadas ao enredo. Vários detalhes foram cortados mas este em particular causa um rombo no filme pois Adrian é revelado a força motriz por trás de tudo e sem conhecermos suas motivações não compreendemos seu plano e por conseqüência a trama inteira. Até a loucura do Comediante parece estranha em retrospecto. Admito, não sei como Snyder deveria colocar essa parte em suas quase três horas de filme. Não se pode colocar no começo pois estragaria a surpresa do final e colocar junto a revelação iria matar o passo já lento do filme. Difícil essa, mas mesmo sem ter uma solução eu anoto o defeito.
De resto posso reclamar de uma ou outra música mal utilizada (Hallelujah salta a mente) mas o filme está ótimo. Mesmo que Scorsese ou Spielberg aceitassem o abacaxi de dirigir essa adaptação ela não seria tão fiel e orgânica. Quem sabe fosse melhor mas daí seria diferente. Um bom diretor não se sentaria amarrado ao original em detrimento de seu próprio trabalho. É este é o filme, herói e vítima de sua própria fidelidade ao original.
Monday, March 10, 2008
Woody Allen Personal Retrospective
Annie Hall .10/10
Manhattan .8/10
Hannah´s Sisters .8/10
The Purple Rose of Cairo .9/10
New York Stories .7/10
Crimes and Misdemeanors .10/10
Husbands and Wives .7/10
Mighty Aphrodite .8/10
Everyone Says I Love You .8/10
Deconstructing Harry .8/10
Antz .7/10
Sweet and Lowdown .6/10
Small Time Crooks .6/10
Cassandra's Dream .6/10
The Curse of the Jade Scorpion .6/10
Hollywood Ending .6/10
Melinda and Melinda .7,5/10
Match Point .10/10
Scoop .7/10
Manhattan .8/10
Hannah´s Sisters .8/10
The Purple Rose of Cairo .9/10
New York Stories .7/10
Crimes and Misdemeanors .10/10
Husbands and Wives .7/10
Mighty Aphrodite .8/10
Everyone Says I Love You .8/10
Deconstructing Harry .8/10
Antz .7/10
Sweet and Lowdown .6/10
Small Time Crooks .6/10
Cassandra's Dream .6/10
The Curse of the Jade Scorpion .6/10
Hollywood Ending .6/10
Melinda and Melinda .7,5/10
Match Point .10/10
Scoop .7/10
Steven Spielberg Personal Retrospective
Jaws .6/10
Raiders of the Lost Ark .7/10
E.T. the Extra-Terrestrial .7/10
Twilight Zone: The Movie .6/10
Indiana Jones and the Temple of Doom .7,5/10
Indiana Jones and the Last Crusade .7/10
Hook (1991) .7/10
Jurassic Park (1993) .9/10
Schindler's List (1993) .9/10
The Lost World: Jurassic Park (1997) .4/10
Amistad (1997) .8/10
Saving Private Ryan (1998) .8/10
Artificial Intelligence: A.I. (2001) .6/10
Minority Report (2002) .7/10
Catch Me if You Can (2002) .8/10
The Terminal (2004) .6/10
War of the Worlds (2005) .6/10
Munich (2005) .8/10
Raiders of the Lost Ark .7/10
E.T. the Extra-Terrestrial .7/10
Twilight Zone: The Movie .6/10
Indiana Jones and the Temple of Doom .7,5/10
Indiana Jones and the Last Crusade .7/10
Hook (1991) .7/10
Jurassic Park (1993) .9/10
Schindler's List (1993) .9/10
The Lost World: Jurassic Park (1997) .4/10
Amistad (1997) .8/10
Saving Private Ryan (1998) .8/10
Artificial Intelligence: A.I. (2001) .6/10
Minority Report (2002) .7/10
Catch Me if You Can (2002) .8/10
The Terminal (2004) .6/10
War of the Worlds (2005) .6/10
Munich (2005) .8/10
Coen Brothers Personal Retrospective
Burn After Reading .08/10
Miller's Crossing .10/10
Barton Fink .07/10
The Hudsucker Proxy .07/10
Fargo .08/10
O Brother, Where Art Thou? .08/10
The Man Who Wasn't There .07/10
Intolerable Cruelty .06/10
The Ladykillers .07/10
No Country for Old Men .09/10
Paris, je t'aime (Tuileries) .09/10
Miller's Crossing .10/10
Barton Fink .07/10
The Hudsucker Proxy .07/10
Fargo .08/10
O Brother, Where Art Thou? .08/10
The Man Who Wasn't There .07/10
Intolerable Cruelty .06/10
The Ladykillers .07/10
No Country for Old Men .09/10
Paris, je t'aime (Tuileries) .09/10
Tuesday, January 01, 2008
Livros em 2007
Understanding Comics (ou "Desvendando Quadrinhos") by Scott McCloud
Extraordinário livro sobre história desta arte e da arte em geral. Também tem ótimas excursões sobre o comportamento e mente humana.
Poesia Completa de Alberto Caeiro de Fernando Pessoa
Excelente, incrível, Obra Prima
Eu e Outras Poesias de Augusto dos Anjos
Decepcionante, esperava um Baudelaire brasileiro, como me foi descrito. Mas ainda é bom.
Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis
Fantástico, expoente da literatura brasileira.
Im Westen nichts Neues (ou "Nada de Novo no Front") by Erich Maria Remarque
Surpreendente, um das mais caústicos livros sobre a guerra já escrito. É ainda mais forte pelo seu tom lacônico que torna as cenas em meras descrições amorais, conseqüentemente dando um ar ainda mais louco para aquelas insanidades. Como um Napoleão moderno que se recusa a se ver como louco e se torna sua loucura mais evidente.
Welcome to the Monkey House (ou "Mundo Louco ou Bem Vindo a Casa dos Macacos") by Kurt Vonnegut
Muito bom, excelentes história.
The Machineries of Joy (ou "As Máquinas do Prazer") by Ray Bradbury
Tem boas histórias, meio louco. As vezes ruim, as vezes bons. interessante
The Left Hand of Darkness (ou " A Mão Esquerda da Escuridão") by Ursula K.Le Guin
Ficção científica feminista? Bahh, não podia dar certo. O livro até tem suas boas partes.
The man who mistook his wife for a hat (ou "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu") by Oliver Sacks
Genial, genial, genial, genial, genial.
Das Parfum (ou "O Perfume: a História de um Assassino") by Patrick Suskind
Excelente contador de história, meio absurdo mas você tem que entrar nessa pira pra aproveitar a viagem. Diferente. Vale a pena.
The Orchid Thief by Susan Orlean
Não terminei. Achei simplório.
Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago
Muito decepcionante. Magistralmente escrito.
Lucia McCartney de Rubem Fonseca
Li só alguns, gostei muito da primeira história do Mandrake.
The Alarming History of Medicine : Amusing Anecdotes from Hippocrates to Heart Transplants (ou "A Assustadora História da Medicina") by Richard Gordon
Prolixo demais, cheio de referências imbecis a datas, nomes e invenções que não me interessam nem um pouco.
War of the Worlds by H. G. Wells
Surpreendentemente bom. Wells foi um grande escritor e permanece uma excelente leitura sobre a guerra até hoje.
The Quiet American (ou "O Americano Tranqüilo") by Graham Greene
Li em dois dias, fácil de ler, interessante. Cínico como eu.
Persepolis by Marjane Satrapi
Muito bom, uma mistura de Mafalda e Maus, divertido e fortemente crítico.
Corto Maltese by Hugo Pratt
Bom storytelling.
The Moral Animal (ou "O Animal Moral") by Robert Wright
Into Thin Air (ou "No Ar Rarefeito") by Jon Krakauer
The Island (ou "A Ilha") by Aldous Huxley
Horrível. Me doeu chegar ao fim dele, que decepção. Amo o "Admirável Mundo Novo", mas este é muito ruim. Claro, é mais fácil criticar a sociedade do que montar uma que funcione, eu sei que se tentasse iria sair algo tão ruim quanto isso, mas pelo menos eu SEI disso, Huxley não teve tanto senso crítico e até publicou esse devaneio.
Wraith - The Oblivion - Shadow Guide
Mais pesado ainda, um livro sobre a sombra. Não terminei de ler.
Starman 1-28 by James Robinson and Tony Harrys
Desenhos muito bons e texto bem escrito. Pra quem gosta de heróis Starman é um prato cheio, ainda mais pra quem gosta da Era de Ouro, ou pelo menos da época da 2 guerra.
Shatterpoint by Matthew Stover
Stover é um estranho no ninho, adora mexer na ferida. Um dos melhores livros que li nesse universo. Isso porque o autor tem uma opinião parecida com a minha, mais drástica e pessimista do mundo. É um estraga-prazeres entrando o mundo idílico de George Lucas. Com certeza interessante, mas Traitor é melhor.
The Island of the Colorblind (or "A Ilha dos Daltônicos") by Oliver Sacks
Um livro basicamente sobre botânica. Não seja enganado pela premissa interessante de Sacks, é um livro sobre amor as plantas. Tem pessoas muito interessantes no meio mas Oliver parece achar que são os vegetais os protagonistas. Não que isso torne o livro ruim, apenas piores que os outros geniais do autor. São na realidade duas noveletas, sendo a mais curta na ilha dos daltônicos, na qual menos de 10% da população o é, ainda assim número elevado. Fala mais sobre os problemas sociais destas pessoas que outra coisa. É um ótimo livro de descrição desses lugares esquecidos, um livro de viagem bom, mas não se esqueça. É sobre plantas. (muito boa a parte que ele toma o extrato da planta, muito boa)
On the Road (ou "Pé na Estrada")by Jack Kerouac
Livro difícil de ler. Mas não só isso, se fosse só difícil eu teria lido até o fim. Achei chato mesmo. Inclusive achei as pessoas tão desinteressantes a ponto de me desencorajar não só de terminar a leitura como de viajar pelo mundo. VOu tentar de novo no futuro.
Uma Curiosa Aventura e outros contos de Mark Twain
Livreto de bolso mesmo que comprei por um real tem 4 histórias. Surpreendentemente boas, apenas a última aparentemente de não ficção é fraca. Destaque para a primeira, divertida, de fácil leitura e inteligente. Boa pra alguém que não gosta de ler começar a gostar. Vou comprar a edição em inglês.
Hamlet by Willian Shakespeare
Gosto de Shakespeare. É difícil ler Hamlet fazendo uma análise crítica, todos os monólogos parecem frase de efeito que ouvi em algum lugar. A tradução que li não parecia boa e tem partes que não conseguiram me inspirar e que me parecem bobas. Provavelmente não entendi o que o autor quis dizer, afinal é Shakespeare. Mas sempre devemos ler com a época em perspectiva pois muito do livro se perdeu completamente, como a crítica ao teatro da época que permeia grande parte da peça me irritou consideralvelmente pela sua desatualização. Claro, estou fazendo está crítica porque falar bem de Hamlet é lugar comum.
De Vagões e Vagabundos de Jack London .7/10
Reli este interessante livro de Jack London, um dos primeiros livros que li na vida e na época pouco entendi (12 anos). Agora compreendo mais, entretanto algumas partes ainda são muito confusas, quem sabe a tradução seja ruim. Não entendi direito como ele dormia naqueles trens. Como é uma autobiografia tem histórias curiosas a ponto de serem absurdas, e por isso reais. Pra quem gosta do tema, vivendo a vida, mendigos, caroneiros, viagens, vale a pena.
The Call of the Wild (ou "Chamado da Floresta") by Jack London .7/10
Me decepcionei muito com livros este ano, não sei o que espero deles. Este é outro, não é ruim, mas sua natureza episódica me incomodou assim como linguagem simples e direta demais. Comprei uma edição infanto-juvenil dele e faz jus a seu tratamento, é uma história para adolescentes. Tem partes inspiradoras mas também qual não tem? Além do mais eu estava querendo ser inspirado.
Seinlanguage (ou "O Melhor Livro Sobre Nada") by Jerry Seinfeld .9/10
Um livro de piadas de situação retiradas de monólogos do Seinfeld. Várias muito boas mas ainda esperava mais do que considero o mestre da comédia de situação. O livro parece que foi feito simplesmente para lucrar na fama do autor colocando um monte de material reciclado da série, é basicamente um livro "best of" com pouco desenvolvimento. Vale pra quem é fã.
Into the Wild (ou "Na Natureza Selvagem") by Jon Krakauer .10/10
Não ficção é o que há de bom. Krakauer é um mestre na literatura jornalística misturando sua opinião, filosofia e fatos, tudo num milk-shake tão homogêneo que nem se vê onde começa um e termina outro. A história de McCandless é muito interessante e não só me inspirou como me levou a ler Jack Londo, Henry Thoreau, Mark Twain e outros.
The Doors of Perception (ou "As Portas da Percepção) by Aldous Huxley .8/10
Heaven and Hell (ou "Céu e Inferno") by Aldous Huxley .6/10
Dois livros em um. Se eu esperava mais do "Doors of Perception", o outro é muito ruim. O primeiro tem suas partes interessantes mas ainda é superficial em sua discussão e descrição, mas lembremos quão antigo é este livro, como sua audiência era arisca a esses temas e até podemos entender. Ainda é bem escrito, Huxley é muito bom. Já a segunda me dói de lembrar pois só consigo lembrar das partes super forçadas. Fiquei decepcionado com certeza.
Transmetropolitan by Warren Ellis and Darick Robertson
Excelente Pós-Cyberpunk. Spider Jerusalem é meu tipo de Bastardo. Os desenhos tresloucados de Darick Robertson só são menos doidos que o texto verborrágico, denso e insano de Ellis. Tem seus momentos bons e outros ruins, destaque pra edição numero 7 sobre religião no futuro e aquele sobre as pessoas que foram congeladas e agora reanimadas. Quadrinho genial.
The Flamingo's Smile (ou "O Sorriso do Flamingo") by Stephen Jay Gould
Curioso livro de divulgação científica de biologia. Vários textos retirados de publicações, muitos extremamente interessantes, outros mais arrastados. Passando por temas diversos como evolução e estatísticas de beisebol. Não terminei de ler ainda, falta alguns.
Wraith - The Oblivion
O melhor RPG que existe. Ainda que eu sempre modifique o que não gosto nele essa é a beleza do RPG. É um compendium de ajuda a você contar sua história. Muito forte e com implicações terríveis, pesado, difícil e complicado. Ainda assim recomendo muito para qualquer pessoa com uma familiaridade por Jogos de Adultos (sem ser pornô).
Thank You for Smoking (ou "Obrigado por Fumar") by Christopher Buckley .8/10
Caso muito raro mesmo. Adorei o filme, quando vi o livro na prateleira pensei em quanto mais poderia me divertir lendo-o. Longe de ser ruim, mas bem pior que o filme. É difícil achar pontos em que o livro se sobreponha, a película é superior em passar a mesma mensagem melhor e mais rápido. Claro, meu tipo de humor e recomendo. Mas se estiver pensando em ler, VEJA O FILME!
The Zombie Survival Guide (ou "O Guia de Sobrevivência a Zumbis") by Max Brooks .6/10
Incrivelmente detalhado, verossímil e com certeza fruto de uma pesquisa laboriosa. Ainda assim não chego a ser tão fã de zumbis a ponto de "entrar" na piração desse livro, sem falar que o humor por ele utilizado (deadspam) não me apetece. Recomendo para os fanáticos por zumbis com bastante tempo livre.
Směšné lásky (ou "Risíveis Amores") by Milan Kundera .10/10
Um dos primeiros livros do Kundera, dá pra sentir o tempero que seria "A Insustentável Leveza do Ser". Estórias interessantíssimas que deixam na cabeça a vontade de mais assim como na boca após uma pequena refeição.
Estação Carandiru de Drauzio Varella .9/10
Interessante, por vezes surpreendente. Está aqui mais uma mostra do rico campo da não-ficção magistralmente mostrada por tão talentoso doutor também em letras.
Extraordinário livro sobre história desta arte e da arte em geral. Também tem ótimas excursões sobre o comportamento e mente humana.
Poesia Completa de Alberto Caeiro de Fernando Pessoa
Excelente, incrível, Obra Prima
Eu e Outras Poesias de Augusto dos Anjos
Decepcionante, esperava um Baudelaire brasileiro, como me foi descrito. Mas ainda é bom.
Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis
Fantástico, expoente da literatura brasileira.
Im Westen nichts Neues (ou "Nada de Novo no Front") by Erich Maria Remarque
Surpreendente, um das mais caústicos livros sobre a guerra já escrito. É ainda mais forte pelo seu tom lacônico que torna as cenas em meras descrições amorais, conseqüentemente dando um ar ainda mais louco para aquelas insanidades. Como um Napoleão moderno que se recusa a se ver como louco e se torna sua loucura mais evidente.
Welcome to the Monkey House (ou "Mundo Louco ou Bem Vindo a Casa dos Macacos") by Kurt Vonnegut
Muito bom, excelentes história.
The Machineries of Joy (ou "As Máquinas do Prazer") by Ray Bradbury
Tem boas histórias, meio louco. As vezes ruim, as vezes bons. interessante
The Left Hand of Darkness (ou " A Mão Esquerda da Escuridão") by Ursula K.Le Guin
Ficção científica feminista? Bahh, não podia dar certo. O livro até tem suas boas partes.
The man who mistook his wife for a hat (ou "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu") by Oliver Sacks
Genial, genial, genial, genial, genial.
Das Parfum (ou "O Perfume: a História de um Assassino") by Patrick Suskind
Excelente contador de história, meio absurdo mas você tem que entrar nessa pira pra aproveitar a viagem. Diferente. Vale a pena.
The Orchid Thief by Susan Orlean
Não terminei. Achei simplório.
Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago
Muito decepcionante. Magistralmente escrito.
Lucia McCartney de Rubem Fonseca
Li só alguns, gostei muito da primeira história do Mandrake.
The Alarming History of Medicine : Amusing Anecdotes from Hippocrates to Heart Transplants (ou "A Assustadora História da Medicina") by Richard Gordon
Prolixo demais, cheio de referências imbecis a datas, nomes e invenções que não me interessam nem um pouco.
War of the Worlds by H. G. Wells
Surpreendentemente bom. Wells foi um grande escritor e permanece uma excelente leitura sobre a guerra até hoje.
The Quiet American (ou "O Americano Tranqüilo") by Graham Greene
Li em dois dias, fácil de ler, interessante. Cínico como eu.
Persepolis by Marjane Satrapi
Muito bom, uma mistura de Mafalda e Maus, divertido e fortemente crítico.
Corto Maltese by Hugo Pratt
Bom storytelling.
The Moral Animal (ou "O Animal Moral") by Robert Wright
Into Thin Air (ou "No Ar Rarefeito") by Jon Krakauer
The Island (ou "A Ilha") by Aldous Huxley
Horrível. Me doeu chegar ao fim dele, que decepção. Amo o "Admirável Mundo Novo", mas este é muito ruim. Claro, é mais fácil criticar a sociedade do que montar uma que funcione, eu sei que se tentasse iria sair algo tão ruim quanto isso, mas pelo menos eu SEI disso, Huxley não teve tanto senso crítico e até publicou esse devaneio.
Wraith - The Oblivion - Shadow Guide
Mais pesado ainda, um livro sobre a sombra. Não terminei de ler.
Starman 1-28 by James Robinson and Tony Harrys
Desenhos muito bons e texto bem escrito. Pra quem gosta de heróis Starman é um prato cheio, ainda mais pra quem gosta da Era de Ouro, ou pelo menos da época da 2 guerra.
Shatterpoint by Matthew Stover
Stover é um estranho no ninho, adora mexer na ferida. Um dos melhores livros que li nesse universo. Isso porque o autor tem uma opinião parecida com a minha, mais drástica e pessimista do mundo. É um estraga-prazeres entrando o mundo idílico de George Lucas. Com certeza interessante, mas Traitor é melhor.
The Island of the Colorblind (or "A Ilha dos Daltônicos") by Oliver Sacks
Um livro basicamente sobre botânica. Não seja enganado pela premissa interessante de Sacks, é um livro sobre amor as plantas. Tem pessoas muito interessantes no meio mas Oliver parece achar que são os vegetais os protagonistas. Não que isso torne o livro ruim, apenas piores que os outros geniais do autor. São na realidade duas noveletas, sendo a mais curta na ilha dos daltônicos, na qual menos de 10% da população o é, ainda assim número elevado. Fala mais sobre os problemas sociais destas pessoas que outra coisa. É um ótimo livro de descrição desses lugares esquecidos, um livro de viagem bom, mas não se esqueça. É sobre plantas. (muito boa a parte que ele toma o extrato da planta, muito boa)
On the Road (ou "Pé na Estrada")by Jack Kerouac
Livro difícil de ler. Mas não só isso, se fosse só difícil eu teria lido até o fim. Achei chato mesmo. Inclusive achei as pessoas tão desinteressantes a ponto de me desencorajar não só de terminar a leitura como de viajar pelo mundo. VOu tentar de novo no futuro.
Uma Curiosa Aventura e outros contos de Mark Twain
Livreto de bolso mesmo que comprei por um real tem 4 histórias. Surpreendentemente boas, apenas a última aparentemente de não ficção é fraca. Destaque para a primeira, divertida, de fácil leitura e inteligente. Boa pra alguém que não gosta de ler começar a gostar. Vou comprar a edição em inglês.
Hamlet by Willian Shakespeare
Gosto de Shakespeare. É difícil ler Hamlet fazendo uma análise crítica, todos os monólogos parecem frase de efeito que ouvi em algum lugar. A tradução que li não parecia boa e tem partes que não conseguiram me inspirar e que me parecem bobas. Provavelmente não entendi o que o autor quis dizer, afinal é Shakespeare. Mas sempre devemos ler com a época em perspectiva pois muito do livro se perdeu completamente, como a crítica ao teatro da época que permeia grande parte da peça me irritou consideralvelmente pela sua desatualização. Claro, estou fazendo está crítica porque falar bem de Hamlet é lugar comum.
De Vagões e Vagabundos de Jack London .7/10
Reli este interessante livro de Jack London, um dos primeiros livros que li na vida e na época pouco entendi (12 anos). Agora compreendo mais, entretanto algumas partes ainda são muito confusas, quem sabe a tradução seja ruim. Não entendi direito como ele dormia naqueles trens. Como é uma autobiografia tem histórias curiosas a ponto de serem absurdas, e por isso reais. Pra quem gosta do tema, vivendo a vida, mendigos, caroneiros, viagens, vale a pena.
The Call of the Wild (ou "Chamado da Floresta") by Jack London .7/10
Me decepcionei muito com livros este ano, não sei o que espero deles. Este é outro, não é ruim, mas sua natureza episódica me incomodou assim como linguagem simples e direta demais. Comprei uma edição infanto-juvenil dele e faz jus a seu tratamento, é uma história para adolescentes. Tem partes inspiradoras mas também qual não tem? Além do mais eu estava querendo ser inspirado.
Seinlanguage (ou "O Melhor Livro Sobre Nada") by Jerry Seinfeld .9/10
Um livro de piadas de situação retiradas de monólogos do Seinfeld. Várias muito boas mas ainda esperava mais do que considero o mestre da comédia de situação. O livro parece que foi feito simplesmente para lucrar na fama do autor colocando um monte de material reciclado da série, é basicamente um livro "best of" com pouco desenvolvimento. Vale pra quem é fã.
Into the Wild (ou "Na Natureza Selvagem") by Jon Krakauer .10/10
Não ficção é o que há de bom. Krakauer é um mestre na literatura jornalística misturando sua opinião, filosofia e fatos, tudo num milk-shake tão homogêneo que nem se vê onde começa um e termina outro. A história de McCandless é muito interessante e não só me inspirou como me levou a ler Jack Londo, Henry Thoreau, Mark Twain e outros.
The Doors of Perception (ou "As Portas da Percepção) by Aldous Huxley .8/10
Heaven and Hell (ou "Céu e Inferno") by Aldous Huxley .6/10
Dois livros em um. Se eu esperava mais do "Doors of Perception", o outro é muito ruim. O primeiro tem suas partes interessantes mas ainda é superficial em sua discussão e descrição, mas lembremos quão antigo é este livro, como sua audiência era arisca a esses temas e até podemos entender. Ainda é bem escrito, Huxley é muito bom. Já a segunda me dói de lembrar pois só consigo lembrar das partes super forçadas. Fiquei decepcionado com certeza.
Transmetropolitan by Warren Ellis and Darick Robertson
Excelente Pós-Cyberpunk. Spider Jerusalem é meu tipo de Bastardo. Os desenhos tresloucados de Darick Robertson só são menos doidos que o texto verborrágico, denso e insano de Ellis. Tem seus momentos bons e outros ruins, destaque pra edição numero 7 sobre religião no futuro e aquele sobre as pessoas que foram congeladas e agora reanimadas. Quadrinho genial.
The Flamingo's Smile (ou "O Sorriso do Flamingo") by Stephen Jay Gould
Curioso livro de divulgação científica de biologia. Vários textos retirados de publicações, muitos extremamente interessantes, outros mais arrastados. Passando por temas diversos como evolução e estatísticas de beisebol. Não terminei de ler ainda, falta alguns.
Wraith - The Oblivion
O melhor RPG que existe. Ainda que eu sempre modifique o que não gosto nele essa é a beleza do RPG. É um compendium de ajuda a você contar sua história. Muito forte e com implicações terríveis, pesado, difícil e complicado. Ainda assim recomendo muito para qualquer pessoa com uma familiaridade por Jogos de Adultos (sem ser pornô).
Thank You for Smoking (ou "Obrigado por Fumar") by Christopher Buckley .8/10
Caso muito raro mesmo. Adorei o filme, quando vi o livro na prateleira pensei em quanto mais poderia me divertir lendo-o. Longe de ser ruim, mas bem pior que o filme. É difícil achar pontos em que o livro se sobreponha, a película é superior em passar a mesma mensagem melhor e mais rápido. Claro, meu tipo de humor e recomendo. Mas se estiver pensando em ler, VEJA O FILME!
The Zombie Survival Guide (ou "O Guia de Sobrevivência a Zumbis") by Max Brooks .6/10
Incrivelmente detalhado, verossímil e com certeza fruto de uma pesquisa laboriosa. Ainda assim não chego a ser tão fã de zumbis a ponto de "entrar" na piração desse livro, sem falar que o humor por ele utilizado (deadspam) não me apetece. Recomendo para os fanáticos por zumbis com bastante tempo livre.
Směšné lásky (ou "Risíveis Amores") by Milan Kundera .10/10
Um dos primeiros livros do Kundera, dá pra sentir o tempero que seria "A Insustentável Leveza do Ser". Estórias interessantíssimas que deixam na cabeça a vontade de mais assim como na boca após uma pequena refeição.
Estação Carandiru de Drauzio Varella .9/10
Interessante, por vezes surpreendente. Está aqui mais uma mostra do rico campo da não-ficção magistralmente mostrada por tão talentoso doutor também em letras.
Melhores Filmes de 2007
Filmes tipo "Fazem a Sua Cabeça Querer Explodir de Estupefação" (.10/10)
Trois couleurs - Rouge (ou "A Fraternidade é Vermelha")
Trzy kolory - Biały (ou "A Igualdade é Branca")
Match Point (ou "Match Point - Ponto Final)
Amadeus
Crimes and Misdemeanors (ou "Crimes e Pecados")
Metropolis (1927) by Fritz Lang
Little Miss Sunshine (ou "Pequena Miss Sunshine")
filmes nota 10 revistos este ano
Fight Club (ou "Clube da Luta")
Metropolis (2001 - Anime)
Cidade de Deus
The Shawshank Redemption (1994)(ou "Um Sonho de Liberdade")
Filmes tipo "Você Quer Chorar Por Ver Aquele Defeito Que o Torna Quase Perfeito" (.9/10)
無間道 (ou "mou gaan dou", ou "Wú Jiān Dào", ou "Infernal Affairs" ou "Conflitos Internos")
Fahrenheit 451
The Last Temptation of Christ (ou "A Ultima Tentação de Cristo")
Barcelona
Paris je t´aime (ou "Paris, eu te amo")
Apocalypse Now Redux
Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom (ou "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e
Primavera")
Caché (2005)
東京ゴッドファーザーズ - Tōkyō Goddofāzāzu (ou "Tokyo Godfathers")
Joyeux Noël(ou "Feliz Natal")
Crash (ou "Crash - No Limite")(2004)
The Good Shepherd (ou "O Bom Pastor")
Luna de Avellaneda (ou "O Clube da Lua")
Little Children (ou "Pecados Íntimos")
After Hours (ou "Depois de Horas")
Filmes tipo "Falta Alguma Coisa Aqui Pra Eu Chamar de Obra Prima" (.8,5/10)
L'armata Brancaleone (ou "O Incrível Exército de Brancaleone")
Manhattan
Trois couleurs - Bleu (ou "A Liberdade é Azul")
Life Aquatic with Steve Zissou (ou "A Vida Marinha com Steve Zissou")
The Science of Sleep (ou "A Ciência dos Sonhos")
Filmes tipo "Todos Os Filmes Que Quero Ver Pelo Resto Da Minha Vida Deveriam Estar Nesse Nível" (.8/10)
Shooting Dogs (ou "Tiros em Ruanda")
Fuck (or "F***" or "The "F" Word" or "F*ck" or "F*ck: A F*ckumentary")
The Dreamers (ou "Os Sonhadores")
Stealing Beauty (ou "Beleza Roubada")
Tropa de Elite
Garden State (ou "Hora de Voltar")
Wonder Boys (ou "Garotos Incríveis")
Balzac e a Costureirinha Chinesa (ou "巴尔扎克与小裁缝", ou "巴爾扎克與小裁縫" ou "Balzac
et la Petite Tailleuse Chinoise")
Land of the Plenty (ou "Medo e Obsessão")
Edge of Outside (ou "Na Contramão de Hollywood")
無間道 2(ou "mou gaan dou 2", ou "Wú Jiān Dào 2", ou "Infernal Affairs 2" ou "Conflitos Internos 2")
What Planet Are You From? ( ou "De Que Planeta Você Veio?")
A Scanner Darkly (ou "O Homem Duplo")
Zodiac (ou "Zodíaco")
O Cheiro do Ralo
The Squid and the Whale (ou "A Lula e a Baleia")
Deconstructing Harry (ou "Desconstruindo Harry)
Abre los Ojos (ou "Preso na Escuridão")
Eleição ("The Election" - 1999)
1492 - Conquest of Paradise (ou "1492 - A Conquista do Paraíso")
Indigènes (ou "Dias de Glória")
Scoop (ou "Scoop - O Grande Furo")
The Queen (ou "A Rainha")
Flags of Our Fathers (ou "A Conquista da Honra")
Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb
Letters From Iwo Jima (ou "Cartas de Iwo Jima")
Carlito's Way (ou "O Pagamento Final")
Babel
The Atomic Cafe (ou "Café Atômico")
Trois couleurs - Rouge (ou "A Fraternidade é Vermelha")
Trzy kolory - Biały (ou "A Igualdade é Branca")
Match Point (ou "Match Point - Ponto Final)
Amadeus
Crimes and Misdemeanors (ou "Crimes e Pecados")
Metropolis (1927) by Fritz Lang
Little Miss Sunshine (ou "Pequena Miss Sunshine")
filmes nota 10 revistos este ano
Fight Club (ou "Clube da Luta")
Metropolis (2001 - Anime)
Cidade de Deus
The Shawshank Redemption (1994)(ou "Um Sonho de Liberdade")
Filmes tipo "Você Quer Chorar Por Ver Aquele Defeito Que o Torna Quase Perfeito" (.9/10)
無間道 (ou "mou gaan dou", ou "Wú Jiān Dào", ou "Infernal Affairs" ou "Conflitos Internos")
Fahrenheit 451
The Last Temptation of Christ (ou "A Ultima Tentação de Cristo")
Barcelona
Paris je t´aime (ou "Paris, eu te amo")
Apocalypse Now Redux
Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom (ou "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e
Primavera")
Caché (2005)
東京ゴッドファーザーズ - Tōkyō Goddofāzāzu (ou "Tokyo Godfathers")
Joyeux Noël(ou "Feliz Natal")
Crash (ou "Crash - No Limite")(2004)
The Good Shepherd (ou "O Bom Pastor")
Luna de Avellaneda (ou "O Clube da Lua")
Little Children (ou "Pecados Íntimos")
After Hours (ou "Depois de Horas")
Filmes tipo "Falta Alguma Coisa Aqui Pra Eu Chamar de Obra Prima" (.8,5/10)
L'armata Brancaleone (ou "O Incrível Exército de Brancaleone")
Manhattan
Trois couleurs - Bleu (ou "A Liberdade é Azul")
Life Aquatic with Steve Zissou (ou "A Vida Marinha com Steve Zissou")
The Science of Sleep (ou "A Ciência dos Sonhos")
Filmes tipo "Todos Os Filmes Que Quero Ver Pelo Resto Da Minha Vida Deveriam Estar Nesse Nível" (.8/10)
Shooting Dogs (ou "Tiros em Ruanda")
Fuck (or "F***" or "The "F" Word" or "F*ck" or "F*ck: A F*ckumentary")
The Dreamers (ou "Os Sonhadores")
Stealing Beauty (ou "Beleza Roubada")
Tropa de Elite
Garden State (ou "Hora de Voltar")
Wonder Boys (ou "Garotos Incríveis")
Balzac e a Costureirinha Chinesa (ou "巴尔扎克与小裁缝", ou "巴爾扎克與小裁縫" ou "Balzac
et la Petite Tailleuse Chinoise")
Land of the Plenty (ou "Medo e Obsessão")
Edge of Outside (ou "Na Contramão de Hollywood")
無間道 2(ou "mou gaan dou 2", ou "Wú Jiān Dào 2", ou "Infernal Affairs 2" ou "Conflitos Internos 2")
What Planet Are You From? ( ou "De Que Planeta Você Veio?")
A Scanner Darkly (ou "O Homem Duplo")
Zodiac (ou "Zodíaco")
O Cheiro do Ralo
The Squid and the Whale (ou "A Lula e a Baleia")
Deconstructing Harry (ou "Desconstruindo Harry)
Abre los Ojos (ou "Preso na Escuridão")
Eleição ("The Election" - 1999)
1492 - Conquest of Paradise (ou "1492 - A Conquista do Paraíso")
Indigènes (ou "Dias de Glória")
Scoop (ou "Scoop - O Grande Furo")
The Queen (ou "A Rainha")
Flags of Our Fathers (ou "A Conquista da Honra")
Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb
Letters From Iwo Jima (ou "Cartas de Iwo Jima")
Carlito's Way (ou "O Pagamento Final")
Babel
The Atomic Cafe (ou "Café Atômico")
Tuesday, August 28, 2007
Filmes no Mês de Agosto
Uma nota: Coloca essas notas no meu perfil do orkut logo após ter visto o filme, e em alguns casos após pensar mais sobre o filme posso dar uma nota menos influenciada. Assim aqui acabo modificando um pouco, também para manter a coerência (filme A é melhor que filme B mas está com nota menor).
Esse foi um mês muito produtivo em relação a filmes. Em média um filme por dia.
Trois couleurs - Rouge (ou "A Fraternidade é Vermelha") .10/10
Trzy kolory - Biały (ou "A Igualdade é Branca") .10/10
Paris je t´aime (ou "Paris, eu te amo") .9/10
Apocalypse Now Redux .9/10
Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom (ou "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e
Primavera") .9/10
Trois couleurs - Bleu (ou "A Liberdade é Azul") .8,5/10
Life Aquatic with Steve Zissou (ou "A Vida Marinha com Steve Zissou") .8,5/10
The Science of Sleep (ou "A Ciência dos Sonhos") .8,5/10
Garden State (ou "Hora de Voltar") .8/10
Wonder Boys (ou "Garotos Incríveis") .8/10
Balzac e a Costureirinha Chinesa (ou "巴尔扎克与小裁缝", ou "巴爾扎克與小裁縫" ou "Balzac
et la Petite Tailleuse Chinoise") .8/10
Broadcast News (ou "Nos Bastidores da notícia") .7,5/10
Dancer in the Dark (ou "Dançando no Escuro") .7,5/10
Barton Fink .7.5/10
Keeping the Faith (ou "Tenha Fé") .7.5/10
The Hudsucker Proxy (ou "Na Roda da Fortuna") .7/10
The Last Emperor (ou "O Último Imperador") .7/10
Aliens (ou "Aliens, o resgate") .7/10
The Mission (ou "A Missão") .6,5/10
Manderlay .6/10
MirrorMask (ou "A Mascara da Ilusão") .6/10
VIsula bizarro.
The Bourne Ultimatum (ou "Ultimato Bourne") .6/10
O pior da trilogia. Gosto muito do primeiro. A trama é um pouco forçada, aquele final de "origem" ofende minha inteligência mas o mais irritante foram a câmera tremida o tempo todo que fazia vc perder a noção de movimento. Tentar passar feeling de documentário em um filme de ação? Fraco.
Jeder für sich und Gott gegen alle (ou "Cada um por si e Deus contra todos" ou "O
Enigma de Kasper Hauser") .5/10
Mas que filme chato. A história é interessante, algumas atuações incríveis. Mas é parado, com cenas que falharam a me emocionar. Dou um desconto por ser antigo, é interessante, no máximo.
The Game (ou "Vidas em Jogo") .?/10
Diretor David Fincher, Clube da Luta, Seven. O que vc fez aqui? Não posso dizer que seja um filme ruuuuuiiiimmm. Não é. Mas o seu... estilo vamos dizer me irritou. Eu quase chego a pensar que o filme todo é uma piada, com a gente, com os produtores, sei lá. Estranho, aquele final é ridículo de idiota, só pode ser piada. Lógica absurda. Mas mesmo uma bizarrice de um gênio é melhor que mais um filme de um direotr medíocre.
Boffo! Tinseltown's Bombs and Blockbusters .4/10
Terrível documentário sobre a indústria do cinema americano. Feito por produtores para produtores repete diversas vezes como ser produtor é difícil. Pra quem não sabe, produtor é geralmente aquele cara que corta as partes boas do filme porque acha que vai aumentar a bilheteria deixando o filme sem cérebro. Eles parecem heróis aqui. Que ódio, que ódio, QUE ÓDIO!!! Filhos da p***. E ainda colocam diversos atores famosos e acéfalos de hollywood pra falar em seu favor. Vão tomar no c*. Com uma produção fraca (que ironia) não há quase pontos positivos além da curiosidade de ver a guerra pelo ponto de vista dos nazistas. O único entrevistado que falou coisas coerentes, inteligentes e interessantes foi o George Cloney. Nenhum exemplo de genialidade mas os outros são 100 vezes piores em seu panfletarismo unilateral.
Esse foi um mês muito produtivo em relação a filmes. Em média um filme por dia.
Trois couleurs - Rouge (ou "A Fraternidade é Vermelha") .10/10
Trzy kolory - Biały (ou "A Igualdade é Branca") .10/10
Paris je t´aime (ou "Paris, eu te amo") .9/10
Apocalypse Now Redux .9/10
Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom (ou "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e
Primavera") .9/10
Trois couleurs - Bleu (ou "A Liberdade é Azul") .8,5/10
Life Aquatic with Steve Zissou (ou "A Vida Marinha com Steve Zissou") .8,5/10
The Science of Sleep (ou "A Ciência dos Sonhos") .8,5/10
Garden State (ou "Hora de Voltar") .8/10
Wonder Boys (ou "Garotos Incríveis") .8/10
Balzac e a Costureirinha Chinesa (ou "巴尔扎克与小裁缝", ou "巴爾扎克與小裁縫" ou "Balzac
et la Petite Tailleuse Chinoise") .8/10
Broadcast News (ou "Nos Bastidores da notícia") .7,5/10
Dancer in the Dark (ou "Dançando no Escuro") .7,5/10
Barton Fink .7.5/10
Keeping the Faith (ou "Tenha Fé") .7.5/10
The Hudsucker Proxy (ou "Na Roda da Fortuna") .7/10
The Last Emperor (ou "O Último Imperador") .7/10
Aliens (ou "Aliens, o resgate") .7/10
The Mission (ou "A Missão") .6,5/10
Manderlay .6/10
MirrorMask (ou "A Mascara da Ilusão") .6/10
VIsula bizarro.
The Bourne Ultimatum (ou "Ultimato Bourne") .6/10
O pior da trilogia. Gosto muito do primeiro. A trama é um pouco forçada, aquele final de "origem" ofende minha inteligência mas o mais irritante foram a câmera tremida o tempo todo que fazia vc perder a noção de movimento. Tentar passar feeling de documentário em um filme de ação? Fraco.
Jeder für sich und Gott gegen alle (ou "Cada um por si e Deus contra todos" ou "O
Enigma de Kasper Hauser") .5/10
Mas que filme chato. A história é interessante, algumas atuações incríveis. Mas é parado, com cenas que falharam a me emocionar. Dou um desconto por ser antigo, é interessante, no máximo.
The Game (ou "Vidas em Jogo") .?/10
Diretor David Fincher, Clube da Luta, Seven. O que vc fez aqui? Não posso dizer que seja um filme ruuuuuiiiimmm. Não é. Mas o seu... estilo vamos dizer me irritou. Eu quase chego a pensar que o filme todo é uma piada, com a gente, com os produtores, sei lá. Estranho, aquele final é ridículo de idiota, só pode ser piada. Lógica absurda. Mas mesmo uma bizarrice de um gênio é melhor que mais um filme de um direotr medíocre.
Boffo! Tinseltown's Bombs and Blockbusters .4/10
Terrível documentário sobre a indústria do cinema americano. Feito por produtores para produtores repete diversas vezes como ser produtor é difícil. Pra quem não sabe, produtor é geralmente aquele cara que corta as partes boas do filme porque acha que vai aumentar a bilheteria deixando o filme sem cérebro. Eles parecem heróis aqui. Que ódio, que ódio, QUE ÓDIO!!! Filhos da p***. E ainda colocam diversos atores famosos e acéfalos de hollywood pra falar em seu favor. Vão tomar no c*. Com uma produção fraca (que ironia) não há quase pontos positivos além da curiosidade de ver a guerra pelo ponto de vista dos nazistas. O único entrevistado que falou coisas coerentes, inteligentes e interessantes foi o George Cloney. Nenhum exemplo de genialidade mas os outros são 100 vezes piores em seu panfletarismo unilateral.
Thursday, August 02, 2007
Filmes no mês de julho
Match Point (ou "Match Point - Ponto Final) .10/10
Maravilhoso!! Mas um filme perfeito do mestre. Com certeza este exige um pouco mais de comprometimento da audiência, não que seja complicado ou confuso mas a atmosfera é tudo aqui. Nós já sabemos quase tudo que vai acontecer (ênfase no quase, acho difícil alguém ter visto aquela trama final assistindo o começo) e ainda assim é interessante. Angustiante também, mas quem sabe seja por causa de estarmos esperando pelo desastre. É como assistir um caminhão se chocar com uma parede de tijolos mas em super câmera lenta. Ficamos absorvidos nessa trama. E aquela cena do anel perto do fim... sem palavras. MASTERPIECE
Land of the Plenty (ou "Medo e Obsessão") .8/10
A América pós-9/11 por Win Wenders. Roteiro muito bom, personagens cativantes, história muito bem amarrada. A paranóia americana está em todo o lugar nesse filme, assim como o olhar estrangeiro da razão abismado por ver tanta loucura ao redor. Consegue mostrar os Estados Unidos para os estrangeiros e mostrar o Estados Unidos para os americanos, ainda que um que eles raramente queiram ver. Sem ser panfletário demais, consegue criticar com sutileza, feito com ares de underground.
Edge of Outside (ou "Na Contramão de Hollywood") .8/10
Bom documentário sobre a difícil missão de se fazer filmes de qualidade em uma indústria rica, mas pobre quando se trata de dar dinheiro a talentos alternativos.
Paprika .6/10
Nem com toda a boa vontade do mundo posso dizer que essa história faz algum sentido, nem se vc me dizer que na verdade foi tudo um sonho esse anime ainda é perdido. Tem boas sacadas espalhadas por aqui, mas tem que se esforçar pra achar. O visual é impressionante, de ficar vislumbrado. Mas o que Satoshi Ken gastou de neurônios escrevendo o roteiro de "Tokyo Godfathers" gastou pensando no visual de "Paprika". Roteiro cheio de furos e personagens com pretensão de serem profundos. Minha opinião que define o filme é: Se houvesse um sub-gênero de filmes/desenhos que se passam durante os sonhos, Paprika seria apenas mais um medíocre entre vários, mas como não há, ao menos tenta ser original. Uma boa idéia com bom visual. E só.
A Grande Ilusão (ou "All The King's Men") .6/10
Edição esquisita somada a uma história estranha. Os motivos que levam o governador a mudar tanto nunca são compreendidos. Ao invés de ver esse filme medíocre vá ler sobre o homem que o inspirou, um cara muito mais interessante chamado Willie "THE BOSS" Stark. Um Hugo Chavez norte-americano. Se simplesmente filmassem a trajetória dele já teríamos algo melhor. Verdade seja dita já houve várias versões da vida dele, mas esta mesmo é deficiente. Quem sabe porque o livro ganhador do Pulitzer construa muito melhor o personagem de Jude Law que, ainda que não seja culpa do ator, aqui é muito fraco, eclipsado pela interpretação apoteótica de Sean Penn. O filme não chega nem aos pés das suas pretensões.
Flyboys .6/10
Diversão de sessão da tarde, tem de tudo, um festival. Nazistas, aviões, zepelins, mulheres, guerra, amor, crianças, morte, heróis, vilões, pilotos que perdem a mão e pilotam o avião com um gancho no lugar... ou seja.. de tudo mesmo. E ainda tem a cara de pau de ter a seguinte frase "inspirado em fatos reais". E é verdade. Houve uma primeira guerra mundial. E aviões lutaram nela. Fora isso o resto é forçada de barra pura, a não ser que algum ancestral do James Bond e do MacGyver tenha lutada lá. Os absurdos físicos são muitos pra enumerar. Depois da centésima pirueta "Bond-MacGyver" promovida pelo nosso cavaleiro de cavalo branco jogamos a fidelidade histórica as favas, deita a poltrona, desliga o cérebro e aproveite as explosões espetaculares, porque teremos muitas até o final.
(só um último comentário, tenho uma teoria. Em Hollywood existe um contrato assinado por todos os estúdios e todos os atores. Quando surge um papel de um francês em um filme americano, primeiro se oferece para Jean Reno, caso ele recuse eles vão pensar em contratar outro ator francês genérico . Mas até hoje isso ainda não aconteceu...)
Copying Beethoven (ou "O Segredo de Beethoven") .4/10
Em uma cena após destruir um modelo arquitetônico do namorada da atriz principal, Beethoven pergunta o que ela tinha achado da obra. Resposta: "Você a melhorou". Pronto, nem precisa mais ir ver o filme, esta parte é a única memorável o suficiente para eu lembrar. Coitado do Beethoven. Se ainda o filme fosse bom poderia ignorar a montanha de erros biográficos como "liberdade poética", mas ao contrário de "Amadeus" aqui eles são apenas falhas idiotas. Nada funciona aqui, nada. Até cenas copiadas de outros filme sobre músicos são mau copiadas. Pobre Beethoven...Só Mozart tem sorte em Hollywood.
Hannibal Rising (ou "Hannibal: A Origem do Mal") .3/10
Péssimo. Já é ruim como filme-solo, como "prequel" da saga do Hannibal é ainda pior. Samurais? Vingança familiar? Fico surpreso que não tenha colocado o mega clichê de serial-killer que foi abusado pelo pai. Origem do Mal? Esses subtítulos nacionais são terríveis. Não há quase nada de bom aqui, nada! Não choca, não emociona, não assusta.. quem sabe dá sono. Mas só.
Tron (ou "Tron - Uma Odisséia Eletrônica")
Visual espetacular!!! Ainda hoje. Diversão década de 80.
La Cité des enfants perdus (ou "Ladrão de Sonhos")
Não terminei de ver. Mas até onde vi uma palavra: BIZARRO
Aeon Flux
Não terminei de ver, durmi mesmo. Viagem demais pra mim. Boas idéias, pra uma série de TV é interessante mas inconstante.
Hostel (ou "O Albergue")
É dificil achar um bom filme de terror. E continua sendo difícil. Não terminei de ver. Não precisei terminar diga-se de passagem. Ruim. Não vou gastar mais do meu tempo ou do seu, já perdi tempo demais vendo esse lixo, caso não tenha visto ainda há esperança. Mas... o tempo perdido é seu.
Maravilhoso!! Mas um filme perfeito do mestre. Com certeza este exige um pouco mais de comprometimento da audiência, não que seja complicado ou confuso mas a atmosfera é tudo aqui. Nós já sabemos quase tudo que vai acontecer (ênfase no quase, acho difícil alguém ter visto aquela trama final assistindo o começo) e ainda assim é interessante. Angustiante também, mas quem sabe seja por causa de estarmos esperando pelo desastre. É como assistir um caminhão se chocar com uma parede de tijolos mas em super câmera lenta. Ficamos absorvidos nessa trama. E aquela cena do anel perto do fim... sem palavras. MASTERPIECE
Land of the Plenty (ou "Medo e Obsessão") .8/10
A América pós-9/11 por Win Wenders. Roteiro muito bom, personagens cativantes, história muito bem amarrada. A paranóia americana está em todo o lugar nesse filme, assim como o olhar estrangeiro da razão abismado por ver tanta loucura ao redor. Consegue mostrar os Estados Unidos para os estrangeiros e mostrar o Estados Unidos para os americanos, ainda que um que eles raramente queiram ver. Sem ser panfletário demais, consegue criticar com sutileza, feito com ares de underground.
Edge of Outside (ou "Na Contramão de Hollywood") .8/10
Bom documentário sobre a difícil missão de se fazer filmes de qualidade em uma indústria rica, mas pobre quando se trata de dar dinheiro a talentos alternativos.
Paprika .6/10
Nem com toda a boa vontade do mundo posso dizer que essa história faz algum sentido, nem se vc me dizer que na verdade foi tudo um sonho esse anime ainda é perdido. Tem boas sacadas espalhadas por aqui, mas tem que se esforçar pra achar. O visual é impressionante, de ficar vislumbrado. Mas o que Satoshi Ken gastou de neurônios escrevendo o roteiro de "Tokyo Godfathers" gastou pensando no visual de "Paprika". Roteiro cheio de furos e personagens com pretensão de serem profundos. Minha opinião que define o filme é: Se houvesse um sub-gênero de filmes/desenhos que se passam durante os sonhos, Paprika seria apenas mais um medíocre entre vários, mas como não há, ao menos tenta ser original. Uma boa idéia com bom visual. E só.
A Grande Ilusão (ou "All The King's Men") .6/10
Edição esquisita somada a uma história estranha. Os motivos que levam o governador a mudar tanto nunca são compreendidos. Ao invés de ver esse filme medíocre vá ler sobre o homem que o inspirou, um cara muito mais interessante chamado Willie "THE BOSS" Stark. Um Hugo Chavez norte-americano. Se simplesmente filmassem a trajetória dele já teríamos algo melhor. Verdade seja dita já houve várias versões da vida dele, mas esta mesmo é deficiente. Quem sabe porque o livro ganhador do Pulitzer construa muito melhor o personagem de Jude Law que, ainda que não seja culpa do ator, aqui é muito fraco, eclipsado pela interpretação apoteótica de Sean Penn. O filme não chega nem aos pés das suas pretensões.
Flyboys .6/10
Diversão de sessão da tarde, tem de tudo, um festival. Nazistas, aviões, zepelins, mulheres, guerra, amor, crianças, morte, heróis, vilões, pilotos que perdem a mão e pilotam o avião com um gancho no lugar... ou seja.. de tudo mesmo. E ainda tem a cara de pau de ter a seguinte frase "inspirado em fatos reais". E é verdade. Houve uma primeira guerra mundial. E aviões lutaram nela. Fora isso o resto é forçada de barra pura, a não ser que algum ancestral do James Bond e do MacGyver tenha lutada lá. Os absurdos físicos são muitos pra enumerar. Depois da centésima pirueta "Bond-MacGyver" promovida pelo nosso cavaleiro de cavalo branco jogamos a fidelidade histórica as favas, deita a poltrona, desliga o cérebro e aproveite as explosões espetaculares, porque teremos muitas até o final.
(só um último comentário, tenho uma teoria. Em Hollywood existe um contrato assinado por todos os estúdios e todos os atores. Quando surge um papel de um francês em um filme americano, primeiro se oferece para Jean Reno, caso ele recuse eles vão pensar em contratar outro ator francês genérico . Mas até hoje isso ainda não aconteceu...)
Copying Beethoven (ou "O Segredo de Beethoven") .4/10
Em uma cena após destruir um modelo arquitetônico do namorada da atriz principal, Beethoven pergunta o que ela tinha achado da obra. Resposta: "Você a melhorou". Pronto, nem precisa mais ir ver o filme, esta parte é a única memorável o suficiente para eu lembrar. Coitado do Beethoven. Se ainda o filme fosse bom poderia ignorar a montanha de erros biográficos como "liberdade poética", mas ao contrário de "Amadeus" aqui eles são apenas falhas idiotas. Nada funciona aqui, nada. Até cenas copiadas de outros filme sobre músicos são mau copiadas. Pobre Beethoven...Só Mozart tem sorte em Hollywood.
Hannibal Rising (ou "Hannibal: A Origem do Mal") .3/10
Péssimo. Já é ruim como filme-solo, como "prequel" da saga do Hannibal é ainda pior. Samurais? Vingança familiar? Fico surpreso que não tenha colocado o mega clichê de serial-killer que foi abusado pelo pai. Origem do Mal? Esses subtítulos nacionais são terríveis. Não há quase nada de bom aqui, nada! Não choca, não emociona, não assusta.. quem sabe dá sono. Mas só.
Tron (ou "Tron - Uma Odisséia Eletrônica")
Visual espetacular!!! Ainda hoje. Diversão década de 80.
La Cité des enfants perdus (ou "Ladrão de Sonhos")
Não terminei de ver. Mas até onde vi uma palavra: BIZARRO
Aeon Flux
Não terminei de ver, durmi mesmo. Viagem demais pra mim. Boas idéias, pra uma série de TV é interessante mas inconstante.
Hostel (ou "O Albergue")
É dificil achar um bom filme de terror. E continua sendo difícil. Não terminei de ver. Não precisei terminar diga-se de passagem. Ruim. Não vou gastar mais do meu tempo ou do seu, já perdi tempo demais vendo esse lixo, caso não tenha visto ainda há esperança. Mas... o tempo perdido é seu.
Tuesday, July 10, 2007
Filmes no mês de Junho
Fight Club (ou "Clube da Luta") .10/10
Perfeito! Inteligente, cruel, direto, surpreendente. Música, câmera, roteiro e atuação funcionando juntas.
無間道 (ou "mou gaan dou", ou "Wú Jiān Dào", ou "Infernal Affairs" ou "Conflitos Internos") .9/10
Cinema asiático mesmo sendo "lento" consegue ser de ação no seu melhor estilo. Suspense como esse nem o scorsese fez igual (nem queria mas vc entendeu a idéia..)
無間道 2(ou "mou gaan dou 2", ou "Wú Jiān Dào 2", ou "Infernal Affairs 2" ou "Conflitos Internos 2") .8/10
Não tão bom quanto o primeiro, mas ainda muito bom. Se vistos juntos tira muito da força do original. Também peca demais por emprestar muito das tramas da trilogia o poderoso chefão de onde se inspira até o ponto de ser plágio. Mas ainda uma cópia bem feita do "The Godfather" ainda tem vários méritos. Mesmo com todas essas minha críticas severas o filme é muito bom, praticamente impecável nos diálogos, câmera e atuação. Roteiro amarrado muito bem apesar das coincidências excessivas. Outra qualidade interessante, é bem diferente do anterior, em estilo e tema, ainda consegue ser muito bom.
What Planet Are You From? ( ou "De Que Planeta Você Veio?") .8/10
Comédia muito interessante com passagens muito inteligentes sobre os complicados relacionamentos humanos. Lembra um pouco o melhor "The Mating Habits of the Earthbound Human". Gosto do Garry Shandling e da Annette Bening. Se tem alguma coisa que me incomodou muito são as piadinhas retardadas que parecem ir e voltar durante a projeção. Quando vc se choca com alguma cretinisse (como o pênis barulhento), os realizadores conseguem te fazer rir com algumas boas sacadas e vc está quase esquecendo aquela bobagem quando inevitavelmente eles retornam ao infame. Vale pelas partes espertas. Deixe a mão no botão "ON/OFF" do seu cérebro o tempo todo, vc vai usar bastante.
A Scanner Darkly (ou "O Homem Duplo") .8/10
Adoro o Linklater, e tb me interesso muito pelo tema superficial deste filme (loucura é claro). Mas a insanidade acaba atrapalhando, não consigo deixar de pensar que algumas ótimas cenas foram retiradas exatamente do livro do K. Dick. O estilo visual é incrível mas gostaria de ver o diretor alçar vôos maiores ao experimentalismo como em Waking Life. Muitas coisas não ficam claras o que diminuem o impacto de certas revelações mais adiante. Mas claro, ainda é infinitamente melhor que quase todos os filme por ai, o autor de Waking Life não ia me deixar na mão. Apenas esperava uma obra-prima. Não veio e o insucesso comercial vai afundar a rotoscopia por um bom tempo. Pena.
Zodiac (ou "Zodíaco") .8/10
Adoro o Fincher. É interessante ver ele voltar ao tema que o consagrou em "Seven", um dos poucos filmes de serial-killer que gosto nesse meio ultra-saturado desde o Silêncio dos inocentes. Também se concentra menos no assassino e mais nos investigadores. Por ser uma história real muitas coisas se perdem em termos simbólicos mas se ganha em um fator-documentário que revela muitas coisas interessantes que imaginação alguma fora a de um Deus louco como o nosso criaria em seu quintal da realidade.
Husbands and Wives (ou "Maridos e Esposas") .7/10
Assisti por causa de ser um dos filmes favoritos de Woody Allen, por ele mesmo. Mesmo não sendo ruim foi o que menos gostei até hoje. Com certeza essas decisões são pessoais. Se trata sobre desonestidade e traição mas ao contrário de mostrar isso como escapatórias ou auto-destruição aqui é simplesmente irritante. Manipuladora e tenebrosamente chata, Mia Farrow cria um personagem (intencionalmente ou não) que mais detestei até hoje em filmes desse diretor, e veja que passou na frente de assassinos, pedófilos, ladrões e vigaristas. Todas as tramas são pura munição para atacar a entidade do casamento. Em certos pontos chega a ser panfletário nesse sentido. Mas... ainda tem um roteiro impecável, personagens interessantes, trama mordaz, ou seja.. Woody.
Ocean's Thirteen (ou "Treze Homens e um Novo Segredo") .6/10
Elenco estelar e produção multimilionário, se somente essas palavras são suficientes para vc ir ver um filme pode parar de ler, é isso que vc vai ter. Mais do mesmo. Ao menos Soderbergh, um diretor inconstante consegue manter a diversão neste filme. Mas é cheio de defeitos, acontecimentos forçados com coincidências ainda mais forçadas e aquela piadinha infame que ocorre com freqüência. Al Pacino totalmente desaproveitado, ainda mais que Vincent Cassel. Diversão de sessão da tarde... uma diversão de sessão da tarde de 110 milhões de dólares claro.
Fantastic Four - Rise of the Silver Surfer (ou "Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado") .5/10
Coitado do surfista, um dos meus personagens favoritos dos quadrinhos relegado a codjuvante de luxo. Diálogos sofríveis, cenas ruins, arghh.. Tirando os efeitos especiais fica difícil falar de algo bom neste filme. Ainda assim o começo, antes de entrar o nosso amigo prateado, é engraçado e divertido. Me deu até esperanças de que o que eu havia ouvido e lido seria preconceito dos críticos. Mas não, colocando milhões de tramas juntas (um problema já visto em Homem-Aranha 3) temos mais um monte de desculpas pra torrar computação gráfica, e ainda que eu goste da interpretação do coisa, todos os outros são atores sofríveis que tornam tudo ainda mais chato e irreal. Chato mesmo. Até o Blasé surfista é irritante com aquela voz de Morpheus. E o Galactus... Preferia um gigante de saia rosa-roxa do que aquilo. Por sua conta e risco.
Dekalog I .?/10
Não consigo dar minha opinião ainda, vi apenas 1 deles e achei interessante, nada demais. Com certeza esperava muito mais. Mas vamos ver.. Não vou criticar um mestre sem ao menos lhe dar várias chances, hehe.
Heroes - ep. 23
Térrivel final pra essa série interessante. Térrivel, térrivel de ruim. Os episódios anteriores eram tão promissores que me deixaram ansioso por este final. Uma pena, nessa séries americanas os dólares sempre falam mais alto que os bons roteiros.
Perfeito! Inteligente, cruel, direto, surpreendente. Música, câmera, roteiro e atuação funcionando juntas.
無間道 (ou "mou gaan dou", ou "Wú Jiān Dào", ou "Infernal Affairs" ou "Conflitos Internos") .9/10
Cinema asiático mesmo sendo "lento" consegue ser de ação no seu melhor estilo. Suspense como esse nem o scorsese fez igual (nem queria mas vc entendeu a idéia..)
無間道 2(ou "mou gaan dou 2", ou "Wú Jiān Dào 2", ou "Infernal Affairs 2" ou "Conflitos Internos 2") .8/10
Não tão bom quanto o primeiro, mas ainda muito bom. Se vistos juntos tira muito da força do original. Também peca demais por emprestar muito das tramas da trilogia o poderoso chefão de onde se inspira até o ponto de ser plágio. Mas ainda uma cópia bem feita do "The Godfather" ainda tem vários méritos. Mesmo com todas essas minha críticas severas o filme é muito bom, praticamente impecável nos diálogos, câmera e atuação. Roteiro amarrado muito bem apesar das coincidências excessivas. Outra qualidade interessante, é bem diferente do anterior, em estilo e tema, ainda consegue ser muito bom.
What Planet Are You From? ( ou "De Que Planeta Você Veio?") .8/10
Comédia muito interessante com passagens muito inteligentes sobre os complicados relacionamentos humanos. Lembra um pouco o melhor "The Mating Habits of the Earthbound Human". Gosto do Garry Shandling e da Annette Bening. Se tem alguma coisa que me incomodou muito são as piadinhas retardadas que parecem ir e voltar durante a projeção. Quando vc se choca com alguma cretinisse (como o pênis barulhento), os realizadores conseguem te fazer rir com algumas boas sacadas e vc está quase esquecendo aquela bobagem quando inevitavelmente eles retornam ao infame. Vale pelas partes espertas. Deixe a mão no botão "ON/OFF" do seu cérebro o tempo todo, vc vai usar bastante.
A Scanner Darkly (ou "O Homem Duplo") .8/10
Adoro o Linklater, e tb me interesso muito pelo tema superficial deste filme (loucura é claro). Mas a insanidade acaba atrapalhando, não consigo deixar de pensar que algumas ótimas cenas foram retiradas exatamente do livro do K. Dick. O estilo visual é incrível mas gostaria de ver o diretor alçar vôos maiores ao experimentalismo como em Waking Life. Muitas coisas não ficam claras o que diminuem o impacto de certas revelações mais adiante. Mas claro, ainda é infinitamente melhor que quase todos os filme por ai, o autor de Waking Life não ia me deixar na mão. Apenas esperava uma obra-prima. Não veio e o insucesso comercial vai afundar a rotoscopia por um bom tempo. Pena.
Zodiac (ou "Zodíaco") .8/10
Adoro o Fincher. É interessante ver ele voltar ao tema que o consagrou em "Seven", um dos poucos filmes de serial-killer que gosto nesse meio ultra-saturado desde o Silêncio dos inocentes. Também se concentra menos no assassino e mais nos investigadores. Por ser uma história real muitas coisas se perdem em termos simbólicos mas se ganha em um fator-documentário que revela muitas coisas interessantes que imaginação alguma fora a de um Deus louco como o nosso criaria em seu quintal da realidade.
Husbands and Wives (ou "Maridos e Esposas") .7/10
Assisti por causa de ser um dos filmes favoritos de Woody Allen, por ele mesmo. Mesmo não sendo ruim foi o que menos gostei até hoje. Com certeza essas decisões são pessoais. Se trata sobre desonestidade e traição mas ao contrário de mostrar isso como escapatórias ou auto-destruição aqui é simplesmente irritante. Manipuladora e tenebrosamente chata, Mia Farrow cria um personagem (intencionalmente ou não) que mais detestei até hoje em filmes desse diretor, e veja que passou na frente de assassinos, pedófilos, ladrões e vigaristas. Todas as tramas são pura munição para atacar a entidade do casamento. Em certos pontos chega a ser panfletário nesse sentido. Mas... ainda tem um roteiro impecável, personagens interessantes, trama mordaz, ou seja.. Woody.
Ocean's Thirteen (ou "Treze Homens e um Novo Segredo") .6/10
Elenco estelar e produção multimilionário, se somente essas palavras são suficientes para vc ir ver um filme pode parar de ler, é isso que vc vai ter. Mais do mesmo. Ao menos Soderbergh, um diretor inconstante consegue manter a diversão neste filme. Mas é cheio de defeitos, acontecimentos forçados com coincidências ainda mais forçadas e aquela piadinha infame que ocorre com freqüência. Al Pacino totalmente desaproveitado, ainda mais que Vincent Cassel. Diversão de sessão da tarde... uma diversão de sessão da tarde de 110 milhões de dólares claro.
Fantastic Four - Rise of the Silver Surfer (ou "Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado") .5/10
Coitado do surfista, um dos meus personagens favoritos dos quadrinhos relegado a codjuvante de luxo. Diálogos sofríveis, cenas ruins, arghh.. Tirando os efeitos especiais fica difícil falar de algo bom neste filme. Ainda assim o começo, antes de entrar o nosso amigo prateado, é engraçado e divertido. Me deu até esperanças de que o que eu havia ouvido e lido seria preconceito dos críticos. Mas não, colocando milhões de tramas juntas (um problema já visto em Homem-Aranha 3) temos mais um monte de desculpas pra torrar computação gráfica, e ainda que eu goste da interpretação do coisa, todos os outros são atores sofríveis que tornam tudo ainda mais chato e irreal. Chato mesmo. Até o Blasé surfista é irritante com aquela voz de Morpheus. E o Galactus... Preferia um gigante de saia rosa-roxa do que aquilo. Por sua conta e risco.
Dekalog I .?/10
Não consigo dar minha opinião ainda, vi apenas 1 deles e achei interessante, nada demais. Com certeza esperava muito mais. Mas vamos ver.. Não vou criticar um mestre sem ao menos lhe dar várias chances, hehe.
Heroes - ep. 23
Térrivel final pra essa série interessante. Térrivel, térrivel de ruim. Os episódios anteriores eram tão promissores que me deixaram ansioso por este final. Uma pena, nessa séries americanas os dólares sempre falam mais alto que os bons roteiros.
Tuesday, May 15, 2007
Filmes no mês de Maio
Amadeus .10/10
Superando as expectativas de qualquer biografia musical consegue ser uma história de apelo universal e cheia de significado. Cenas maravilhosas, atuações esplêndidas, diálogos perfeitos. O melhor filme sobre a vida de um músico que você verá. Ele também nem tenta ser uma adaptação fiel a vida de Mozart mas apenas os mais puritanos iriam reclamar de um detalhe desses em um filme tão bom. Ele é um pouco longo, ainda mais porque vi a versão estendida, mas não chega a ser cansativo. Uma obra-prima, ganhador do Oscar de 84.
Crimes and Misdemeanors (ou "Crimes e Pecados") .10/10
O último filme dramático do Woody Allen. Considero seu melhor trabalho, também por motivos pessoais. Como é comum nos filmes de Allen os roteiros e personagens são inteligentes e realistas. Seguem-se dois protagonistas, em duas tramas que só se encontram através de personagens periféricos. Falando sobre injustiça, pecado, moral, ética e redenção somos entregues a explicitação de um dos fatos mais renegados da humanidade. A vida é injusta. Não há nenhuma forma de merecimento em pessoas serem bem sucedidas. O final consegue ser ainda mais impactante por concluir todas as últimas pontas soltas que se chocam no fim de cada trama. E completa com uma discussão de meta-cinema que torna tudo ainda mais profundo.
Caché (2005) .9/10
Foi uma decisão difícil escolher uma classificação para um filme tão não ortodoxo, e justamente por causa disso resolvi colocar ela no alto. O diretor Michael Haneke, alemão, faz esse filme francês sobre suspense merecer todo o crédito, o roteiro (também dele) é eficiente mas não chama a atenção para si, são as cenas, os silêncios, os olhares, as imagens que criam a tensão necessária. Vou estragar o final aqui, mas não muito. Não há final. Não há respostas e isso sempre me incomoda porque pode ser a solução fácil para escapar de uma trama confusa, mas aqui percebe-se que foi premeditado. Acompanhamos um intelectual casado que tem uma vida confortável em um subúrbio de Paris. Um homem respeitado e admirado que começa a receber estranhos vídeos e cartas. No começo pensa-se que é puro terrorismo, mas ao desenvolver o filme temos que encarar que este prestigiado jornalista pode ter um passado negro, ao qual ele é obrigado a revisitar. Mas como os espectadores não sabem o que foi isso exatamente, somos colocados no papel de investigadores, testemunhas e até cúmplices por não conseguirmos deixar de sentir afeição pela fragilidade do protagonista frente a essa ameaça invisível a sua pacata existência. Ao final algumas coisas ficam esclarecidas e outras excluídas mas o mistério permanece. Assim como a vida não temos respostas. Podemos especular sobre o que aconteceu, mas apenas isso. Somos jogados desde o começo no seio daquela familia francesa aparentemente tão normal, mas no desenrolar vamos nos distanciando ao ponto das cenas finais serem feitas a uma distância que quase não conseguimos ver os personagens, nem os detalhes do que exatamente acontece nelas. Isso nos mostra o quão distante estamos da verdade, vendo-a senão de longe, pela grossa cortina do passado.
東京ゴッドファーザーズ - Tōkyō Goddofāzāzu (ou "Tokyo Godfathers") .9/10
Um anime. Também porque apenas os desenhos mais populares do Japão chegam por aqui e geralmente o que tem de popular perde em qualidade vi poucos destes que merecessem atenção. Mas com a globalização e a popularização desse mercado asiático aqui no ocidente temos acesso a algumas obras mais requintadas.
O Cheiro do Ralo .8/10
Excelente filme nacional. Com um protagonista que vai causar ódio em quase todos os espectadores, esse humor cru, ácido e malvado é um que me identifico. Diálogos inteligentíssimos. Não é completamente sem falhas, mas sua visão direta e ao mesmo tempo simbólica da realidade valem a pena mesmo para os que ficarem ultrajados pelos comentários do Lourenço... A vida é dura
The Squid and the Whale (ou "A Lula e a Baleia") .8/10
O fim do amor. Um dos melhores filmes sobre divórcio e como isso afeta toda família. Roteiro impecável em um filme muito triste, quase deprimente. Ainda assim gostei muito, é raro ver um filme com esse toque de realidade.
Deconstructing Harry (ou "Desconstruindo Harry) .8/10
Woody Allen não perde o jeito, nessa coleção de histórias quase me sinto como se jogado dentro da cabeça do mestre exposto a dezenas de filmes que ele gostaria de fazer. Com um filme sobre um autor como ele vemos ele passear por várias de suas histórias que ao mesmo tempo são suas experiências auto-biográficas, do diretor e do personagem. Some essa comparação entre realidade e ficção com um pouco de surrealismo e temos mais um brilhante filme do Harry Block.
Moartea domnului Lazarescu (ou "A Morte do Sr. Lazarescu") .7/10
Humor negro como se faz do outro lado da antiga cortina de ferro. Não que eu tenha idade pra lembrar de como era feito, mas minha imaginação é muito boa. Meio quieto e lento mas sempre cruel, do começo ao fim vemos a angustiante viaja até morte adiável do sr. Lazarescu. Somos obrigados a apenas ver com olhar de documentário uma realidade triste que é tão próxima de nós brasileiros como de nossos colegas de saúde pública medíocre do leste europeu. Devo admitir que o final misturado ao título da película fizeram esse filme subir no meu conceito.
Mystery Men (ou "Heróis Muito Loucos" (Argghhhhhh que nome horrípilante!!)) .7/10
Apesar do título nacional denegrir ainda mais admito que a própria premissa deve afastar vários possíveis espectadores. Um grupo de super-heróis fracassados (ou "Luzers" como eu prefiro) em uma cidade tomada de super-heróis. Excelente design no mínimo este filme tem estilo, desde dos clichês genéricos do "The Sphinx" até o herói-empresário de Greg Kinnear. Apesar de algumas piadas ridículos espalhadas pelo longa e ainda algumas decisões fracas que exploram mau algumas ótimas idéias consegue ser mais do que sua diversão de fim de semana.
Ghost World (ou "Mundo Cão") .6/10
Esperava mais desse filme que grita pra ser chamado de alternativo. Mesmo com ótimas surpresas, um diálogo espirituoso aqui e acolá e a Scarlett Johansson falta alguma coisa aqui. Cheio de seu próprio estilo me parece que falta o mesmo que a personagem principal, se definir. Ótimos atores.
Spider-Man 3 (ou "Homem-Aranha 3") .5/10
Quer saber porque este filme é tão pior que os outros dois? TOO MANY PLOTS!!! Vou escrever uma crítica indignada mas antes falarei de porque dei um NOTÃO pra esse filme que desprezei tanto. Excelente câmera e efeitos especiais. Essas qualidades são realmente dignas de nota. Agora como que uma equipe que já fez duas ótimas adaptações produz esse película entupida de erros bobos? Não sei... ganância acho. Tramas demais, todas se completam de forma forçada e rápida, um festival de pseudo-personagens passeia pela tela apenas para mostrar o poder dos efeitos especiais e ainda assim o roteiro é uma peneira tentando amarrar tanta coisa junta. Sugestão aos produtores: da próxima vez pensem mais no roteiro e menos em quantos bonequinhos vão conseguir vender pra esse filme.
キャシャーン, Kyashān (ou "Casshern") .5/10
Um festival de imagem. Excelente visual, algumas ótimas cenas espalhadas pelo longa e uma ou outra frase de efeito que funciona. Fora isso o roteiro não só é pior que a história ridícula no qual é baseada. Adoro ficção científica e é justamente por causa disso que desprezo tanto filmes acéfalos como esse que mancham a imagem do gênero. Assim como o do Homem-Aranha, recomendo apenas para o muito fãs.
Brave New World (1998) .4/10
Adorei o livro ergo odiei o filme. Traste, pega algumas coisas direito mais a maioria pega errado. Alguns diálogos interessantes (o mínimo!! afinal tinha uma obra prima pra se basear) mas na maior parte do tempo a qualidade de algo feito pra TV salta aos olhos. Pior do que esperava. Para os muito, muito fãs do livro (como eu) serve como uma curiosidade.
Shaolin Soccer (não terminei)
Não vi até o fim por motivos de força maior, mas até onde vi achei bem parecido em estilo com Kung-Fusão (Kung-Fu Hustle). Ou seja, exagerado, exagerado e exagerado mas engraçado, muito engraçado. Os mestres chineses do humor pastelão. Uma necessidade pra quem é fã de cinema Wuxia.
Samsara (não terminei)
Não vi até o fim, e ao contrário do filme acima sem saber pra onde ia aquela história meu veredicto será muito defeituoso. Parado, muito parado, como é tradicionalmente o cinema asiático.
Superando as expectativas de qualquer biografia musical consegue ser uma história de apelo universal e cheia de significado. Cenas maravilhosas, atuações esplêndidas, diálogos perfeitos. O melhor filme sobre a vida de um músico que você verá. Ele também nem tenta ser uma adaptação fiel a vida de Mozart mas apenas os mais puritanos iriam reclamar de um detalhe desses em um filme tão bom. Ele é um pouco longo, ainda mais porque vi a versão estendida, mas não chega a ser cansativo. Uma obra-prima, ganhador do Oscar de 84.
Crimes and Misdemeanors (ou "Crimes e Pecados") .10/10
O último filme dramático do Woody Allen. Considero seu melhor trabalho, também por motivos pessoais. Como é comum nos filmes de Allen os roteiros e personagens são inteligentes e realistas. Seguem-se dois protagonistas, em duas tramas que só se encontram através de personagens periféricos. Falando sobre injustiça, pecado, moral, ética e redenção somos entregues a explicitação de um dos fatos mais renegados da humanidade. A vida é injusta. Não há nenhuma forma de merecimento em pessoas serem bem sucedidas. O final consegue ser ainda mais impactante por concluir todas as últimas pontas soltas que se chocam no fim de cada trama. E completa com uma discussão de meta-cinema que torna tudo ainda mais profundo.
Caché (2005) .9/10
Foi uma decisão difícil escolher uma classificação para um filme tão não ortodoxo, e justamente por causa disso resolvi colocar ela no alto. O diretor Michael Haneke, alemão, faz esse filme francês sobre suspense merecer todo o crédito, o roteiro (também dele) é eficiente mas não chama a atenção para si, são as cenas, os silêncios, os olhares, as imagens que criam a tensão necessária. Vou estragar o final aqui, mas não muito. Não há final. Não há respostas e isso sempre me incomoda porque pode ser a solução fácil para escapar de uma trama confusa, mas aqui percebe-se que foi premeditado. Acompanhamos um intelectual casado que tem uma vida confortável em um subúrbio de Paris. Um homem respeitado e admirado que começa a receber estranhos vídeos e cartas. No começo pensa-se que é puro terrorismo, mas ao desenvolver o filme temos que encarar que este prestigiado jornalista pode ter um passado negro, ao qual ele é obrigado a revisitar. Mas como os espectadores não sabem o que foi isso exatamente, somos colocados no papel de investigadores, testemunhas e até cúmplices por não conseguirmos deixar de sentir afeição pela fragilidade do protagonista frente a essa ameaça invisível a sua pacata existência. Ao final algumas coisas ficam esclarecidas e outras excluídas mas o mistério permanece. Assim como a vida não temos respostas. Podemos especular sobre o que aconteceu, mas apenas isso. Somos jogados desde o começo no seio daquela familia francesa aparentemente tão normal, mas no desenrolar vamos nos distanciando ao ponto das cenas finais serem feitas a uma distância que quase não conseguimos ver os personagens, nem os detalhes do que exatamente acontece nelas. Isso nos mostra o quão distante estamos da verdade, vendo-a senão de longe, pela grossa cortina do passado.
東京ゴッドファーザーズ - Tōkyō Goddofāzāzu (ou "Tokyo Godfathers") .9/10
Um anime. Também porque apenas os desenhos mais populares do Japão chegam por aqui e geralmente o que tem de popular perde em qualidade vi poucos destes que merecessem atenção. Mas com a globalização e a popularização desse mercado asiático aqui no ocidente temos acesso a algumas obras mais requintadas.
O Cheiro do Ralo .8/10
Excelente filme nacional. Com um protagonista que vai causar ódio em quase todos os espectadores, esse humor cru, ácido e malvado é um que me identifico. Diálogos inteligentíssimos. Não é completamente sem falhas, mas sua visão direta e ao mesmo tempo simbólica da realidade valem a pena mesmo para os que ficarem ultrajados pelos comentários do Lourenço... A vida é dura
The Squid and the Whale (ou "A Lula e a Baleia") .8/10
O fim do amor. Um dos melhores filmes sobre divórcio e como isso afeta toda família. Roteiro impecável em um filme muito triste, quase deprimente. Ainda assim gostei muito, é raro ver um filme com esse toque de realidade.
Deconstructing Harry (ou "Desconstruindo Harry) .8/10
Woody Allen não perde o jeito, nessa coleção de histórias quase me sinto como se jogado dentro da cabeça do mestre exposto a dezenas de filmes que ele gostaria de fazer. Com um filme sobre um autor como ele vemos ele passear por várias de suas histórias que ao mesmo tempo são suas experiências auto-biográficas, do diretor e do personagem. Some essa comparação entre realidade e ficção com um pouco de surrealismo e temos mais um brilhante filme do Harry Block.
Moartea domnului Lazarescu (ou "A Morte do Sr. Lazarescu") .7/10
Humor negro como se faz do outro lado da antiga cortina de ferro. Não que eu tenha idade pra lembrar de como era feito, mas minha imaginação é muito boa. Meio quieto e lento mas sempre cruel, do começo ao fim vemos a angustiante viaja até morte adiável do sr. Lazarescu. Somos obrigados a apenas ver com olhar de documentário uma realidade triste que é tão próxima de nós brasileiros como de nossos colegas de saúde pública medíocre do leste europeu. Devo admitir que o final misturado ao título da película fizeram esse filme subir no meu conceito.
Mystery Men (ou "Heróis Muito Loucos" (Argghhhhhh que nome horrípilante!!)) .7/10
Apesar do título nacional denegrir ainda mais admito que a própria premissa deve afastar vários possíveis espectadores. Um grupo de super-heróis fracassados (ou "Luzers" como eu prefiro) em uma cidade tomada de super-heróis. Excelente design no mínimo este filme tem estilo, desde dos clichês genéricos do "The Sphinx" até o herói-empresário de Greg Kinnear. Apesar de algumas piadas ridículos espalhadas pelo longa e ainda algumas decisões fracas que exploram mau algumas ótimas idéias consegue ser mais do que sua diversão de fim de semana.
Ghost World (ou "Mundo Cão") .6/10
Esperava mais desse filme que grita pra ser chamado de alternativo. Mesmo com ótimas surpresas, um diálogo espirituoso aqui e acolá e a Scarlett Johansson falta alguma coisa aqui. Cheio de seu próprio estilo me parece que falta o mesmo que a personagem principal, se definir. Ótimos atores.
Spider-Man 3 (ou "Homem-Aranha 3") .5/10
Quer saber porque este filme é tão pior que os outros dois? TOO MANY PLOTS!!! Vou escrever uma crítica indignada mas antes falarei de porque dei um NOTÃO pra esse filme que desprezei tanto. Excelente câmera e efeitos especiais. Essas qualidades são realmente dignas de nota. Agora como que uma equipe que já fez duas ótimas adaptações produz esse película entupida de erros bobos? Não sei... ganância acho. Tramas demais, todas se completam de forma forçada e rápida, um festival de pseudo-personagens passeia pela tela apenas para mostrar o poder dos efeitos especiais e ainda assim o roteiro é uma peneira tentando amarrar tanta coisa junta. Sugestão aos produtores: da próxima vez pensem mais no roteiro e menos em quantos bonequinhos vão conseguir vender pra esse filme.
キャシャーン, Kyashān (ou "Casshern") .5/10
Um festival de imagem. Excelente visual, algumas ótimas cenas espalhadas pelo longa e uma ou outra frase de efeito que funciona. Fora isso o roteiro não só é pior que a história ridícula no qual é baseada. Adoro ficção científica e é justamente por causa disso que desprezo tanto filmes acéfalos como esse que mancham a imagem do gênero. Assim como o do Homem-Aranha, recomendo apenas para o muito fãs.
Brave New World (1998) .4/10
Adorei o livro ergo odiei o filme. Traste, pega algumas coisas direito mais a maioria pega errado. Alguns diálogos interessantes (o mínimo!! afinal tinha uma obra prima pra se basear) mas na maior parte do tempo a qualidade de algo feito pra TV salta aos olhos. Pior do que esperava. Para os muito, muito fãs do livro (como eu) serve como uma curiosidade.
Shaolin Soccer (não terminei)
Não vi até o fim por motivos de força maior, mas até onde vi achei bem parecido em estilo com Kung-Fusão (Kung-Fu Hustle). Ou seja, exagerado, exagerado e exagerado mas engraçado, muito engraçado. Os mestres chineses do humor pastelão. Uma necessidade pra quem é fã de cinema Wuxia.
Samsara (não terminei)
Não vi até o fim, e ao contrário do filme acima sem saber pra onde ia aquela história meu veredicto será muito defeituoso. Parado, muito parado, como é tradicionalmente o cinema asiático.
Friday, May 04, 2007
Filmes no mês de Abril
Devo admitir que esse mês foi uma tragédia, quase um filme por semana. Tive minha formatura mas acho que foi realmente a falta de tudo na minha vida.
Abre los Ojos (ou "Preso na Escuridão").8/10
Filme original que foi refilmado em "Vanilla Sky" com Tom Cruise. Impossível não comparar um com o outro e eu sou uma minoria que realmente gostou da segunda versão americana, logo devo dizer que ambos os filmes são bons, mas diferentes. Inclusive é interessante ver os dois, qual ver primeiro já uma pergunta mais difícil mesmo. Acho que o problema com a versão de Cruise é a edição confusa que deixa o filme... bem... confuso, e não misterioso. A versão espanhola também tem uma edição frenética, principalmente no final, mas não é confuso, faz parte da loucura do personagem. Existem diversas semelhanças como essas, mas devo me ater ao original. Bom roteiro, ótimas atuações, boa edição. Mas o filme se perde um pouco no tema, as discussões sobre vida, sonho, realidade são interessantes, mas não se engane, esse é um filme de "filosofia para iniciantes" e apenas raspa nas idéias filosóficas. Se eu estivesse dirigindo daria mais ênfase a loucura do protagonista porque durante a projeção o filme parece mais surreal do que psicológico. Muito bom, uma lição de como fazer um filme de ficção científica com toques filosóficos.
Eleição ("The Election" - 1999) .8/10
Um dos primeiros filmes de Alexander Payne, roteirista/diretor que gosto muito, e coincidentemente também é baseado num livro de Tom Perrotta, autor de outro excelente filme que vi nos últimos tempos, "Pecados Íntimos". Filme que revelou a atriz ganhadora do Oscar, Reese Witherspoon é excelente. Irônico e meio depressivo, eu enxergo como um "Candido" de Voltaire moderno. Com ótimas cenas e um roteiro afiado, personagens sempre interessantes e únicos, mesmo que apareçam apenas de relance. Faz uma crítica leve ao sistema político-eleitoral e uma crítica pesada aqueles anseios paternos de querer que seus filhos se destaquem em tudo para serem bem sucedidos no futuro. Mais fundo poderíamos dizer que fala sobre os anseios humanos que levam a uma filosofia do "sucesso a qualquer preço" que domina não só a nossa sociedade como a raça humana. Mas quem sabe eu esteja filosofando demais sobre um filme de "High-School" estadunidense, hehe. Ainda assim, vale uma conferida, ainda mais por ser tão desconhecido.
Le Planete Blache (ou "O Planeta Branco") .5/10
Filme visualmente belo, mas fundamentalmente chato. Quando fui ver "O Homem Urso" de Werner Herzog uns adolescente cretinos foram embora após 5 minutos porque "não queria ver a p**** de um documentário do Discovery Channel". Não sabe o que perderam, se o Discovery passa-se qualquer coisa que fosse um milésimo tão bom quanto aquele filme eu veria sempre. E virou o meu padrão para documentários, tem (quase) tudo que este filme francês não tem. Este eu daria total razão aos adolescentes cretinos daquela outra sessão de cinema, é um documentário do Discovery Channel de duas horas. Um bom documentário se comparado aquelas porcarias de Big Brother Panda que passam por programas hoje em dia, mas ainda assim, apenas um diário da vida dos animais no ártico, sem nenhuma discussão inteligente... na verdade nenhuma discussão idiota também, o filme é completamente desprovido de propósito e alma. Como um documentário deve ser segundo alguns. Ou como a natureza é, despropositada. Mas daí já estou eu caindo pra filosofia de novo. Escrevi essa crítica de forma bem pessoal, não gostei do filme, não é um assunto que me interessa ou me fascina, mas se a sua idéia de diversão é ver uns animais em belas cenas pode ser que adore.
300 .4/10
Tive sorte de pegar na TV dois filmes muito bons esse mês, mas fui amaldiçoado com duas porcarias em que eu punha grandes esperanças. É a vida, nunca oferece o que esperamos. Devo admitir meu preconceito em relação a esta crítica, mesmo tentando ser imparcial é impossível ao ver uma história que tenho tanto apreço ser transformada em efeitos especiais que jorram sangue. Isso é o filme, cinematografia. Só. Quanto mais eu penso nele menos eu gosto. Vamos começar com a obrigação, falar das coisas boas. O filme é belíssimo, e aí reside toda sua força, tem atuações razoáveis e inconstantes e o roteiro parece variar entre textos geniais e diálogos escritos por um adolescente passando por uma Overdose, de Testosterona ou de burrice mesmo, você escolhe. Claro que as partes de falas decentes são TODAS copias integrais da história em quadrinhos, é uma adaptação e isso não seria ruim, se não fosse por todas as outras cenas "originais" serem um lixo. Esse diretor infeliz havia feito apenas um remake de um filme de zumbi, que mesmo sendo competente dentro das limitações do gênero não é nenhuma obra prima. Não parece promissor não?
Minha nota original havia sido 7, logo vejam como se consegue errar a mão num filme.
Primeiro há toda uma trama original sobre a mulher do Leônidas que é simplesmente desprezível, não só é cheia de diálogos escritos por aquela criança de 13 anos como também é totalmente dispensável, termina de forma fabulosamente ridícula ofendendo até mesmo as crianças de 13 anos que por ventura entraram escondidas para ver esse filme. Mas o pior é que ela enfraquece a força do sacrifício dos heróis na trama principal. Pronto, de 7 para 6.
Depois tem a representação histórica. Não se preocupe, não sou um chato que vai reclamar de um ou outro detalhe, mas mostrar monstros, seres urrando, rinocerontes .... ai... vou parar aqui, sério, me desculpe quem estiver lendo isso mas já perdi tempo demais falando dessa porcaria e não vou reescreve este texto por pior que esteja. Minha sinceras desculpas...
Heroes ep 1 -> 18 (série de TV)
É uma boa série, acima da média. Nada de original, tudo copiado descaradamente de histórias em quadrinhos, as vezes piorado, as vezes melhorado. Tem boas tiradas mas nada excepcional. Só para comentar, a idéia mais interessante que eu vi foi quando o Bennet apaga a própria mente pra salvar filha, essa foi MUITO BOA. Mas no geral é divertido e competente, se fosse colocar uma nota comparando com o cinema seria 6, mas se tratando de uma série poderia puxar para 7, mas como nunca vi uma que merecesse um 10 essa classificação fica meio sem referências.
Abre los Ojos (ou "Preso na Escuridão").8/10
Filme original que foi refilmado em "Vanilla Sky" com Tom Cruise. Impossível não comparar um com o outro e eu sou uma minoria que realmente gostou da segunda versão americana, logo devo dizer que ambos os filmes são bons, mas diferentes. Inclusive é interessante ver os dois, qual ver primeiro já uma pergunta mais difícil mesmo. Acho que o problema com a versão de Cruise é a edição confusa que deixa o filme... bem... confuso, e não misterioso. A versão espanhola também tem uma edição frenética, principalmente no final, mas não é confuso, faz parte da loucura do personagem. Existem diversas semelhanças como essas, mas devo me ater ao original. Bom roteiro, ótimas atuações, boa edição. Mas o filme se perde um pouco no tema, as discussões sobre vida, sonho, realidade são interessantes, mas não se engane, esse é um filme de "filosofia para iniciantes" e apenas raspa nas idéias filosóficas. Se eu estivesse dirigindo daria mais ênfase a loucura do protagonista porque durante a projeção o filme parece mais surreal do que psicológico. Muito bom, uma lição de como fazer um filme de ficção científica com toques filosóficos.
Eleição ("The Election" - 1999) .8/10
Um dos primeiros filmes de Alexander Payne, roteirista/diretor que gosto muito, e coincidentemente também é baseado num livro de Tom Perrotta, autor de outro excelente filme que vi nos últimos tempos, "Pecados Íntimos". Filme que revelou a atriz ganhadora do Oscar, Reese Witherspoon é excelente. Irônico e meio depressivo, eu enxergo como um "Candido" de Voltaire moderno. Com ótimas cenas e um roteiro afiado, personagens sempre interessantes e únicos, mesmo que apareçam apenas de relance. Faz uma crítica leve ao sistema político-eleitoral e uma crítica pesada aqueles anseios paternos de querer que seus filhos se destaquem em tudo para serem bem sucedidos no futuro. Mais fundo poderíamos dizer que fala sobre os anseios humanos que levam a uma filosofia do "sucesso a qualquer preço" que domina não só a nossa sociedade como a raça humana. Mas quem sabe eu esteja filosofando demais sobre um filme de "High-School" estadunidense, hehe. Ainda assim, vale uma conferida, ainda mais por ser tão desconhecido.
Le Planete Blache (ou "O Planeta Branco") .5/10
Filme visualmente belo, mas fundamentalmente chato. Quando fui ver "O Homem Urso" de Werner Herzog uns adolescente cretinos foram embora após 5 minutos porque "não queria ver a p**** de um documentário do Discovery Channel". Não sabe o que perderam, se o Discovery passa-se qualquer coisa que fosse um milésimo tão bom quanto aquele filme eu veria sempre. E virou o meu padrão para documentários, tem (quase) tudo que este filme francês não tem. Este eu daria total razão aos adolescentes cretinos daquela outra sessão de cinema, é um documentário do Discovery Channel de duas horas. Um bom documentário se comparado aquelas porcarias de Big Brother Panda que passam por programas hoje em dia, mas ainda assim, apenas um diário da vida dos animais no ártico, sem nenhuma discussão inteligente... na verdade nenhuma discussão idiota também, o filme é completamente desprovido de propósito e alma. Como um documentário deve ser segundo alguns. Ou como a natureza é, despropositada. Mas daí já estou eu caindo pra filosofia de novo. Escrevi essa crítica de forma bem pessoal, não gostei do filme, não é um assunto que me interessa ou me fascina, mas se a sua idéia de diversão é ver uns animais em belas cenas pode ser que adore.
300 .4/10
Tive sorte de pegar na TV dois filmes muito bons esse mês, mas fui amaldiçoado com duas porcarias em que eu punha grandes esperanças. É a vida, nunca oferece o que esperamos. Devo admitir meu preconceito em relação a esta crítica, mesmo tentando ser imparcial é impossível ao ver uma história que tenho tanto apreço ser transformada em efeitos especiais que jorram sangue. Isso é o filme, cinematografia. Só. Quanto mais eu penso nele menos eu gosto. Vamos começar com a obrigação, falar das coisas boas. O filme é belíssimo, e aí reside toda sua força, tem atuações razoáveis e inconstantes e o roteiro parece variar entre textos geniais e diálogos escritos por um adolescente passando por uma Overdose, de Testosterona ou de burrice mesmo, você escolhe. Claro que as partes de falas decentes são TODAS copias integrais da história em quadrinhos, é uma adaptação e isso não seria ruim, se não fosse por todas as outras cenas "originais" serem um lixo. Esse diretor infeliz havia feito apenas um remake de um filme de zumbi, que mesmo sendo competente dentro das limitações do gênero não é nenhuma obra prima. Não parece promissor não?
Minha nota original havia sido 7, logo vejam como se consegue errar a mão num filme.
Primeiro há toda uma trama original sobre a mulher do Leônidas que é simplesmente desprezível, não só é cheia de diálogos escritos por aquela criança de 13 anos como também é totalmente dispensável, termina de forma fabulosamente ridícula ofendendo até mesmo as crianças de 13 anos que por ventura entraram escondidas para ver esse filme. Mas o pior é que ela enfraquece a força do sacrifício dos heróis na trama principal. Pronto, de 7 para 6.
Depois tem a representação histórica. Não se preocupe, não sou um chato que vai reclamar de um ou outro detalhe, mas mostrar monstros, seres urrando, rinocerontes .... ai... vou parar aqui, sério, me desculpe quem estiver lendo isso mas já perdi tempo demais falando dessa porcaria e não vou reescreve este texto por pior que esteja. Minha sinceras desculpas...
Heroes ep 1 -> 18 (série de TV)
É uma boa série, acima da média. Nada de original, tudo copiado descaradamente de histórias em quadrinhos, as vezes piorado, as vezes melhorado. Tem boas tiradas mas nada excepcional. Só para comentar, a idéia mais interessante que eu vi foi quando o Bennet apaga a própria mente pra salvar filha, essa foi MUITO BOA. Mas no geral é divertido e competente, se fosse colocar uma nota comparando com o cinema seria 6, mas se tratando de uma série poderia puxar para 7, mas como nunca vi uma que merecesse um 10 essa classificação fica meio sem referências.
Wednesday, March 28, 2007
Filmes no mês de Março
Joyeux Noël(ou "Feliz Natal") 9.10
Impossível errar a mão com essa história, o diretor e roteirista aqui são apenas competente mas apenas isso é necessário para fazer um filme com a melhor história de natal de já aconteceu realmente. Durante a primeira guerra mundial os dois lados inimigos travaram uma trégua na noite de natal que se estendeu por vários pontos do campo de batalha até o ano-novo, tudo sem o consentimento dos seus líderes militares. Visualmente competente e com muitas boas atuações.
Crash (ou "Crash - No Limite")(2004) .9/10
Merecido vencedor do Oscar 2005, excelente roteiro envolvendo dezenas de personagens de modo natural e inteligente, com uma idéia mestra amarrando todo o filme. O tema central é racismo mas é fácil extrapolar esta idéia para falar de preconceito e as próprias idiossincrasias da natureza humana. Com belas composições visuais e cenas emocionantes é um filme realmente imperdível.
The Good Shepherd (ou "O Bom Pastor") .9/10
Um filme muito criticado mas incrível. Se você quiser saber uma versão muito mais plausível sobre o que faz a CIA e os agentes secretos de modo geral este filme é perfeito. Excelentes atuações, boas cenas e cinematografia, tudo graças ao talentoso Robert De Niro. Mas a pérola é realmente o roteiro, interessante e inteligente. O filme é um pouco lento mas isso faz parte da atmosfera de tensão. O único defeito é que ele é um pouco longo demais, em um filme lento não posso deixar passar esse detalhe.
1492 - Conquest of Paradise (ou "1492 - A Conquista do Paraíso") .8/10
Bom.
Indigènes (ou "Dias de Glória") .8/10
Excelente filme de guerra, com um roteiro bem concentrado nos relacionamentos pessoais entre os personagens principais e com boas cenas de ação aqui e acóla. Consegue ser genial por conseguir ser uma história de guerra relamente competente por si só e ainda guardar facilmente pra quem quiser ver uma excelente crítica a segregação racial, a frança e a hipocrisia num modo geral.
Scoop (ou "Scoop - O Grande Furo") .8/10
Nunca vi um filme ruim do Woody Allen e apesar das críticas ainda gostei desse filme. É essencialmente uma comédia despretenciosa mas dentro dela temos diálogos acidos e boas cenas. Os personagens são mais fracos do que nos outros filmes do diretor mas ainda interessantes. É engraçado o que na minha opinião é uma raridade entre a maioria das comédias lançadas. Tem algumas cenas um pouco forçadas mas se você já engoliu o modo como o jornalista do começo da história engana a morta em uma ótima cena, podemos relevar esses pequenos detalhes, o único defeito real é o final ser muito fraco mesmo, ruim pra caramba.
The Last King of Scotland (ou "O Último Rei da Escócia") .7/10
Idi Amim é um personagem real incrível. Assim transformá-lo em um bom personagem cinematográfico não deve ser tão difícil. Com um bom ator no papel temos uma boa idéia pra um filme. Mas infelizmente o filme é só isso. Por ser apenas inspirado em fatos reais o filme pode malear um pouco os fatos e nem se esforça para esconder não apenas uma, mas duas rasas histórias de amor adúlteras totalmente artificiais. O filme é competente no máximo em seus aspéctos técnicos e no resto ele é raso mas não em nenhuma parte é ruim. Apenas para citar o óbvio caso alguém não tenha lido em nenhum outro lugar, sim, o ganhados do oscar Forest Whitaker está fantástico como o ditador, impecável.
ドールズ, dōruzu (ou "Dolls ") .7/10
Lento, muito lento, extremamente lento. É como ver Titanic com a tecla do dvd na velocidade 1/4. Caso você não se transporte pra realidade do diretor vai parecer horas de pessoas andando sem nenhum diálogo. Mas como ganhou uma nota tão alta em minha opinião? Primeiro temos em levar em consideração o estilo de cinema oriental, mas lento por natureza, cheio de planos sequência tão na moda ultimamente. Eu tenho um desgosto natural por essa forma subjetiva de contar histórias, que deixa tudo para o espectador esmiuçar ou melhor, interpretar do jeito que quiser. É como arte moderna, desenhe um losango preto sobre fundo branco e coloque numa exposição que irão dizer que é uma analogia moderna sobre nossa dualidade interior. Bobagem. Seguindo esse raciocínio esse filme é um rolo de película de duas horas que mostra duas pessoas andando por bonitas paisagens. Sim, é tão excitante quanto parece. Mas é ai que está, este diretor mais acostumado a filme com edições mais rápidas quis faze um filme sobre o teatro japonês de bonecos, e assim fazer uma analogia interessante sobre os relacionamentos. Mas ele não quis apenas contar uma história de teatro no cinema, ele quis te transportar para aquele universo dos bonecos, sem falas, com roupas elaboradas e personagens cartunescos e sem expressão como um boneco. Vendo deste modo o filme é interessante, difícil e visualmente impressionante. Longe de ser uma obra prima, mas interessante.
Sky High .5/10
Você tem que cair nesse humor absurdo e ridículo de um universo de pessoas que acham que usar a cueca por cima da calça é legal e másculo, dai pra frente o filme consegue ser divertido sem ofender (muito) sua inteligência. O que já é um grande feito pois a maioria das comédias nem isso consegue. Também não gostei da explicação da origem do vilão, poderia pensar que de tão idiota é uma crítica acida as origens sem o menor sentido das histórias em quadrinhos mas não, esse filme só é ruim nas partes que tenta ser mais do que é, um pastiche de super-heróis.
Ghost Rider .1/10
Um lixo total! Um dos piores roteiros que já fui obrigado a escutar. Se tudo fosse apenas prevísivel é uma coisa, agora ser idiota e incoerente o tempo todo é demais. Não posso recomendar nem como diversão leviana, uma porcaria completa. Só não ganha zero porque estou dando uma colher de chá para Nicolas Cage e Eva Mendes que até tentam ser um pouco carismáticos mas ninguém conseguiria com esse roteiro raso e cheio de furos. Chega! já gastei muito do meu tempo falando dos dejetos mentais que esse diretor transformou em película.
(série): Millennium - Luminaire
Um episódio da série Millennium levemente inspirado na mesma história que inspirou o livro "Na Natureza Selvagem" de Jon Krakauer. Gostaria de poder dizer que achei razoável mas isso é apenas pelo quanto gostei do livro. fraco.
Impossível errar a mão com essa história, o diretor e roteirista aqui são apenas competente mas apenas isso é necessário para fazer um filme com a melhor história de natal de já aconteceu realmente. Durante a primeira guerra mundial os dois lados inimigos travaram uma trégua na noite de natal que se estendeu por vários pontos do campo de batalha até o ano-novo, tudo sem o consentimento dos seus líderes militares. Visualmente competente e com muitas boas atuações.
Crash (ou "Crash - No Limite")(2004) .9/10
Merecido vencedor do Oscar 2005, excelente roteiro envolvendo dezenas de personagens de modo natural e inteligente, com uma idéia mestra amarrando todo o filme. O tema central é racismo mas é fácil extrapolar esta idéia para falar de preconceito e as próprias idiossincrasias da natureza humana. Com belas composições visuais e cenas emocionantes é um filme realmente imperdível.
The Good Shepherd (ou "O Bom Pastor") .9/10
Um filme muito criticado mas incrível. Se você quiser saber uma versão muito mais plausível sobre o que faz a CIA e os agentes secretos de modo geral este filme é perfeito. Excelentes atuações, boas cenas e cinematografia, tudo graças ao talentoso Robert De Niro. Mas a pérola é realmente o roteiro, interessante e inteligente. O filme é um pouco lento mas isso faz parte da atmosfera de tensão. O único defeito é que ele é um pouco longo demais, em um filme lento não posso deixar passar esse detalhe.
1492 - Conquest of Paradise (ou "1492 - A Conquista do Paraíso") .8/10
Bom.
Indigènes (ou "Dias de Glória") .8/10
Excelente filme de guerra, com um roteiro bem concentrado nos relacionamentos pessoais entre os personagens principais e com boas cenas de ação aqui e acóla. Consegue ser genial por conseguir ser uma história de guerra relamente competente por si só e ainda guardar facilmente pra quem quiser ver uma excelente crítica a segregação racial, a frança e a hipocrisia num modo geral.
Scoop (ou "Scoop - O Grande Furo") .8/10
Nunca vi um filme ruim do Woody Allen e apesar das críticas ainda gostei desse filme. É essencialmente uma comédia despretenciosa mas dentro dela temos diálogos acidos e boas cenas. Os personagens são mais fracos do que nos outros filmes do diretor mas ainda interessantes. É engraçado o que na minha opinião é uma raridade entre a maioria das comédias lançadas. Tem algumas cenas um pouco forçadas mas se você já engoliu o modo como o jornalista do começo da história engana a morta em uma ótima cena, podemos relevar esses pequenos detalhes, o único defeito real é o final ser muito fraco mesmo, ruim pra caramba.
The Last King of Scotland (ou "O Último Rei da Escócia") .7/10
Idi Amim é um personagem real incrível. Assim transformá-lo em um bom personagem cinematográfico não deve ser tão difícil. Com um bom ator no papel temos uma boa idéia pra um filme. Mas infelizmente o filme é só isso. Por ser apenas inspirado em fatos reais o filme pode malear um pouco os fatos e nem se esforça para esconder não apenas uma, mas duas rasas histórias de amor adúlteras totalmente artificiais. O filme é competente no máximo em seus aspéctos técnicos e no resto ele é raso mas não em nenhuma parte é ruim. Apenas para citar o óbvio caso alguém não tenha lido em nenhum outro lugar, sim, o ganhados do oscar Forest Whitaker está fantástico como o ditador, impecável.
ドールズ, dōruzu (ou "Dolls ") .7/10
Lento, muito lento, extremamente lento. É como ver Titanic com a tecla do dvd na velocidade 1/4. Caso você não se transporte pra realidade do diretor vai parecer horas de pessoas andando sem nenhum diálogo. Mas como ganhou uma nota tão alta em minha opinião? Primeiro temos em levar em consideração o estilo de cinema oriental, mas lento por natureza, cheio de planos sequência tão na moda ultimamente. Eu tenho um desgosto natural por essa forma subjetiva de contar histórias, que deixa tudo para o espectador esmiuçar ou melhor, interpretar do jeito que quiser. É como arte moderna, desenhe um losango preto sobre fundo branco e coloque numa exposição que irão dizer que é uma analogia moderna sobre nossa dualidade interior. Bobagem. Seguindo esse raciocínio esse filme é um rolo de película de duas horas que mostra duas pessoas andando por bonitas paisagens. Sim, é tão excitante quanto parece. Mas é ai que está, este diretor mais acostumado a filme com edições mais rápidas quis faze um filme sobre o teatro japonês de bonecos, e assim fazer uma analogia interessante sobre os relacionamentos. Mas ele não quis apenas contar uma história de teatro no cinema, ele quis te transportar para aquele universo dos bonecos, sem falas, com roupas elaboradas e personagens cartunescos e sem expressão como um boneco. Vendo deste modo o filme é interessante, difícil e visualmente impressionante. Longe de ser uma obra prima, mas interessante.
Sky High .5/10
Você tem que cair nesse humor absurdo e ridículo de um universo de pessoas que acham que usar a cueca por cima da calça é legal e másculo, dai pra frente o filme consegue ser divertido sem ofender (muito) sua inteligência. O que já é um grande feito pois a maioria das comédias nem isso consegue. Também não gostei da explicação da origem do vilão, poderia pensar que de tão idiota é uma crítica acida as origens sem o menor sentido das histórias em quadrinhos mas não, esse filme só é ruim nas partes que tenta ser mais do que é, um pastiche de super-heróis.
Ghost Rider .1/10
Um lixo total! Um dos piores roteiros que já fui obrigado a escutar. Se tudo fosse apenas prevísivel é uma coisa, agora ser idiota e incoerente o tempo todo é demais. Não posso recomendar nem como diversão leviana, uma porcaria completa. Só não ganha zero porque estou dando uma colher de chá para Nicolas Cage e Eva Mendes que até tentam ser um pouco carismáticos mas ninguém conseguiria com esse roteiro raso e cheio de furos. Chega! já gastei muito do meu tempo falando dos dejetos mentais que esse diretor transformou em película.
(série): Millennium - Luminaire
Um episódio da série Millennium levemente inspirado na mesma história que inspirou o livro "Na Natureza Selvagem" de Jon Krakauer. Gostaria de poder dizer que achei razoável mas isso é apenas pelo quanto gostei do livro. fraco.
Wednesday, March 21, 2007
Sunday, February 04, 2007
Filme: Flags of Our Fathers (ou "A Conquista da Honra") .8/10
Clint Eastwood é uma figura. Uma idéia genial como retratar uma guerra como ela sempre deveria ser tratada. Uma história com dois lados. Por mais obvio que pareça a maioria dos filmes de guerra tem um lado só. Com este filme e sua contraparte japonesa Letters From Iwo Jima (ou "Cartas de Iwo Jima") nosso cowboy que virou diretor confirma sua originalidade e atrevimento. E ainda é reconhecido no Oscar e em Hollywood por ser queridinho e "prata da casa", mais um ponto pro senhor de 76 de anos no auge de sua carreira.
Com aspectos técnicos primorosos o filme cria uma pintura cinza e amarga da batalha mais disputada da campanha do Pacífico. A atmosfera visual e sonora é admirável. A conquista americana de uma pequena ilhota japonesa, um cenário realmente dantesco com direito a vulcão, praias de areia negra e cheiro de enxofre.
Contando duas tramas paralelas, uma durante a batalha e a outra lidando com os homens que apenas por hastearem uma bandeira são tratados a contra-gosto como heróis.
A mensagem é que heróis existem apenas para nós, soldados podem até ser levados a guerra pelo seu patriotismo, mas é a necessidade de sobreviver que fala mais alto quando estão lá, atos de heroísmo não passam de atitudes de união entre aqueles soldados.
O filme tem diversas cenas bem construídas e emocionantes e todas as cenas de guerra são primorosas. A metade do filme que se passa nos Estados Unidos é mais lenta, mas ainda assim eficaz em mostrar como o governo usa inescrupulosamente aquela imagem dos heróis para angariar fundos para a guerra, independente da verdade ou dos conflitos morais gerados por essas decisões. A guerra é preto e branco para o povo.
Poderia ter sido melhor senão fosse decisões equivocadas na pós produção. O maior problema é a edição insana que pula e volta a trama toda, entrelaçando a narrativa de forma artificial e cansativa. Essa mania de tramas paralelas e edição recortada é usada ao extremo aqui, quando deveria ter sido utilizada com parcimônia. O desfecho da trama também é extenso demais ao relatar com ajuda de um narrador que se manteve oculto até ali. Isso também quebra a continuidade, mais a edição retardada transformam uma película filmada com tanto cuidado numa concha de retalhos de cenas bem feitas.
Ainda assim, seja por seu visual e som impecáveis, sua interessante história, ou sua profunda mensagem, "A Conquista da Honra" ainda é um trabalho admirável apesar de suas pequenas falhas, mais uma estrela para nosso vovô do cinema.
Com aspectos técnicos primorosos o filme cria uma pintura cinza e amarga da batalha mais disputada da campanha do Pacífico. A atmosfera visual e sonora é admirável. A conquista americana de uma pequena ilhota japonesa, um cenário realmente dantesco com direito a vulcão, praias de areia negra e cheiro de enxofre.
Contando duas tramas paralelas, uma durante a batalha e a outra lidando com os homens que apenas por hastearem uma bandeira são tratados a contra-gosto como heróis.
A mensagem é que heróis existem apenas para nós, soldados podem até ser levados a guerra pelo seu patriotismo, mas é a necessidade de sobreviver que fala mais alto quando estão lá, atos de heroísmo não passam de atitudes de união entre aqueles soldados.
O filme tem diversas cenas bem construídas e emocionantes e todas as cenas de guerra são primorosas. A metade do filme que se passa nos Estados Unidos é mais lenta, mas ainda assim eficaz em mostrar como o governo usa inescrupulosamente aquela imagem dos heróis para angariar fundos para a guerra, independente da verdade ou dos conflitos morais gerados por essas decisões. A guerra é preto e branco para o povo.
Poderia ter sido melhor senão fosse decisões equivocadas na pós produção. O maior problema é a edição insana que pula e volta a trama toda, entrelaçando a narrativa de forma artificial e cansativa. Essa mania de tramas paralelas e edição recortada é usada ao extremo aqui, quando deveria ter sido utilizada com parcimônia. O desfecho da trama também é extenso demais ao relatar com ajuda de um narrador que se manteve oculto até ali. Isso também quebra a continuidade, mais a edição retardada transformam uma película filmada com tanto cuidado numa concha de retalhos de cenas bem feitas.
Ainda assim, seja por seu visual e som impecáveis, sua interessante história, ou sua profunda mensagem, "A Conquista da Honra" ainda é um trabalho admirável apesar de suas pequenas falhas, mais uma estrela para nosso vovô do cinema.
Monday, November 06, 2006
Filme: The Prestige (O Grande Truque) 7,5
CONTÉM SPOILERS
Olha Simone... e agora Maira tb... Desculpe fazer vc vir até aqui, heheh.
O Chris Nolan (diretor) fez "Memento(Amnésia)" que é maravilhoso, um dos filmes mais originais da década. Depois fez "Batman Begins", o qual gostei... mas tem alguns problemas meio sérios. Aqui nesse "The Prestige" tem dois problemas muito graves! Primeiro é essa moda/mania de edição não-linear. pera lá! em "Memento(Amnésia)" fazer uma edição toda louca não só enriquece a história como é fundamental. Aqui qual o motivo de se ter TRÊS!!! mas TRÊS!!! tramas paralelas ao mesmo tempo? Não há nenhuma razão além do diretor querer esconder o jogo, fazer uma seqüência complicada para que o público fique meio perdido e não perceba o final do filme antes dele acabar. Sinto muito seu diretor, mas além disso ser sujo, não funcionou pra mim que desde a parte em que o Borden (Cristian Bale) se teleporta da primeira vez eu já comecei a sacar praticamente tudo, menos... aquela insanidade do final. Achei que ele estava usando sósias, sei que parece forçado, mas é que o absurdo de usar clones nem passou pela minha cabeça. Eu sei que o filme anda no limiar da mágica, mas ele estava fazendo de tudo pra nos indicar que obviamente não existia esse negócio de magia, apenas truques. Então ter um final que lide com magos de verdade me incomodou bastante. Não só isso! Me machucou pessoalmente, afinal sou formado em Física e conheço o trabalho e vida de Nikola Tesla. Tá certo que no final da vida ele já tava doidinho da silva, mas mostrar ele como um cientista doido/mago foi meio demais. E aquela bobagem inacreditável de clonagem/raios elétricos.. ai, isso não só me dói como cientista, me dói como ser pensante!!! Alguém vai engulir isso? Vc pode dizer que eu tenho que "entrar no espírito do filme", mas é justamente por isso que coloquei aquela afirmação acima, ele nunca da a entender que o Harry Potter ou o Flash Gordon vão sair da parede a qualquer instante, ele falha num dos pináculos primordiais de um bom filme, a coerência.
Resumindo
Problema 1: Edição não-linear sem motivo algum!
problema 2: Deus Ex-Machina no final do filme com aquela máquina ridícula que clona pessoas.
Mas fora esses erros graves, o filme é maravilhoso!!
EHheh, deve estar se perguntando o porque de eu ter colocado uma nota alta (7,5) se só malhei o filme até agora. É porque ele tem tantas idéias boas que quase vale a pena.
Adorei a história de obsessão dos irmãos gêmeos, dividindo vidas, comportamentos, esposas, amantes, até ferimentos. Fantástico! Já havia sacado bem antes (Por que o Mr.Fallon aparece sempre de costas, quase nunca fala, apesar de parecer ser um personagem de vital importância pra trama?) mas mesmo assim, muito bom! Que grau de fanatismo por uma causa, por uma arte! O Angier (Hugh jackman) também não fica atrás, ótimo paralelo entre os pássaros na gaiola e os homens nos aquários, ótimo. Até onde vc iria? Sacrificar um pássaro por noite, mas sacrificar um homem? Ou uma esposa? Ou uma vida, muito bom. Repare que ambos morrem como suas esposas, um enforcado e outro afogado. Aquela cena da mulher enforcada no meio dos pássaros é maravilhosa, aquele paralelo ente os pássaros sacrificados e a esposa sacrificada é intenso. Gostei do plano do Angier pra incriminar o Borden (também já havia pegado essa, mas ok) e também gostei da estranha personificação do David Bowie no Tesla. Quanto aos aspectos técnicos o filme é quase impecável, bons efeitos especiais, boas interpretações, boa cinematografia, bons diálogos.
O que me incomoda é que este filme podia ser perfeito se não fosse por um ou outro detalhe, péssimas escolhas.
Mas no geral foi bom, é só vc colocar o cérebro na posição desligado ao chegar perto do fim.
Desculpe a extensão deste texto, ser sucinto nunca foi uma de minhas qualidades.
Olha Simone... e agora Maira tb... Desculpe fazer vc vir até aqui, heheh.
O Chris Nolan (diretor) fez "Memento(Amnésia)" que é maravilhoso, um dos filmes mais originais da década. Depois fez "Batman Begins", o qual gostei... mas tem alguns problemas meio sérios. Aqui nesse "The Prestige" tem dois problemas muito graves! Primeiro é essa moda/mania de edição não-linear. pera lá! em "Memento(Amnésia)" fazer uma edição toda louca não só enriquece a história como é fundamental. Aqui qual o motivo de se ter TRÊS!!! mas TRÊS!!! tramas paralelas ao mesmo tempo? Não há nenhuma razão além do diretor querer esconder o jogo, fazer uma seqüência complicada para que o público fique meio perdido e não perceba o final do filme antes dele acabar. Sinto muito seu diretor, mas além disso ser sujo, não funcionou pra mim que desde a parte em que o Borden (Cristian Bale) se teleporta da primeira vez eu já comecei a sacar praticamente tudo, menos... aquela insanidade do final. Achei que ele estava usando sósias, sei que parece forçado, mas é que o absurdo de usar clones nem passou pela minha cabeça. Eu sei que o filme anda no limiar da mágica, mas ele estava fazendo de tudo pra nos indicar que obviamente não existia esse negócio de magia, apenas truques. Então ter um final que lide com magos de verdade me incomodou bastante. Não só isso! Me machucou pessoalmente, afinal sou formado em Física e conheço o trabalho e vida de Nikola Tesla. Tá certo que no final da vida ele já tava doidinho da silva, mas mostrar ele como um cientista doido/mago foi meio demais. E aquela bobagem inacreditável de clonagem/raios elétricos.. ai, isso não só me dói como cientista, me dói como ser pensante!!! Alguém vai engulir isso? Vc pode dizer que eu tenho que "entrar no espírito do filme", mas é justamente por isso que coloquei aquela afirmação acima, ele nunca da a entender que o Harry Potter ou o Flash Gordon vão sair da parede a qualquer instante, ele falha num dos pináculos primordiais de um bom filme, a coerência.
Resumindo
Problema 1: Edição não-linear sem motivo algum!
problema 2: Deus Ex-Machina no final do filme com aquela máquina ridícula que clona pessoas.
Mas fora esses erros graves, o filme é maravilhoso!!
EHheh, deve estar se perguntando o porque de eu ter colocado uma nota alta (7,5) se só malhei o filme até agora. É porque ele tem tantas idéias boas que quase vale a pena.
Adorei a história de obsessão dos irmãos gêmeos, dividindo vidas, comportamentos, esposas, amantes, até ferimentos. Fantástico! Já havia sacado bem antes (Por que o Mr.Fallon aparece sempre de costas, quase nunca fala, apesar de parecer ser um personagem de vital importância pra trama?) mas mesmo assim, muito bom! Que grau de fanatismo por uma causa, por uma arte! O Angier (Hugh jackman) também não fica atrás, ótimo paralelo entre os pássaros na gaiola e os homens nos aquários, ótimo. Até onde vc iria? Sacrificar um pássaro por noite, mas sacrificar um homem? Ou uma esposa? Ou uma vida, muito bom. Repare que ambos morrem como suas esposas, um enforcado e outro afogado. Aquela cena da mulher enforcada no meio dos pássaros é maravilhosa, aquele paralelo ente os pássaros sacrificados e a esposa sacrificada é intenso. Gostei do plano do Angier pra incriminar o Borden (também já havia pegado essa, mas ok) e também gostei da estranha personificação do David Bowie no Tesla. Quanto aos aspectos técnicos o filme é quase impecável, bons efeitos especiais, boas interpretações, boa cinematografia, bons diálogos.
O que me incomoda é que este filme podia ser perfeito se não fosse por um ou outro detalhe, péssimas escolhas.
Mas no geral foi bom, é só vc colocar o cérebro na posição desligado ao chegar perto do fim.
Desculpe a extensão deste texto, ser sucinto nunca foi uma de minhas qualidades.
Friday, October 20, 2006
GOOGLE Philosophy
Our Philosophy
Never settle for the best
"The perfect search engine," says Google co-founder Larry Page, "would understand exactly what you mean and give back exactly what you want." Given the state of search technology today, that's a far-reaching vision requiring research, development and innovation to realize. Google is committed to blazing that trail. Though acknowledged as the world's leading search technology company, Google's goal is to provide a much higher level of service to all those who seek information, whether they're at a desk in Boston, driving through Bonn, or strolling in Bangkok.
To that end, Google has persistently pursued innovation and pushed the limits of existing technology to provide a fast, accurate and easy-to-use search service that can be accessed from anywhere. To fully understand Google, it's helpful to understand all the ways in which the company has helped to redefine how individuals, businesses and technologists view the Internet.
Ten things Google has found to be true
1. Focus on the user and all else will follow.
From its inception, Google has focused on providing the best user experience possible. While many companies claim to put their customers first, few are able to resist the temptation to make small sacrifices to increase shareholder value. Google has steadfastly refused to make any change that does not offer a benefit to the users who come to the site:
o The interface is clear and simple.
o Pages load instantly.
o Placement in search results is never sold to anyone.
o Advertising on the site must offer relevant content and not be a distraction.
By always placing the interests of the user first, Google has built the most loyal audience on the web. And that growth has come not through TV ad campaigns, but through word of mouth from one satisfied user to another.
2. It's best to do one thing really, really well.
Google does search. With one of the world's largest research groups focused exclusively on solving search problems, we know what we do well, and how we could do it better. Through continued iteration on difficult problems, we've been able to solve complex issues and provide continuous improvements to a service already considered the best on the web at making finding information a fast and seamless experience for millions of users. Our dedication to improving search has also allowed us to apply what we've learned to new products, including Gmail, Google Desktop, and Google Maps. As we continue to build new products* while making search better, our hope is to bring the power of search to previously unexplored areas, and to help users access and use even more of the ever-expanding information in their lives.
3. Fast is better than slow.
Google believes in instant gratification. You want answers and you want them right now. Who are we to argue? Google may be the only company in the world whose stated goal is to have users leave its website as quickly as possible. By fanatically obsessing on shaving every excess bit and byte from our pages and increasing the efficiency of our serving environment, Google has broken its own speed records time and again. Others assumed large servers were the fastest way to handle massive amounts of data. Google found networked PCs to be faster. Where others accepted apparent speed limits imposed by search algorithms, Google wrote new algorithms that proved there were no limits. And Google continues to work on making it all go even faster.
4. Democracy on the web works.
Google works because it relies on the millions of individuals posting websites to determine which other sites offer content of value. Instead of relying on a group of editors or solely on the frequency with which certain terms appear, Google ranks every web page using a breakthrough technique called PageRank™. PageRank evaluates all of the sites linking to a web page and assigns them a value, based in part on the sites linking to them. By analyzing the full structure of the web, Google is able to determine which sites have been "voted" the best sources of information by those most interested in the information they offer. This technique actually improves as the web gets bigger, as each new site is another point of information and another vote to be counted.
5. You don't need to be at your desk to need an answer.
The world is increasingly mobile and unwilling to be constrained to a fixed location. Whether it's through their PDAs, their wireless phones or even their automobiles, people want information to come to them. Google's innovations in this area include Google Number Search, which reduces the number of keypad strokes required to find data from a web-enabled cellular phone and an on-the-fly translation system that converts pages written in HTML to a format that can be read by phone browsers. This system opens up billions of pages for viewing from devices that would otherwise not be able to display them, including Palm PDAs and Japanese i-mode, J-Sky, and EZWeb devices. Wherever search is likely to help users obtain the information they seek, Google is pioneering new technologies and offering new solutions.
6. You can make money without doing evil.
Google is a business. The revenue the company generates is derived from offering its search technology to companies and from the sale of advertising displayed on Google and on other sites across the web. However, you may have never seen an ad on Google. That's because Google does not allow ads to be displayed on our results pages unless they're relevant to the results page on which they're shown. So, only certain searches produce sponsored links above or to the right of the results. Google firmly believes that ads can provide useful information if, and only if, they are relevant to what you wish to find.
Google has also proven that advertising can be effective without being flashy. Google does not accept pop-up advertising, which interferes with your ability to see the content you've requested. We've found that text ads (AdWords) that are relevant to the person reading them draw much higher clickthrough rates than ads appearing randomly. Google's maximization group works with advertisers to improve clickthrough rates over the life of a campaign, because high clickthrough rates are an indication that ads are relevant to a user's interests. Any advertiser, no matter how small or how large, can take advantage of this highly targeted medium, whether through our self-service advertising program that puts ads online within minutes, or with the assistance of a Google advertising representative.
Advertising on Google is always clearly identified as a "Sponsored Link." It is a core value for Google that there be no compromising of the integrity of our results. We never manipulate rankings to put our partners higher in our search results. No one can buy better PageRank. Our users trust Google's objectivity and no short-term gain could ever justify breaching that trust.
Thousands of advertisers use our Google AdWords program to promote their products; we believe AdWords is the largest program of its kind. In addition, thousands of web site managers take advantage of our Google AdSense program to deliver ads relevant to the content on their sites, improving their ability to generate revenue and enhancing the experience for their users.
7. There's always more information out there.
Once Google had indexed more of the HTML pages on the Internet than any other search service, our engineers turned their attention to information that was not as readily accessible. Sometimes it was just a matter of integrating new databases, such as adding a phone number and address lookup and a business directory. Other efforts required a bit more creativity, like adding the ability to search billions of images and a way to view pages that were originally created as PDF files. The popularity of PDF results led us to expand the list of file types searched to include documents produced in a dozen formats such as Microsoft Word, Excel and PowerPoint. For wireless users, Google developed a unique way to translate HTML formatted files into a format that could be read by mobile devices. The list is not likely to end there as Google's researchers continue looking into ways to bring all the world's information to users seeking answers.
8. The need for information crosses all borders.
Though Google is headquartered in California, our mission is to facilitate access to information for the entire world, so we have offices around the globe. To that end we maintain dozens of Internet domains and serve more than half of our results to users living outside the United States. Google search results can be restricted to pages written in more than 35 languages according to a user's preference. We also offer a translation feature to make content available to users regardless of their native tongue and for those who prefer not to search in English, Google's interface can be customized into more than 100 languages. To accelerate the addition of new languages, Google offers volunteers the opportunity to help in the translation through an automated tool available on the Google.com website. This process has greatly improved both the variety and quality of service we're able to offer users in even the most far flung corners of the globe.
9. You can be serious without a suit.
Google's founders have often stated that the company is not serious about anything but search. They built a company around the idea that work should be challenging and the challenge should be fun. To that end, Google's culture is unlike any in corporate America, and it's not because of the ubiquitous lava lamps and large rubber balls, or the fact that the company's chef used to cook for the Grateful Dead. In the same way Google puts users first when it comes to our online service, Google Inc. puts employees first when it comes to daily life in our Googleplex headquarters. There is an emphasis on team achievements and pride in individual accomplishments that contribute to the company's overall success. Ideas are traded, tested and put into practice with an alacrity that can be dizzying. Meetings that would take hours elsewhere are frequently little more than a conversation in line for lunch and few walls separate those who write the code from those who write the checks. This highly communicative environment fosters a productivity and camaraderie fueled by the realization that millions of people rely on Google results. Give the proper tools to a group of people who like to make a difference, and they will.
10. Great just isn't good enough.
Always deliver more than expected. Google does not accept being the best as an endpoint, but a starting point. Through innovation and iteration, Google takes something that works well and improves upon it in unexpected ways. Search works well for properly spelled words, but what about typos? One engineer saw a need and created a spell checker that seems to read a user's mind. It takes too long to search from a WAP phone? Our wireless group developed Google Number Search to reduce entries from three keystrokes per letter to one. With a user base in the millions, Google is able to identify points of friction quickly and smooth them out. Google's point of distinction however, is anticipating needs not yet articulated by our global audience, then meeting them with products and services that set new standards. This constant dissatisfaction with the way things are is ultimately the driving force behind the world's best search engine.
* Full-disclosure update: When we first wrote these "10 things" four years ago, we included the phrase "Google does not do horoscopes, financial advice or chat." Over time we've expanded our view of the range of services we can offer –- web search, for instance, isn't the only way for people to access or use information -– and products that then seemed unlikely are now key aspects of our portfolio. This doesn't mean we've changed our core mission; just that the farther we travel toward achieving it, the more those blurry objects on the horizon come into sharper focus (to be replaced, of course, by more blurry objects).
source: http://www.google.com/corporate/tenthings.html
Never settle for the best
"The perfect search engine," says Google co-founder Larry Page, "would understand exactly what you mean and give back exactly what you want." Given the state of search technology today, that's a far-reaching vision requiring research, development and innovation to realize. Google is committed to blazing that trail. Though acknowledged as the world's leading search technology company, Google's goal is to provide a much higher level of service to all those who seek information, whether they're at a desk in Boston, driving through Bonn, or strolling in Bangkok.
To that end, Google has persistently pursued innovation and pushed the limits of existing technology to provide a fast, accurate and easy-to-use search service that can be accessed from anywhere. To fully understand Google, it's helpful to understand all the ways in which the company has helped to redefine how individuals, businesses and technologists view the Internet.
Ten things Google has found to be true
1. Focus on the user and all else will follow.
From its inception, Google has focused on providing the best user experience possible. While many companies claim to put their customers first, few are able to resist the temptation to make small sacrifices to increase shareholder value. Google has steadfastly refused to make any change that does not offer a benefit to the users who come to the site:
o The interface is clear and simple.
o Pages load instantly.
o Placement in search results is never sold to anyone.
o Advertising on the site must offer relevant content and not be a distraction.
By always placing the interests of the user first, Google has built the most loyal audience on the web. And that growth has come not through TV ad campaigns, but through word of mouth from one satisfied user to another.
2. It's best to do one thing really, really well.
Google does search. With one of the world's largest research groups focused exclusively on solving search problems, we know what we do well, and how we could do it better. Through continued iteration on difficult problems, we've been able to solve complex issues and provide continuous improvements to a service already considered the best on the web at making finding information a fast and seamless experience for millions of users. Our dedication to improving search has also allowed us to apply what we've learned to new products, including Gmail, Google Desktop, and Google Maps. As we continue to build new products* while making search better, our hope is to bring the power of search to previously unexplored areas, and to help users access and use even more of the ever-expanding information in their lives.
3. Fast is better than slow.
Google believes in instant gratification. You want answers and you want them right now. Who are we to argue? Google may be the only company in the world whose stated goal is to have users leave its website as quickly as possible. By fanatically obsessing on shaving every excess bit and byte from our pages and increasing the efficiency of our serving environment, Google has broken its own speed records time and again. Others assumed large servers were the fastest way to handle massive amounts of data. Google found networked PCs to be faster. Where others accepted apparent speed limits imposed by search algorithms, Google wrote new algorithms that proved there were no limits. And Google continues to work on making it all go even faster.
4. Democracy on the web works.
Google works because it relies on the millions of individuals posting websites to determine which other sites offer content of value. Instead of relying on a group of editors or solely on the frequency with which certain terms appear, Google ranks every web page using a breakthrough technique called PageRank™. PageRank evaluates all of the sites linking to a web page and assigns them a value, based in part on the sites linking to them. By analyzing the full structure of the web, Google is able to determine which sites have been "voted" the best sources of information by those most interested in the information they offer. This technique actually improves as the web gets bigger, as each new site is another point of information and another vote to be counted.
5. You don't need to be at your desk to need an answer.
The world is increasingly mobile and unwilling to be constrained to a fixed location. Whether it's through their PDAs, their wireless phones or even their automobiles, people want information to come to them. Google's innovations in this area include Google Number Search, which reduces the number of keypad strokes required to find data from a web-enabled cellular phone and an on-the-fly translation system that converts pages written in HTML to a format that can be read by phone browsers. This system opens up billions of pages for viewing from devices that would otherwise not be able to display them, including Palm PDAs and Japanese i-mode, J-Sky, and EZWeb devices. Wherever search is likely to help users obtain the information they seek, Google is pioneering new technologies and offering new solutions.
6. You can make money without doing evil.
Google is a business. The revenue the company generates is derived from offering its search technology to companies and from the sale of advertising displayed on Google and on other sites across the web. However, you may have never seen an ad on Google. That's because Google does not allow ads to be displayed on our results pages unless they're relevant to the results page on which they're shown. So, only certain searches produce sponsored links above or to the right of the results. Google firmly believes that ads can provide useful information if, and only if, they are relevant to what you wish to find.
Google has also proven that advertising can be effective without being flashy. Google does not accept pop-up advertising, which interferes with your ability to see the content you've requested. We've found that text ads (AdWords) that are relevant to the person reading them draw much higher clickthrough rates than ads appearing randomly. Google's maximization group works with advertisers to improve clickthrough rates over the life of a campaign, because high clickthrough rates are an indication that ads are relevant to a user's interests. Any advertiser, no matter how small or how large, can take advantage of this highly targeted medium, whether through our self-service advertising program that puts ads online within minutes, or with the assistance of a Google advertising representative.
Advertising on Google is always clearly identified as a "Sponsored Link." It is a core value for Google that there be no compromising of the integrity of our results. We never manipulate rankings to put our partners higher in our search results. No one can buy better PageRank. Our users trust Google's objectivity and no short-term gain could ever justify breaching that trust.
Thousands of advertisers use our Google AdWords program to promote their products; we believe AdWords is the largest program of its kind. In addition, thousands of web site managers take advantage of our Google AdSense program to deliver ads relevant to the content on their sites, improving their ability to generate revenue and enhancing the experience for their users.
7. There's always more information out there.
Once Google had indexed more of the HTML pages on the Internet than any other search service, our engineers turned their attention to information that was not as readily accessible. Sometimes it was just a matter of integrating new databases, such as adding a phone number and address lookup and a business directory. Other efforts required a bit more creativity, like adding the ability to search billions of images and a way to view pages that were originally created as PDF files. The popularity of PDF results led us to expand the list of file types searched to include documents produced in a dozen formats such as Microsoft Word, Excel and PowerPoint. For wireless users, Google developed a unique way to translate HTML formatted files into a format that could be read by mobile devices. The list is not likely to end there as Google's researchers continue looking into ways to bring all the world's information to users seeking answers.
8. The need for information crosses all borders.
Though Google is headquartered in California, our mission is to facilitate access to information for the entire world, so we have offices around the globe. To that end we maintain dozens of Internet domains and serve more than half of our results to users living outside the United States. Google search results can be restricted to pages written in more than 35 languages according to a user's preference. We also offer a translation feature to make content available to users regardless of their native tongue and for those who prefer not to search in English, Google's interface can be customized into more than 100 languages. To accelerate the addition of new languages, Google offers volunteers the opportunity to help in the translation through an automated tool available on the Google.com website. This process has greatly improved both the variety and quality of service we're able to offer users in even the most far flung corners of the globe.
9. You can be serious without a suit.
Google's founders have often stated that the company is not serious about anything but search. They built a company around the idea that work should be challenging and the challenge should be fun. To that end, Google's culture is unlike any in corporate America, and it's not because of the ubiquitous lava lamps and large rubber balls, or the fact that the company's chef used to cook for the Grateful Dead. In the same way Google puts users first when it comes to our online service, Google Inc. puts employees first when it comes to daily life in our Googleplex headquarters. There is an emphasis on team achievements and pride in individual accomplishments that contribute to the company's overall success. Ideas are traded, tested and put into practice with an alacrity that can be dizzying. Meetings that would take hours elsewhere are frequently little more than a conversation in line for lunch and few walls separate those who write the code from those who write the checks. This highly communicative environment fosters a productivity and camaraderie fueled by the realization that millions of people rely on Google results. Give the proper tools to a group of people who like to make a difference, and they will.
10. Great just isn't good enough.
Always deliver more than expected. Google does not accept being the best as an endpoint, but a starting point. Through innovation and iteration, Google takes something that works well and improves upon it in unexpected ways. Search works well for properly spelled words, but what about typos? One engineer saw a need and created a spell checker that seems to read a user's mind. It takes too long to search from a WAP phone? Our wireless group developed Google Number Search to reduce entries from three keystrokes per letter to one. With a user base in the millions, Google is able to identify points of friction quickly and smooth them out. Google's point of distinction however, is anticipating needs not yet articulated by our global audience, then meeting them with products and services that set new standards. This constant dissatisfaction with the way things are is ultimately the driving force behind the world's best search engine.
* Full-disclosure update: When we first wrote these "10 things" four years ago, we included the phrase "Google does not do horoscopes, financial advice or chat." Over time we've expanded our view of the range of services we can offer –- web search, for instance, isn't the only way for people to access or use information -– and products that then seemed unlikely are now key aspects of our portfolio. This doesn't mean we've changed our core mission; just that the farther we travel toward achieving it, the more those blurry objects on the horizon come into sharper focus (to be replaced, of course, by more blurry objects).
source: http://www.google.com/corporate/tenthings.html
Monday, October 16, 2006
Não da pra entender mesmo...
Valor de privatização da Vale do Rio Doce: U$ 3,3 bilhões.
Para arredondar, uns 2 YouTubes (vendido ontem por U$ 1,68 bilhões).
É a época que vivemos... Reservas gigantescas de minério sendo comparadas com uma reserva gigantesca de vídeos com adolescentes de sunga amarela fazendo dancinhas bizarras.
Se o Youtube saísse do ar amanhã, alguém ia sentir falta por mais de uma semana até qualquer uma das outras 500 alternativas se estabelecer?
Mas como foi o Google que comprou, é pra levar a sério?
Sou um grande entusiasta da Web. Mas sei não, já vi esse filme antes. E nem faz muito tempo.
source: Cocadaboa ( http://www.cocadaboa.com/arquivos/009287.php )
Para arredondar, uns 2 YouTubes (vendido ontem por U$ 1,68 bilhões).
É a época que vivemos... Reservas gigantescas de minério sendo comparadas com uma reserva gigantesca de vídeos com adolescentes de sunga amarela fazendo dancinhas bizarras.
Se o Youtube saísse do ar amanhã, alguém ia sentir falta por mais de uma semana até qualquer uma das outras 500 alternativas se estabelecer?
Mas como foi o Google que comprou, é pra levar a sério?
Sou um grande entusiasta da Web. Mas sei não, já vi esse filme antes. E nem faz muito tempo.
source: Cocadaboa ( http://www.cocadaboa.com/arquivos/009287.php )
Thursday, August 31, 2006
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